Depois de ver os embarques dispararem em março, o volume de diesel que a Petrobras mandou para fora do país caiu em praticamente dois terços no mês passado
O inesperado salto nas exportações brasileiras de óleo diesel que aconteceu em março – quando mais de 426,8 milhões de litros saíram do país – não se repetiu no mês passado. Segundo dados oficiais a respeito da movimentação da balança comercial brasileira durante abril, o volume do derivado embarcado ficou um pouco abaixo dos 148,1 milhões de litros. Praticamente um terço – 34,7% – da movimentação anterior.
O inesperado salto nas exportações brasileiras de óleo diesel que aconteceu em março – quando mais de 426,8 milhões de litros saíram do país – não se repetiu no mês passado. Segundo dados oficiais a respeito da movimentação da balança comercial brasileira durante abril, o volume do derivado embarcado ficou um pouco abaixo dos 148,1 milhões de litros. Praticamente um terço – 34,7% – da movimentação anterior.
Não chega a ser um volume ruim em relação ao desempenho médio do país. Desde que o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços começou a tabular as importações e exportações 22 anos atrás, a média para as exportações mensais de óleo diesel está em 34,4 milhões de litros. Mesmo olhando apenas para os 12 meses anteriores a abril, a média mal passa dos 83,1 milhões de litros.
Considerando os quatro primeiros meses do ano, tivemos 845,1 milhões de litros de diesel exportados. E, apesar das variações bruscas mês a mês, não houve um só mês em que não tenhamos tido exportações. Esse movimento dá a entender que a Petrobras está se tornando um player mais ativo no mercado global de derivados ao mesmo tempo em que ela muda seu posicionamento em relação ao mercado nacional.
Se antes a gigante do petróleo tinha como política garantir 100% da demanda nacional, ela, agora, vem abrindo muito mais espaço às importações. No mês de abril, foram desembarcados no país mais de 1,15 bilhão de litros de diesel.
Ganhos
Os ganhos da Petrobras com o diesel exportado em abril somaram US$ 73,5 milhões. Isso dá, em média, US$ 496,65 para cada metro cúbico de diesel exportado.
Na outra via, o combustível importado que chegou ao país recebeu US$ 503,40 por metro cúbico. Se tivesse ficado por aqui, o diesel que foi exportado teria evitado US$ 74,5 milhões em gastos.
Compradores
A Argentina foi – disparado – nosso maior comprador. Um pouco mais de 101,1 milhões de litros de diesel saíram do Brasil rumo ao país vizinho gerando US$ 50,6 milhões em vendas.
Os 47 milhões de litros restantes tiveram a França como destino. Esse segundo negócio rendeu outros US$ 22,9 milhões à Petrobras.
Mais de 99,8% das exportações saíram de Pernambuco indicando que o diesel teve origem na Refinaria de Abreu e Lima.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com