Para descobrir a resposta, foram
entrevistados vários profissionais brasileiros envolvidos com o
cultivo, que apresentaram os seguintes argumentos
Apesar de possuir a maior área propícia para o cultivo de palma em todo
o mundo, o Brasil é um importador de óleo de palma e seus derivados. Essa estranha contradição leva à questão de por que há
tão pouca produção desse óleo no país. Para descobrir a resposta, foram
entrevistados vários profissionais brasileiros envolvidos com o
cultivo, que apresentaram os seguintes argumentos:
Apesar de possuir a maior área propícia para o cultivo de palma em todo o mundo, o Brasil é um importador de óleo de palma e seus derivados. Essa estranha contradição leva à questão de por que há tão pouca produção desse óleo no país. Para descobrir a resposta, foram entrevistados vários profissionais brasileiros envolvidos com o cultivo, que apresentaram os seguintes argumentos:
- A maior parte das “áreas propícias” ainda está coberta com vegetação natural – apenas áreas degradadas devem ser consideradas para o cultivo da palma, o que limita a área disponível de fato.
- É barato produzir soja no país. O óleo de soja era muito barato até pouco tempo atrás, uma vez que o que motivava a produção e exportação do produto era a sua proteína. Isso tornou o óleo de palma pouco competitivo em relação à soja. Seus custos de oportunidade são altos, ou seja, outros investimentos possuem retorno melhor.
- Não há tradição de cultivo de palma no Brasil. A produção em larga escala, na região de Belém, só se iniciou a partir da década de 70.
- A questão da posse da terra no Pará e em várias regiões do país é freqüentemente nebulosa, o que pode facilmente levar a litígios. Se a terra na qual se encontra um cultivo for contestada e ganha judicialmente, haverá uma grande perda de investimento. Isso aumenta o custo e os riscos de implantação da cultura.
- O plantio de palma precisa de investimentos de grande porte e só começa a gerar receitas depois de quatro a cinco anos. A necessidade de financiamento, juntamente com os riscos descritos, torna difícil a obtenção de taxas de juros razoáveis.
- Os custos formais com mão-de-obra são descritos como mais altos que em outros países concorrentes. A administração centralizada e o grande volume de mão-de-obra necessário para o cultivo acarretam custos formais com investimentos e salários.
- Nem toda a terra que se possui pode ser usada para a produção de palma. Na Amazônia, a legislação exige que entre 50% e 80% da área seja mantida com cobertura nativa. A Agropalma, por exemplo, é dona de mais de 120 mil hectares. Desse total, apenas 37.500 hectares são cultivados com palma. A área restante é mantida como reserva florestal (aumentando o custo final).
Texto extraído do estudo Biodiesel from Brazil: report for the Dutch ministry of Agriculture, Nature and Food Quality publicado em novembro de 2008
Tradução e adaptação: BiodieselBR.com
Apesar de possuir a maior área propícia para o cultivo de palma em todo o mundo, o Brasil é um importador de óleo de palma e seus derivados. Essa estranha contradição leva à questão de por que há tão pouca produção desse óleo no país. Para descobrir a resposta, foram entrevistados vários profissionais brasileiros envolvidos com o cultivo, que apresentaram os seguintes argumentos:
- A maior parte das “áreas propícias” ainda está coberta com vegetação natural – apenas áreas degradadas devem ser consideradas para o cultivo da palma, o que limita a área disponível de fato.
- É barato produzir soja no país. O óleo de soja era muito barato até pouco tempo atrás, uma vez que o que motivava a produção e exportação do produto era a sua proteína. Isso tornou o óleo de palma pouco competitivo em relação à soja. Seus custos de oportunidade são altos, ou seja, outros investimentos possuem retorno melhor.
- Não há tradição de cultivo de palma no Brasil. A produção em larga escala, na região de Belém, só se iniciou a partir da década de 70.
- A questão da posse da terra no Pará e em várias regiões do país é freqüentemente nebulosa, o que pode facilmente levar a litígios. Se a terra na qual se encontra um cultivo for contestada e ganha judicialmente, haverá uma grande perda de investimento. Isso aumenta o custo e os riscos de implantação da cultura.
- O plantio de palma precisa de investimentos de grande porte e só começa a gerar receitas depois de quatro a cinco anos. A necessidade de financiamento, juntamente com os riscos descritos, torna difícil a obtenção de taxas de juros razoáveis.
- Os custos formais com mão-de-obra são descritos como mais altos que em outros países concorrentes. A administração centralizada e o grande volume de mão-de-obra necessário para o cultivo acarretam custos formais com investimentos e salários.
- Nem toda a terra que se possui pode ser usada para a produção de palma. Na Amazônia, a legislação exige que entre 50% e 80% da área seja mantida com cobertura nativa. A Agropalma, por exemplo, é dona de mais de 120 mil hectares. Desse total, apenas 37.500 hectares são cultivados com palma. A área restante é mantida como reserva florestal (aumentando o custo final).
Texto extraído do estudo Biodiesel from Brazil: report for the Dutch ministry of Agriculture, Nature and Food Quality publicado em novembro de 2008
Tradução e adaptação: BiodieselBR.com
Tags
Dende