Na entrevista a seguir o engenheiro agrônomo Cesar José da Silva comenta a ocorrência de
ferrugem em plantações de pinhão-manso no Mato Grosso do Sul e alerta:
o produtor deve ficar atento aos sinais de infecção. “Fiquem atentos e
façam o monitoramento constante para que, ao se depararem com o
problema, possam ter opões de controle”, afirma. Silva é pesquisador em
Agroenergia da Embrapa Agropecuária Oeste.
O engenheiro agrônomo Cesar José da Silva comenta a ocorrência de ferrugem em plantações de pinhão-manso no Mato Grosso do Sul e alerta: o produtor deve ficar atento aos sinais de infecção. “Fiquem atentos e façam o monitoramento constante para que, ao se depararem com o problema, possam ter opões de controle”, afirma. Silva é pesquisador em Agroenergia da Embrapa Agropecuária Oeste.
BiodieselBR: O fungo Phakopsora Arthuriana é do mesmo gênero do fungo que provoca a ferrugem asiática na soja. Isso quer dizer que os efeitos da ferrugem no pinhão manso seriam os mesmos da soja?
Sim, o fungo é do mesmo gênero da ferrugem da soja. Entretanto de uma espécie específica que ataca o pinhão-manso e outras plantas do gênero Jatropha. Ainda não temos resultados de pesquisa suficientes para afirmar que os efeitos da ferrugem no pinhão manso seriam o mesmos que ocorrem no caso da soja, mas tudo leva a crer que sim, pois o que temos observado no campo é uma rápida evolução na área foliar infectada (especialmente quando as condições de clima favorecem o fungo), que resulta em desfolhamento de grande parte da planta.
BiodieselBR: A soja é uma planta anual e o pinhão-manso perene. A produtividade de ambas as culturas, se atacadas pela ferrugem, podem ter reduções semelhantes?
Embora o pinhão-manso seja uma cultura perene, temos que lembrar que sua fase reprodutiva está concentrada no período de outubro a maio (no caso de Mato Grosso do Sul). Caso ocorra grande infestação da doença neste período, isso resultará em desfolhamento de grande parte da planta (caso não seja feito o controle da doença), e conseqüentemente redução da produção em virtude do abortamento de flores, abortamento de frutos e chochamento das sementes. Isso porque a planta precisa das folhas para produzir fotoassimilados que são a fonte de energia para os processos metabólicos que resultam em crescimento vegetativo e produção de grãos.
O que se observa é que o pinhão-manso tem uma grande capacidade de repor a área foliar perdida, entretanto, para emitir novas folhas durante a fase reprodutiva terá que gastar fotossintatos que serviriam para enchimentos dos grãos.
BiodieselBR: Até o momento quais são as opções para o tratamento desta doença? Os índices de sucesso nos tratamentos aplicados foram satisfatórios?
Ainda estamos trabalhando para definir uma estratégia de controle mais precisa. É fundamental o monitoramento da lavoura para detectar a ocorrência da doença logo no início, o que facilita na escolha da estratégia de controle a ser adotada. Boas práticas agrícolas como o uso de quebraventos; adoção de espaçamentos adequados para cada região; seleção de genótipos resistentes e o controle químico devem fazer parte das opções de controle. Fizemos um experimento, de caráter emergencial, com diferentes fungicidas usados para o controle da ferrugem da soja e estes apresentaram bons resultados. Mas é importante lembrar que esses produtos não apresentam registro para a cultura do pinhão-manso e deverão passar por avaliações estabelecidas pelo ministério da agricultura. Mas continuamos as pesquisas para definir qual o nível de dano econômico, dinâmica da doença ao longo do ciclo da cultura, adoção de estratégias de controle e ainda qual o impacto da doença no custo de produção.
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BiodieselBR: Já se tem uma idéia de quanto será o aumento do custo de produção para o controle da ferrugem por hectare de pinhão manso? Será parecido ao da soja?
Estamos finalizando a safra 2007/2008 e ainda não podemos precisar quanto foi o aumento no custo de produção em função do controle da ferrugem e nem de quanto foram as perdas de produção em área que não foi realizado o controle.
BiodieselBR: Os estudos sobre a ferrugem no pinhão-manso e os resultados divulgados são conclusivos?
Não. Os resultados divulgados não são conclusivos e as pesquisas a campo e laboratório não pararam e logo teremos resultados mais conclusivos. Entretanto, o objetivo deste trabalho foi alertar os produtores e técnicos para que fiquem atentos e façam o monitoramento constante para que, ao se depararem com o problema, possam ter opões de controle.
BiodieselBR: Quais foram as áreas onde foi identificado a incidência da doença?
No estado do Mato Grosso do Sul foram registradas ocorrências (alta infestação de ferrugem nas plantas), em plantio comerciais de pinhão-manso nos municípios de Eldorado, Dourados, Rio Brilhante, Campo Grande e Chapadão do Sul.
BiodieselBR: Já é conhecido algum tratamento preventivo contra a ferrugem?
Não.
BiodieselBR: A Embrapa Agropecuária Oeste acredita ser possível controlar esta doença com o desenvolvimento das pesquisas na região?
Sim. Da mesma forma que foram desenvolvidas estratégias de controle eficientes para as ferrugens do trigo, café, goiabeira e mais recentemente da soja, temos certeza que serão desenvolvidas estratégias que permitam a convivência com a doença e seu controle com eficiência agronômica e econômica. Entretanto, quando se trata de pesquisa, algumas vezes os resultados conclusivos demoram um pouco para serem divulgados, especialmente quando falamos de uma cultura ainda não totalmente domesticada, como é o caso do pinhão-manso.
Rosiane Correia de Freitas - BiodieselBR.com
O engenheiro agrônomo Cesar José da Silva comenta a ocorrência de ferrugem em plantações de pinhão-manso no Mato Grosso do Sul e alerta: o produtor deve ficar atento aos sinais de infecção. “Fiquem atentos e façam o monitoramento constante para que, ao se depararem com o problema, possam ter opões de controle”, afirma. Silva é pesquisador em Agroenergia da Embrapa Agropecuária Oeste.
BiodieselBR: O fungo Phakopsora Arthuriana é do mesmo gênero do fungo que provoca a ferrugem asiática na soja. Isso quer dizer que os efeitos da ferrugem no pinhão manso seriam os mesmos da soja?
Sim, o fungo é do mesmo gênero da ferrugem da soja. Entretanto de uma espécie específica que ataca o pinhão-manso e outras plantas do gênero Jatropha. Ainda não temos resultados de pesquisa suficientes para afirmar que os efeitos da ferrugem no pinhão manso seriam o mesmos que ocorrem no caso da soja, mas tudo leva a crer que sim, pois o que temos observado no campo é uma rápida evolução na área foliar infectada (especialmente quando as condições de clima favorecem o fungo), que resulta em desfolhamento de grande parte da planta.
BiodieselBR: A soja é uma planta anual e o pinhão-manso perene. A produtividade de ambas as culturas, se atacadas pela ferrugem, podem ter reduções semelhantes?
Embora o pinhão-manso seja uma cultura perene, temos que lembrar que sua fase reprodutiva está concentrada no período de outubro a maio (no caso de Mato Grosso do Sul). Caso ocorra grande infestação da doença neste período, isso resultará em desfolhamento de grande parte da planta (caso não seja feito o controle da doença), e conseqüentemente redução da produção em virtude do abortamento de flores, abortamento de frutos e chochamento das sementes. Isso porque a planta precisa das folhas para produzir fotoassimilados que são a fonte de energia para os processos metabólicos que resultam em crescimento vegetativo e produção de grãos.
O que se observa é que o pinhão-manso tem uma grande capacidade de repor a área foliar perdida, entretanto, para emitir novas folhas durante a fase reprodutiva terá que gastar fotossintatos que serviriam para enchimentos dos grãos.
BiodieselBR: Até o momento quais são as opções para o tratamento desta doença? Os índices de sucesso nos tratamentos aplicados foram satisfatórios?
Ainda estamos trabalhando para definir uma estratégia de controle mais precisa. É fundamental o monitoramento da lavoura para detectar a ocorrência da doença logo no início, o que facilita na escolha da estratégia de controle a ser adotada. Boas práticas agrícolas como o uso de quebraventos; adoção de espaçamentos adequados para cada região; seleção de genótipos resistentes e o controle químico devem fazer parte das opções de controle. Fizemos um experimento, de caráter emergencial, com diferentes fungicidas usados para o controle da ferrugem da soja e estes apresentaram bons resultados. Mas é importante lembrar que esses produtos não apresentam registro para a cultura do pinhão-manso e deverão passar por avaliações estabelecidas pelo ministério da agricultura. Mas continuamos as pesquisas para definir qual o nível de dano econômico, dinâmica da doença ao longo do ciclo da cultura, adoção de estratégias de controle e ainda qual o impacto da doença no custo de produção.
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BiodieselBR: Já se tem uma idéia de quanto será o aumento do custo de produção para o controle da ferrugem por hectare de pinhão manso? Será parecido ao da soja?
Estamos finalizando a safra 2007/2008 e ainda não podemos precisar quanto foi o aumento no custo de produção em função do controle da ferrugem e nem de quanto foram as perdas de produção em área que não foi realizado o controle.
BiodieselBR: Os estudos sobre a ferrugem no pinhão-manso e os resultados divulgados são conclusivos?
Não. Os resultados divulgados não são conclusivos e as pesquisas a campo e laboratório não pararam e logo teremos resultados mais conclusivos. Entretanto, o objetivo deste trabalho foi alertar os produtores e técnicos para que fiquem atentos e façam o monitoramento constante para que, ao se depararem com o problema, possam ter opões de controle.
BiodieselBR: Quais foram as áreas onde foi identificado a incidência da doença?
No estado do Mato Grosso do Sul foram registradas ocorrências (alta infestação de ferrugem nas plantas), em plantio comerciais de pinhão-manso nos municípios de Eldorado, Dourados, Rio Brilhante, Campo Grande e Chapadão do Sul.
BiodieselBR: Já é conhecido algum tratamento preventivo contra a ferrugem?
Não.
BiodieselBR: A Embrapa Agropecuária Oeste acredita ser possível controlar esta doença com o desenvolvimento das pesquisas na região?
Sim. Da mesma forma que foram desenvolvidas estratégias de controle eficientes para as ferrugens do trigo, café, goiabeira e mais recentemente da soja, temos certeza que serão desenvolvidas estratégias que permitam a convivência com a doença e seu controle com eficiência agronômica e econômica. Entretanto, quando se trata de pesquisa, algumas vezes os resultados conclusivos demoram um pouco para serem divulgados, especialmente quando falamos de uma cultura ainda não totalmente domesticada, como é o caso do pinhão-manso.
Rosiane Correia de Freitas - BiodieselBR.com
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