Uma marca de biodiesel de canola, que há um ano foi objeto de dura disputa na indústria, está praticamente fora do mercado porque poucos varejistas estão vendendo o combustível.
A marca Biola foi lançada pela Associação dos Produtores de Canola do Norte (Northern Canola Growers Association) na segunda metade do ano passado. O grupo investiu em um logotipo, que planejava disponibilizar gratuitamente para qualquer comerciante de biodiesel de canola americano que atendesse às especificações de qualidade do produto.
O diretor da associação, Barry Coleman, disse esta semana que ninguém está usando o logotipo, que inclui as palavras “Biola Fuels”, uma gota de óleo e um lema no estilo “A canola é o combustível do futuro”. Ele afirmou que os preços da matéria-prima se elevaram devido à maior demanda da indústria alimentícia por canola.
“Nós provavelmente não teremos grande demanda de biodiesel de canola num futuro próximo", disse Coleman. “O preço elevado simplesmente fechou as portas do mercado para o produto.”
O óleo de canola é usado principalmente na cozinha, sendo considerado mais saudável que outros óleos usados na alimentação.
“O óleo de canola costumava custar de 11 a 15 centavos de real por quilo a mais que o óleo de soja. Agora a diferença tem ficado na faixa de 45 a 48 centavos”, disse Coleman.
É necessário o equivalente a R$ 2,25 de óleo de canola para se obter um litro de biodiesel.
Cerca de 80% do biodiesel produzido nos Estados Unidos provém do óleo de soja, segundo Amber Thurlo Pearson, porta-voz do Conselho Nacional de Biodiesel dos EUA. Os restantes 20% vêm de matérias-primas como a canola, óleo de cozinha reciclado e gorduras animais, disse ela.
Um produtor de biodiesel de canola afirma que grande parte da produção é exportada para a Europa porque dessa forma os produtores americanos beneficiam-se do bônus fiscal de US$ 1,00 por galão (R$ 0,45 por litro) e também de subsídios europeus. Pearson acrescentou que não é possível dizer a quantidade de biodiesel de canola que deixa o país porque o governo americano não rastreia a produção de biodiesel, como faz com o etanol.
Coleman declarou que o fato de a marca não estar sendo usada é frustrante, mas que não perdeu as esperanças. “Ela pode vir a ser usada em um ou dois anos, se os preços da matéria-prima voltarem a recuar", completou.
Manning Ferraci, vice-presidente de Assuntos Governamentais do Conselho Nacional de Biodiesel, declarou que há uma demanda maior de biodiesel na Europa, mas que a indústria espera uma mudança nesse quadro. Um novo decreto federal nos Estados Unidos estabelece o uso de 1,9 bilhão de litros do produto no ano que vem, valor que aumentará gradualmente até atingir 3,8 bilhões de litros em 2012.
“Com isso prevemos que a maior parte da produção americana ficará no país para atender essa nova demanda renovável”, afirmou Feraci.
Fonte: International Herald Tribune
The Associated Press
Tradução e adaptação: Fausto Tiemann - BiodieselBR.com
A marca Biola foi lançada pela Associação dos Produtores de Canola do Norte (Northern Canola Growers Association) na segunda metade do ano passado. O grupo investiu em um logotipo, que planejava disponibilizar gratuitamente para qualquer comerciante de biodiesel de canola americano que atendesse às especificações de qualidade do produto.
O diretor da associação, Barry Coleman, disse esta semana que ninguém está usando o logotipo, que inclui as palavras “Biola Fuels”, uma gota de óleo e um lema no estilo “A canola é o combustível do futuro”. Ele afirmou que os preços da matéria-prima se elevaram devido à maior demanda da indústria alimentícia por canola.
“Nós provavelmente não teremos grande demanda de biodiesel de canola num futuro próximo", disse Coleman. “O preço elevado simplesmente fechou as portas do mercado para o produto.”
O óleo de canola é usado principalmente na cozinha, sendo considerado mais saudável que outros óleos usados na alimentação.
“O óleo de canola costumava custar de 11 a 15 centavos de real por quilo a mais que o óleo de soja. Agora a diferença tem ficado na faixa de 45 a 48 centavos”, disse Coleman.
É necessário o equivalente a R$ 2,25 de óleo de canola para se obter um litro de biodiesel.
Cerca de 80% do biodiesel produzido nos Estados Unidos provém do óleo de soja, segundo Amber Thurlo Pearson, porta-voz do Conselho Nacional de Biodiesel dos EUA. Os restantes 20% vêm de matérias-primas como a canola, óleo de cozinha reciclado e gorduras animais, disse ela.
Um produtor de biodiesel de canola afirma que grande parte da produção é exportada para a Europa porque dessa forma os produtores americanos beneficiam-se do bônus fiscal de US$ 1,00 por galão (R$ 0,45 por litro) e também de subsídios europeus. Pearson acrescentou que não é possível dizer a quantidade de biodiesel de canola que deixa o país porque o governo americano não rastreia a produção de biodiesel, como faz com o etanol.
Coleman declarou que o fato de a marca não estar sendo usada é frustrante, mas que não perdeu as esperanças. “Ela pode vir a ser usada em um ou dois anos, se os preços da matéria-prima voltarem a recuar", completou.
Manning Ferraci, vice-presidente de Assuntos Governamentais do Conselho Nacional de Biodiesel, declarou que há uma demanda maior de biodiesel na Europa, mas que a indústria espera uma mudança nesse quadro. Um novo decreto federal nos Estados Unidos estabelece o uso de 1,9 bilhão de litros do produto no ano que vem, valor que aumentará gradualmente até atingir 3,8 bilhões de litros em 2012.
“Com isso prevemos que a maior parte da produção americana ficará no país para atender essa nova demanda renovável”, afirmou Feraci.
Fonte: International Herald Tribune
The Associated Press
Tradução e adaptação: Fausto Tiemann - BiodieselBR.com