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Uma radiografia da produção nacional de biodiesel

SocialNo interior da Bahia, o programa nacional de biodiesel plantou um surto de prosperidade com base no cultivo familiar da mamona. Pergunta: isso vai durar?
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No interior da Bahia, o programa nacional de biodiesel plantou um surto de prosperidade com base no cultivo familiar da mamona. Pergunta: isso vai durar?

 Marisa Oliveira tomou a decisão de cruzar os 40 quilômetros que separam as cidades de Seabra e Iraquara, no semi-árido da Bahia, quando soube da fila de carretas que se formara diante da nova usina da Brasil Ecodiesel. Selecionou um punhado de CDs com hits do sertão, comprou duas potentes caixas acústicas, uma bateria de automóvel, e montou sua improvisada loja sobre um carrinho de mão, desses de pedreiro, diante do portão de entrada. Com os alto-falantes assestados para a fábrica e o som em volume máximo, Marisa, 42 anos, lança olhares para além do alambrado, na expectativa de identificar sinais de interesse por parte dos trabalhadores.

A poucos metros dela, também em Iraquara, estabeleceu-se José Pedro, de 70 anos. Teve sorte, pois a fábrica foi construída bem na frente do sítio de 53 hectares que sua família possui há mais de 50 anos, e onde criavam um gado magro que resistia às secas prolongadas com palma picada e água que traziam em lombo de jegue. No começo dos anos 70, José Pedro foi parar no Jardim Ângela, bairro da periferia paulistana, um lugar muito diferente do sertão baiano. Lá, começou como servente de pedreiro, mais tarde conseguiu um lugar como porteiro de vestiário no Palmeiras, depois foi vigia no Morumbi, até decidir retornar a Iraquara. Os mesmos caminhões com placas do Sul que atraíram Marisa também estimularam José Pedro ao derradeiro projeto: um restaurante para servir mocotó, carne de bode e cuscuz com ovo, dentre as especialidades regionais mais apreciadas pelos caminhoneiros. No início de barro socado e cobertura de folhas de babaçu, o restaurante logo recebeu alvenaria e telhado. No sítio, plantado nos fundos da fábrica, José Pedro e família cultivam mamona.
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MUNICÍPIO DE LAPÃO Lavradores da família Barbosa trabalham a terra. O preço da saca de mamona saltou de R$ 13 para R$ 80: "É ouro puro"

Eis em cena a protagonista central desta história, a mamona. Conhecida no mundo científico pelo nome pomposo de Ricinus communis, ela é a razão de ser dos projetos de José Pedro e de Marisa. Essa planta selvagem, tóxica e resistente, que os antigos usavam como purgativo - vem dela o infame óleo de rícino - está por trás da nova prosperidade que corteja os moradores do semi-árido baiano. A região é a principal beneficiária do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel, que privilegia a compra de produtos dos agricultores familiares com a finalidade de produzir combustível verde. O projeto é polêmico, segundo alguns destituído de lógica econômica, (veja reportagem à página 133), mas o dinheiro que dele emana já está mexendo na economia local e na vida das pessoas.

Tudo é muito recente. A rigor, o futuro começou em janeiro, quando entrou em vigor a obrigatoriedade de adicionar 2% de combustível vegetal nos cerca de 45 bilhões de litros de diesel consumidos anualmente no Brasil. O programa favorece, com apetitosas isenções de impostos, as indústrias que comprarem grãos produzidos por pequenos produtores familiares nordestinos que plantam mamona e girassol. O caroço verde e espinhento da mamona, velho conhecido dos meninos do interior do Brasil como munição ideal para estilingues, passou a ter uma vocação insuspeitada como fonte de energia renovável. E o sertão da Bahia entrou no mapa-múndi das energias alternativas. O Brasil, até o final de 2008, estima produzir 2 bilhões de litros/ano, com mais de 50 usinas funcionando e a entrada firme da Petrobras no negócio. Investidores internacionais de faro apurado, como George Soros, já estão pondo dinheiro em grandes empreendimentos de biocombustível no Brasil.

As qualidades combustíveis do óleo de mamona são apreciadas desde meados do século 19 pelos garimpeiros da Chapada Diamantina, que o utilizavam nas lamparinas com as quais iluminavam as centenas de cavernas da região, em busca de tesouros. Esmagados e fervidos, os grãos soltavam um óleo espesso que, além de queimar sem fazer fumaça, podia ser usado como remédio para tratar animais. Na indústria, revelou qualidades insuperáveis como lubrificante em máquinas de alto desempenho, que não podem emperrar, como aviões e naves espaciais. O Brasil já foi o maior produtor mundial de mamona, posição que perdeu para a Índia e para a China. O sertão baiano ainda ostenta números vistosos, mas a produtividade é baixa - cerca de 300 quilos por hectare, enquanto as lavouras indianas e chinesas atingem 1,2 mil quilos por hectare.
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DE VOLTA À TERRA Antonio Rocha, no sítio da família, em América Dourada, onde nasceu. Ago ra , o s que mig raram começam a retornar

Foi em 2005, porém, que as empresas começaram a aparecer na região de Itaquara para identificar locais para as fábricas. Próxima do entroncamento rodoviário com a BR-242, que corta a Bahia do leste para o oeste, no centro da região da mamona, a cidade era uma opção natural, que a prefeitura incentivou. Doou uma área às margens da estrada estadual que faz ligação com a BR, forneceu água para as obras e colocou à disposição o secretário municipal de agricultura, Jorge Paulo de Miranda, o Jorginho, para apoiar os recém-chegados na articulação da rede de agricultores que iria fornecer matéria-prima para a usina da Brasil Ecodiesel.

Agricultor familiar, dono de uma pequena área onde planta mamona, pouco mais de 1,60 m de estatura, Jorginho despacha numa sala na prefeitura de Iraquara, sentado à frente de uma escrivaninha repleta de papéis. Enquanto fala ao telefone, atende ao mesmo tempo pessoas que querem informações sobre assuntos variados. Jorginho entusiasmou-se pelo novo projeto. Viu nele a possibilidade de mudar radicalmente a cidade. Quando fala sobre o futuro, lança um olhar de visionário para além do plano mais próximo e resume o desenvolvimento da cidade com um marco: "antes e depois da Brasil Ecodiesel". A mesma visão foi encampada pelo slogan da cidade - Iraquara, a Capital Baiana do Biodiesel - reproduzido em todas as placas.

"AGORA, É SÓ CHOVER"

Responsável pela lavoura de sonhos de Iraquara, a Brasil Ecodiesel é uma companhia de apenas cinco anos, listada no Novo Mercado da Bovespa e controlada por fundos de investimento estrangeiros. Ela já produz 51% do biodiesel brasileiro. A planta baiana, inaugurada em 2006, é uma das seis que ela opera no país. No Projeto Santa Clara, no Piauí, a empresa enfrenta problemas com um assentamento de mais de 600 famílias montado para produzir mamona. Por problemas climáticos (ou por falta de preço, que desabou nos leilões de compra da Petrobras, em novembro passado), a Brasil Ecodiesel quer reduzir a área plantada por família, mas enfrenta a oposição dos sindicatos de agricultores locais.
 

 Os incentivos para a produção de biodiesel são apenas a mais recente expressão de um conjunto de políticas públicas que está transformando a região do semi-árido


Em Iraquara esse problema ainda não chegou. O Sindicato Rural da cidade, com seus mais de 6 mil associados, está em paz. Seu presidente, Alcides Pinto de Oliveira, de 63 anos, alto e magro, tez clara queimada pelo sol, dono de 40 hectares que cultiva com a esposa e 12 filhos, diz que, com a garantia dos contratos, os agricultores têm conseguido até negociar suas dívidas com os bancos. "Agora, é só chover, que tudo dará certo", afirma. Alcides tem visto muitas novidades, ultimamente. Uma delas é o e-mail, que conheceu em conseqüência de um programa de inclusão digital do governo que doou computadores para o sindicato oferecer cursos de informática a filhos de agricultores. A fila de interessados é longa. Muitos aguardam vários meses para conseguir vaga. O objetivo imediato da maioria é qualificar-se para um emprego na usina. Mas a familiaridade com o computador tem permitido desfrutar de outra novidade na cidade - a primeira lan house, recém-inaugurada, de onde abrem janelas para o mundo por R$ 2 a hora.
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NOVOS TEMPOS Na frente da usina da Brasil Ecodiesel, em Iraquara: à esquerda, Rita e José Pedro, dono do primeiro restaurante ao lado da fábrica; ao centro, Alcides Pinto de Oliveira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Iraquara, e sua família. Todos plantam mamona

Na comunidade de Santa Rita, a 15 quilômetros do centro de Iraquara, o aumento da renda pode ser visto em melhoramentos urbanos, como a nova praça com esculturas de ferro feitas por um artesão de Lençóis. Há pouco mais de um ano, a área era um terreno sem nada. Aumentou, também, o número de alunos da escola estadual de primeiro grau, que tem agora mais de 400 jovens. Dentre as atrações, destacam-se aulas com vídeos e a apreciada merenda diária - uma mistura bem temperada de farinhas de soja e de mandioca, com charque e couve picada. À noite, as carteiras são ocupadas por adultos, muitos deles pais dos adolescentes do período diurno. "Todos querem tirar o dedo da tinta", diz Alcides, referindo-se à assinatura por impressão digital, que acarreta uma taxa de R$ 34 para os que ainda precisam firmar contratos com o polegar. Quem sabe assinar o nome não precisa pagar nada.

É evidente que a roda da fortuna começou a girar no sertão - e que ela não é movida apenas a mamona. A planta é o lubrificante de uma máquina muito maior (a da economia nordestina), que já vem operando a todo vapor, acionada pelo crescimento continuado da economia brasileira e por programas oficiais como o Bolsa Família. De acordo com o IBGE, o Nordeste foi a região com maior crescimento na renda familiar média em 2005 e 2006, atingindo 12%. No resto do país, o crescimento foi de 7,2%. Os incentivos para a produção de biodiesel são apenas a mais recente expressão de um conjunto de políticas públicas que está transformando a região do semi-árido. Afinal, 14% dos mais de 4 milhões de estabelecimentos agropecuários familiares do país estão na Bahia. São 600 mil famílias que se credenciam para a nova revolução capitalista, cuja utopia é transformar retirantes de Portinari em aspirantes a xeques árabes.

Os sinais dessa nova utopia estão em toda parte. Em América Dourada, por exemplo. Cidade de 13 mil habitantes, seu nome é homenagem à "descoberta da América" e à família dos fundadores, os Dourado, que semearam povoados e fazendas na região na primeira metade do século 19. Arborizada e limpa, em nada lembra os tempos das frentes de trabalho da década de 80 quando, no auge da seca, o governo federal recrutava trabalhadores rurais para tarefas que justificassem um pequeno pagamento e garantissem a sobrevivência por mais um dia. Na praça principal, sobressai o velho casarão azul e branco da prefeitura, ao estilo colonial português. À frente, mais uma cena da transformação: um grupo de jovens estudantes de nível médio, de 12 a 14 anos, em seus uniformes azul-marinho e branco, aguarda o início da aula de informática na escola municipal.
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CONSUMO EM ALTA Marisa Oliveira veio de Seabra e pôs banca de CDs piratas em frente à fábrica da Brasil Ecodiesel. Seu alvo são os caminhoneiros e os empregados da usina

Tampouco se vê miséria em Lapão, a 10 quilômetros de América Dourada. Durante a semana, as pessoas estão ocupadas em suas plantações. À noite, muitos jovens cursam faculdade em Irecê. Nos fins de semana, freqüentam a lan house local, vão ao night dance e reúnem-se para comer espetinhos de carne de bode em torno das churrasqueiras, populares nos bares do centro. Não há olhares suplicantes de famintos ao redor. José Pereira Barbosa, um moreno alto e magro, de 39 anos, em jeans e camisa pólo, ajeita os óculos ray-ban e, sorridente, aponta a roça de mamona onde irmãos e tios preparam a terra para receber as primeiras chuvas. "Mamona agora é ouro", murmura, enquanto olha uma mulher que cata os últimos grãos que restaram no solo, depois da colheita. "Isso vai render uns R$ 30 para a feira de hoje. Mais do que daria a frente de trabalho." Em 1986, José embarcou num ônibus para Brasília à procura de horizontes. Como não conseguiu nada melhor do que uma vaga como entregador de móveis, fez a viagem de volta em 1992. Ele comemora a chegada das usinas e os contratos de compra de mamona que estabilizaram os preços e asseguram uma renda mínima, coisa nunca vista na região, acostumada ao escambo e a preços ditados pelos atravessadores.

Na última safra, os Barbosa venderam 180 sacas para as usinas por R$ 13 mil - montante jamais embolsado antes. "A mamona estava no fundo do poço. Em 1997, a saca baixou para R$ 13. Em 2007, com o aumento da procura, chegou a R$ 80", conta José. Todos prosperaram. A esposa, Jacqueline, completou o curso de pedagogia e aumentou sua renda como professora. José, que não tinha completado o ensino médio quando foi para Brasília, explorou seu pendor para números e está se formando em matemática na faculdade particular de Morro do Chapéu. Mas seu plano é continuar na terra e comprar mais área para acomodar o crescimento da família, que já soma mais de 40 membros.

AS NOVAS COOPERATIVAS

O desafio coletivo na região é superar o estágio da agricultura rudimentar, que se resume em plantar, esperar chover e colher, se o inverno for bom. É preciso passar para estágios tecnológicos ainda simples, mas cruciais para tornar sustentável a roça, como aração em curvas de nível para reter as águas e evitar a erosão, seleção das sementes mais produtivas, irrigação e adubação. "Plantamos nesta mesma terra há mais de 40 anos sem usar adubos", diz José, revolvendo um torrão vermelho com o bico de sua botina amarela. Antes do ressurgimento do interesse pela mamona, os grãos utilizados para plantio eram uma profusão de cores e formatos, que revelavam a falta de seleção dos cultivos mais adequados para a região, de acordo com o agrônomo Valfredo Dourado.

O resultado mais visível dos novos tempos é o sumiço dos bandos de crianças que, antes, vagavam pelas ruas assediando os turistas

As novas cooperativas que estão sendo formadas para organizar a produção têm cumprido papel importante para o empuxo na decolagem desse modelo. A Cooperativa dos Produtores da Agricultura Familiar, fundada em 2005, com sede num casarão no centro de Morro do Chapéu, é uma delas. A cooperativa nasceu com apoio e dinheiro da Federação dos Trabalhadores na Agricultura da Bahia e do Ministério do Desenvolvimento Agrário. Outros recursos foram adiantados por indústrias interessadas na organização das cadeias produtivas, na forma de antecipação de receitas futuras de venda da mamona pelos agricultores. Esse dinheiro foi usado para a compra de tratores que prestam serviços aos cooperados.

O resultado mais visível dos novos tempos é o sumiço dos bandos de crianças que vagavam pelas ruas assediando turistas. Os raros que ainda ousam são assustados por uma inesperada, mas eficaz ameaça, como aconteceu com Junior, um menino de 10 anos que insistia por trocados à porta da cooperativa de Morro do Chapéu, uma das cidades mais antigas da região, até ser fulminado pela frase definitiva de um funcionário: "Já pra casa, ou vou denunciá-lo ao conselho tutelar". Surpreendentemente, o menino chispou rua abaixo. O conselho tutelar é o órgão formado pela comunidade para zelar pela aplicação do Estatuto da Criança e do Adolescente. Uma denúncia - e o menino sabia muito bem as conseqüências - poderia significar a perda da Bolsa Família pelos pais, o que, certamente, resultaria num terremoto em casa.
 

 O resultado mais visível dos novos tempos é o sumiço dos bandos de crianças que, antes, vagavam pelas ruas assediando os turistas


O diretor operacional da cooperativa, o agrônomo Gleidson Rocha Martins, tem diante de si a tarefa de organizar as famílias de agricultores que irão fornecer matéria-prima para as usinas. Munido de um laptop, ele mostra os passos da estratégia para convencer os lavradores das vantagens de contratos negociados, que garantem preços mas são atrelados ao cumprimento de compromissos de entrega de produção, afastando, assim, o antigo sistema dos atravessadores. Não se trata de tarefa simples. Na primeira experiência, na safra de 2007, o preço da saca foi contratado por R$ 33, mas subiu como um foguete ao final de uma colheita escassa e bateu nos R$ 80. Era pedir muito a lavradores ainda não habituados à realidade dos contratos que honrassem o compromisso e entregassem a mamona por quase metade do valor de mercado naquele momento. Os agricultores argumentaram que não entregaram a mamona porque as indústrias também não cumpriram sua parte e não forneceram sementes e insumos, conforme previa o contrato.

A 100 quilômetros de Lapão, onde é hoje o município de Ipupiara, o comunista Carlos Lamarca foi morto em 1971, sem conseguir criar o foco guerrilheiro com que sonhava. A lembrança desse personagem sobrevive apenas na memória dos mais velhos. Por ali, num passado ainda mais remoto, também passaram os cangaceiros de Lampião, nas décadas de 20 e 30, degolados por soldados das volantes. Na mesma época, a Coluna Prestes atravessou o sertão em sua longa marcha vã. Sobraram apenas os registros históricos desses ensaios de revolução que não deixaram sementes. Coube ao capitalismo de expressão keynesiana, não às armas, obter algum sucesso no combate à miséria. O que não está claro é se a prosperidade recente, construída com apoio do Estado, é capaz de sustentar-se e avançar por conta própria. No passado, a região foi alvo de um sem-número de iniciativas - a começar pela Sudene, criada por Juscelino Kubitschek em 1959 - que, no longo prazo, mostraram-se incapazes de criar uma economia de mercado forte e autônoma. O que está em curso, agora, são os passos iniciais de uma nova tentativa de intervenção econômica, movida a óleo de mamona. É mais uma tentativa - da qual pende, precariamente, o futuro de Marisa e José Pedro, instalados à porta da usina de biodiesel de Iraquara.

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O ROTEIRO DA MAMONA
Por onde rodaram, no interior baiano, os repórteres de Época NEGÓCIOS:
Roteiro Bahia
A viagem, numa Ranger da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola, começou em Salvador. A primeira parada foi em Conceição do Almeida, a 200 km, numa comunidade de agricultores. De lá, seguiu pela Rodovia do Feijão para Morro do Chapéu, depois América Dourada e Irecê. Desceu para Lapão e Iraquara. Depois, Lençóis, Itaberaba, Feira de Santana e Salvador, num total de mais de 2 mil km

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MUNDO EM TRANSIÇÃO
(1) José da Silva tem um sítio bem organizado em Lagoa Seca: planta melancia, cria bode, tem gado e vai investir em mamona; (2) Hora da merenda - charque e farinha na escola da comunidade de Santa Rita; (3) Florisvaldo Azevedo explora cal na beira da estrada que liga Irecê a Iraquara: o minério é queimado com pneus e pulverizado com água. Ex-plantador de mamona, vai pôr roça novamente; (4) Casa do século 19, em Lençóis, a principal cidade da região. No aeroporto local, pousam os empresários; (5) Em Itaberaba, Bahia, frota de Rangers rodou 100 mil km no interior nordestino movida a biodiesel. Testes comprovaram eficiência

por Antonio Alberto Prado, enviado especial
Fotos André de Toledo Sader
Época Negócios
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