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Companhias Aéreas dão próximo passo no uso de bioQAV

Companhias aéreas estão dando o próximo passo na área de biocombustíveis e assinando contratos de longo prazo com fornecedores de bioQAV.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
vAgosto de 2016 parece estar sendo um mês decisivo para o futuro dos biocombustíveis para o setor de aviação. Em pouco menos de um mês grandes companhias aéreas sinalizaram que estão prontas para ir além dos projetos piloto e voos de teste ao anunciarem planos para incluir o bioquerosene em suas operações de forma mais definitiva.

Agosto de 2016 parece estar sendo um mês decisivo para o futuro dos biocombustíveis para o setor de aviação. Em pouco menos de um mês grandes companhias aéreas sinalizaram que estão prontas para ir além dos projetos piloto e voos de teste ao anunciarem planos para incluir o bioquerosene em suas operações de forma mais definitiva.

O maior anúncio dessa safra foi – de longe – feito pela JetBlue. Ontem (19), a companhia aérea de baixo orçamento fechou um contrato de 10 anos que prevê o fornecimento 1,25 bilhão de litros de querosene de avião com um conteúdo renovável equivalente a 30%.

Isso dá 375 milhões de litros de bioQAV ao longo de toda a duração do contrato, ou 37,5 milhões de litros ao ano. O combustível já misturado será fornecido pela fabricante de biocombustíveis SG Preston que fabrica combustível renovável a partir de óleos vegetais usando um processo de hidrotratamento que torna o produto final quimicamente indistinguível do combustível convencional.

As entregas, contudo, devem começar só a partir de 2019. O produto será destinado aos voos que partirão dos aeroportos nas imediações de Nova York. “A JetBlue está se preparando para um mundo onde teremos que reduzir nossas emissões de gases do efeito estufa. Com isso em mente realizamos uma das maiores compras de combustível renovável da história”, comemorou o CEO da operadora aérea, Robin Hayes. A indústria de aviação adotou a meta de zerar o crescimento das emissões de gás carbônico do setor a partir de 2020.

5 anos

Um pouco menos ambicioso, mas igualmente importante foi a assinatura de um contrato de cinco anos de duração entre a companhia aérea alemã Lufthansa com a Gevo.

O acordo prevê o fornecimento de pouco mais 150 milhões de biocombustível fabricado a partir de processos fermentativos que convertem açucares em isobutanol – um tipo de álcool que é, então, transformado em bioQAV.

Los Angeles

Na sexta-feira retrasada (09), a holandesa KLM também anunciou planos para expandir o uso de biocombustíveis. A empresa já vem fazendo voos regulares entre Amsterdã e Nova York parcialmente abastecidos com biocombustível feito de óleos e gorduras reaproveitados (OGRs) e, agora, assinou um contrato de três anos para o fornecimento de bioQAV para todos os voos da companhia que decolarem do aeroporto de Los Angeles.

O biocombustível será fornecido pela fabricante AltAir que o produz principalmente a partir de óleo de cozinha usado.

Testes

Além desses contratos mais robustos, a britânica Virgin Atlantic também anunciou seus primeiros passos no uso de bioQAV. A empresa vai usar biocombustível e baixas emissões produzido a partir da fixação do carbono emitido por siderúrgicas usando uma tecnologia desenvolvida pela norte-americana LanzaTech.

Segundo a fabricante, seria possível atender até 19% da demanda global da aviação comercial.

Os primeiros voos com o novo produto devem começar a partir de 2017 com a expectativa de diminuição de até 65% nas emissões.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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