A confirmação dos primeiros investimentos para a fabricação de biodiesel no Rio Grande do Sul abre perspectivas importantes para os gaúchos de maneira geral. Uma das vantagens do programa para o Estado é justamente o fato de permitir uma alternativa importante de ganho para produtores de grãos. A obrigatoriedade da adição do produto a todo o diesel comercializado no país a partir de 2008 assegura um aumento na demanda para o qual um Estado com tradição no cultivo de grãos precisa se mostrar atento desde já.
Uma das vantagens oferecidas pelo projeto, que vem gerando investimentos em todo o país, é o fato de os incentivos oficiais privilegiarem a agricultura familiar. O objetivo do poder público é justamente evitar a concentração de renda que foi gerada por outra tecnologia inovadora: a do Proálcool. O programa atual se destaca pelas perspectivas de geração de emprego no campo, de menos dependência do petróleo e de redução das emissões de gás carbônico e de enxofre.
Esse conjunto de fatores constitui uma argumentação forte para o estímulo aos investimentos na área. Além disso, especialistas têm alertado para o aspecto de que poucos países como o Brasil e poucos Estados como o Rio Grande Sul dispõem de uma diversidade tão grande de produtos para a produção de um moderno biodiesel.
Os gaúchos precisam se manter conscientes, desde já, da importância de investimentos em volumes adequados e no tempo certo. Sem essa preocupação, o risco é de a oportunidade ser subaproveitada ou mesmo desperdiçada, o que é inaceitável.