Além da já conhecida falta de capital de giro, há outros obstáculos que
atrasam o início das operações do complexo industrial da Agrenco em Alto
Araguaia (MT).
Além da já conhecida falta de capital de giro, há outros obstáculos que atrasam o início das operações do complexo industrial da Agrenco em Alto Araguaia (MT). A falta de licença da ANP para comercialização de biodiesel e o registro da Receita Federal para a atividade estão entre as principais pendências legais. A empresa informou que já enviou toda a documentação requerida para conseguir a autorização e que está aguardando o pronunciamento da agência reguladora. O registro especial de produtor de biodiesel, também pendente, está condicionado à regularização da situação fiscal da companhia. O diretor de Relações com Investidores, Valdenir Soares, informou em comunicado ao mercado que nas próximas semanas vai conseguir regularizar 100% das pendências fiscais da Agrenco Bioenergia e que nos próximos 30 dias também vai regularizar todas as pendências fiscais da Agrenco do Brasil S.A. A empresa quer estar com toda a documentação pronta em tempo hábil de participar do próximo leilão da ANP.
Outra questão que aguarda solução é a suspensão do selo Combustível Social da unidade, que a empresa tenta reverter administrativamente com o MDA. Sem o selo, a participação da usina nos leilões de compra de biodiesel fica restrita. Até o dia 25 a empresa espera ter uma resposta sobre o caso.
Pequenos detalhes
A fábrica de Alto Araguaia foi inaugurada em 14 de março de 2008, com a presença do governador do Estado do Mato Grosso, Brairo Maggi, e do presidente mundial da Marubeni Corporation, sócia do empreendimento. De açordo com o fundador e ex-presidente da Agrenco, Antônio Iafelice – afastado da companhia desde a deflagração da Operação Influenza, da Polícia Federal –, após a inauguração a usina operou durante 90 dias, produzindo farelo de soja (para exportação), óleos vegetais e biodiesel, que foi entregue à Petrobras. “Essa fábrica poderia ter continuado a operar como no início. Faltavam pequenos detalhes para conclusão, que jamais demandariam mais do que 60 dias”, diz. Segundo ele, faltavam asfaltamento do acesso interno, picador e alimentador da caldeira de alta pressão principal e transportadores de farelo para carga em vagões. “Enfim, a fábrica estava basicamente pronta, testada nos seus principais equipamentos de produção e por isso operou por 90 dias. As mais de 150 pessoas que foram à inauguração viram”, diz.
Em 2008, a Agrenco produziu pouco mais de 2 milhões de litros. De acordo com dados da ANP, apenas o mês de junho consta com produção registrada naquele ano. De lá para cá só houve produção em abril deste ano, somando 521 mil litros.
Segundo a empresa a unidade de esmagamento de soja está 100% pronta e a de produção de biodiesel já está sendo concluída. Os testes em Alto Araguaia estão sendo realizados, com previsão de término para o próximo dia 21 de junho.
Alice Duarte - BiodieselBR.com
Além da já conhecida falta de capital de giro, há outros obstáculos que atrasam o início das operações do complexo industrial da Agrenco em Alto Araguaia (MT). A falta de licença da ANP para comercialização de biodiesel e o registro da Receita Federal para a atividade estão entre as principais pendências legais. A empresa informou que já enviou toda a documentação requerida para conseguir a autorização e que está aguardando o pronunciamento da agência reguladora. O registro especial de produtor de biodiesel, também pendente, está condicionado à regularização da situação fiscal da companhia. O diretor de Relações com Investidores, Valdenir Soares, informou em comunicado ao mercado que nas próximas semanas vai conseguir regularizar 100% das pendências fiscais da Agrenco Bioenergia e que nos próximos 30 dias também vai regularizar todas as pendências fiscais da Agrenco do Brasil S.A. A empresa quer estar com toda a documentação pronta em tempo hábil de participar do próximo leilão da ANP.
Outra questão que aguarda solução é a suspensão do selo Combustível Social da unidade, que a empresa tenta reverter administrativamente com o MDA. Sem o selo, a participação da usina nos leilões de compra de biodiesel fica restrita. Até o dia 25 a empresa espera ter uma resposta sobre o caso.
Pequenos detalhes
A fábrica de Alto Araguaia foi inaugurada em 14 de março de 2008, com a presença do governador do Estado do Mato Grosso, Brairo Maggi, e do presidente mundial da Marubeni Corporation, sócia do empreendimento. De açordo com o fundador e ex-presidente da Agrenco, Antônio Iafelice – afastado da companhia desde a deflagração da Operação Influenza, da Polícia Federal –, após a inauguração a usina operou durante 90 dias, produzindo farelo de soja (para exportação), óleos vegetais e biodiesel, que foi entregue à Petrobras. “Essa fábrica poderia ter continuado a operar como no início. Faltavam pequenos detalhes para conclusão, que jamais demandariam mais do que 60 dias”, diz. Segundo ele, faltavam asfaltamento do acesso interno, picador e alimentador da caldeira de alta pressão principal e transportadores de farelo para carga em vagões. “Enfim, a fábrica estava basicamente pronta, testada nos seus principais equipamentos de produção e por isso operou por 90 dias. As mais de 150 pessoas que foram à inauguração viram”, diz.
Em 2008, a Agrenco produziu pouco mais de 2 milhões de litros. De acordo com dados da ANP, apenas o mês de junho consta com produção registrada naquele ano. De lá para cá só houve produção em abril deste ano, somando 521 mil litros.
Segundo a empresa a unidade de esmagamento de soja está 100% pronta e a de produção de biodiesel já está sendo concluída. Os testes em Alto Araguaia estão sendo realizados, com previsão de término para o próximo dia 21 de junho.
Alice Duarte - BiodieselBR.com
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