O Senado americano aprovou o projeto de lei que estende o crédito
tributário de um dólar por galão para o biodiesel, que havia perdido a
validade em 31 de dezembro.
O Senado americano aprovou o projeto de lei que estende o crédito tributário de um dólar por galão para o biodiesel, que havia perdido a validade em 31 de dezembro.
O crédito foi incluído em um pacote de US$ 138 bilhões para estimular a economia, que também estende os benefícios do seguro-desemprego e amplia o auxílio aos Estados. Representantes do setor de biodiesel dizem que o crédito tributário é necessário para que a produção seja retomada.
De acordo com o Conselho Nacional de Biodiesel (NBB), principal órgão representativo do setor, as usinas praticamente pararam depois que o crédito tributário expirou, no começo do ano. O crédito é voltado para a adição de biodiesel no combustível convencional.
“Sabendo que poderão contar com o benefício, as empresas poderão abrir um novo turno de trabalho ou contratar novos empregados”, disse em e-mail o senador democrata Max Baucus, um dos criadores da lei.
Por 62 votos a 36, o Senado aprovou o pacote, que também prevê diminuir as exigências para aposentadoria no setor privado e reverter o corte no valor pago aos médicos pelo Medicare, o plano de saúde público para maiores de 65 anos. Agora o projeto será votado na Câmara dos Representantes, equivalente à Câmara dos Deputados no Brasil.
“A Câmara e o Senado têm o total apoio e encorajamento do NBB para trabalharem com rapidez e permitir que a lei que estende retroativamente o incentivo ao biodiesel chegue à mesa do presidente para aprovação”, declarou o órgão através de e-mail.
Extensão do crédito
Michael Frohlich, porta-voz do NBB, declarou que a produção deve voltar aos níveis anteriores assim que o crédito tributário for oficialmente restabelecido. Depois disso, segundo ele, o órgão vai trabalhar para que o benefício seja estendido para mais de um ano.
O Renewable Energy Group, maior produtor de biodiesel dos EUA, está entre as empresas que sofreram cortes na produção e dispensaram funcionários com o fim do crédito. A empresa, que administra uma rede de usinas de biodiesel com capacidade total para 300 milhões de galões por ano, declarou que vinha produzindo a 15% da capacidade no mês passado.
“Até que o crédito seja restabelecido e tenha validade retroativa, a indústria permanecerá, na melhor das hipóteses, nesse mesmo impasse, e na pior delas, em um contínuo estado de ruptura", diz Gary Haer, vice-presidente de Vendas e Marketing do Renewable Energy Group.
O setor ganhou um empurrão no mês passado, quando a EPA, agência de proteção ambiental americana, anunciou a utilização de 1,15 bilhões de galões de biodiesel até o fim do ano para cumprir as exigências de uma lei de energia de 2007.
De acordo com dados obtidos pela Bloomberg, o galão de biodiesel custa cerca de US$ 3,32 na região Meio-Oeste. Em Chicago, o galão de diesel tem alcançado US$ 2,0833.
Segundo o NBB, há 173 usinas de biodiesel nos Estados Unidos, que juntas possuem uma capacidade anual de produção de 2,7 bilhões de galões.
Mario Parker - Bloomberg/Newsweek
Tradução e adaptação BiodieselBR.com
O Senado americano aprovou o projeto de lei que estende o crédito tributário de um dólar por galão para o biodiesel, que havia perdido a validade em 31 de dezembro.
O crédito foi incluído em um pacote de US$ 138 bilhões para estimular a economia, que também estende os benefícios do seguro-desemprego e amplia o auxílio aos Estados. Representantes do setor de biodiesel dizem que o crédito tributário é necessário para que a produção seja retomada.
De acordo com o Conselho Nacional de Biodiesel (NBB), principal órgão representativo do setor, as usinas praticamente pararam depois que o crédito tributário expirou, no começo do ano. O crédito é voltado para a adição de biodiesel no combustível convencional.
“Sabendo que poderão contar com o benefício, as empresas poderão abrir um novo turno de trabalho ou contratar novos empregados”, disse em e-mail o senador democrata Max Baucus, um dos criadores da lei.
Por 62 votos a 36, o Senado aprovou o pacote, que também prevê diminuir as exigências para aposentadoria no setor privado e reverter o corte no valor pago aos médicos pelo Medicare, o plano de saúde público para maiores de 65 anos. Agora o projeto será votado na Câmara dos Representantes, equivalente à Câmara dos Deputados no Brasil.
“A Câmara e o Senado têm o total apoio e encorajamento do NBB para trabalharem com rapidez e permitir que a lei que estende retroativamente o incentivo ao biodiesel chegue à mesa do presidente para aprovação”, declarou o órgão através de e-mail.
Extensão do crédito
Michael Frohlich, porta-voz do NBB, declarou que a produção deve voltar aos níveis anteriores assim que o crédito tributário for oficialmente restabelecido. Depois disso, segundo ele, o órgão vai trabalhar para que o benefício seja estendido para mais de um ano.
O Renewable Energy Group, maior produtor de biodiesel dos EUA, está entre as empresas que sofreram cortes na produção e dispensaram funcionários com o fim do crédito. A empresa, que administra uma rede de usinas de biodiesel com capacidade total para 300 milhões de galões por ano, declarou que vinha produzindo a 15% da capacidade no mês passado.
“Até que o crédito seja restabelecido e tenha validade retroativa, a indústria permanecerá, na melhor das hipóteses, nesse mesmo impasse, e na pior delas, em um contínuo estado de ruptura", diz Gary Haer, vice-presidente de Vendas e Marketing do Renewable Energy Group.
O setor ganhou um empurrão no mês passado, quando a EPA, agência de proteção ambiental americana, anunciou a utilização de 1,15 bilhões de galões de biodiesel até o fim do ano para cumprir as exigências de uma lei de energia de 2007.
De acordo com dados obtidos pela Bloomberg, o galão de biodiesel custa cerca de US$ 3,32 na região Meio-Oeste. Em Chicago, o galão de diesel tem alcançado US$ 2,0833.
Segundo o NBB, há 173 usinas de biodiesel nos Estados Unidos, que juntas possuem uma capacidade anual de produção de 2,7 bilhões de galões.
Mario Parker - Bloomberg/Newsweek
Tradução e adaptação BiodieselBR.com
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