A Petrobras está investindo em tecnologia para que a produção de
biodiesel no Brasil utilize outras matérias-primas que não sejam soja.
A informação é de Alan Kardec Pinto, diretor da divisão de
biocombustíveis da estatal
A Petrobras está investindo em tecnologia para que a produção de biodiesel no Brasil utilize outras matérias-primas que não sejam soja. A informação é de Alan Kardec Pinto, diretor da divisão de biocombustíveis da estatal, anunciada em março. "A meta é reduzir sensivelmente o uso da soja na produção de biodiesel", declarou durante palestra no 3o. Congresso Internacional de Bioenergia, que está sendo realizado em Curitiba.
A Petrobras deve lançar em julho uma empresa que irá se dedicar exclusivamente aos biocombustíveis. "Nossa atuação vai ser de liderança no mercado e não de monopólio", adiantou Kardec. A companhia deve investir na área US$ 1,6 bilhão até 2012, além de aportar outros US$ 600 milhões em pesquisa e desenvolvimento. "Podíamos adquirir a tecnologia de biodiesel disponível no mercado internacional, mas entendemos que ela não é robusta o suficiente para atender a necessidade de desenvolvimento do uso da mamona", disse.
Na avaliação do pesquisador Cesar Heraclides Behling Miranda, da Embrapa Labex USA, os investimentos em pesquisa anunciados pela estatal são invejáveis. "É mais do que os orçamentos de muitas universidades", analisou durante sua palestra no evento. No entanto, enquanto a Petrobras tem para investir, a Embrapa sofre com o contingencionamento de parte de seu orçamento. "Recebemos um aporte significativo de recursos dentro do Programa de Aceleramento do Crescimento (PAC), mas a verba está, em parte, contingenciada", informou.
Para o pesquisador Luiz Augusto Horta Nogueira, da Universidade Federal de Itajubá, o foco de atuação da Petrobras está equivocado. Ele comparou os investimentos em produção de biodiesel a partir de mamona com projetos da estatal na década de 1980 que pretendiam produzir etanol a partir da mandioca e outras matérias-primas que se mostraram inviáveis. Horta defende investimentos em pesquisas sobre a utilização de palmáceas na produção do biocombustível. "O Brasil é a terra das palmeiras", declarou.
"Fazer biodiesel de óleo de mamona é como fazer carvão de pau-brasil", ironizou. Para Horta, a mamona produz um óleo nobre demais para o setor de combustíveis.
Pinhão-manso
Miranda, da Embrapa, definiu o horizonte de desenvolvimento e viabilização do pinhão-manso em sete anos. "Na melhor das hipóteses teremos como lançar o pinhão-manso como espécie para produção de biodiesel nesse período. Mas é possível que demore mais, de 10 a 15 anos", avaliou o pesquisador.
Rosiane Correia de Freitas
A Petrobras está investindo em tecnologia para que a produção de biodiesel no Brasil utilize outras matérias-primas que não sejam soja. A informação é de Alan Kardec Pinto, diretor da divisão de biocombustíveis da estatal, anunciada em março. "A meta é reduzir sensivelmente o uso da soja na produção de biodiesel", declarou durante palestra no 3o. Congresso Internacional de Bioenergia, que está sendo realizado em Curitiba.
A Petrobras deve lançar em julho uma empresa que irá se dedicar exclusivamente aos biocombustíveis. "Nossa atuação vai ser de liderança no mercado e não de monopólio", adiantou Kardec. A companhia deve investir na área US$ 1,6 bilhão até 2012, além de aportar outros US$ 600 milhões em pesquisa e desenvolvimento. "Podíamos adquirir a tecnologia de biodiesel disponível no mercado internacional, mas entendemos que ela não é robusta o suficiente para atender a necessidade de desenvolvimento do uso da mamona", disse.
Na avaliação do pesquisador Cesar Heraclides Behling Miranda, da Embrapa Labex USA, os investimentos em pesquisa anunciados pela estatal são invejáveis. "É mais do que os orçamentos de muitas universidades", analisou durante sua palestra no evento. No entanto, enquanto a Petrobras tem para investir, a Embrapa sofre com o contingencionamento de parte de seu orçamento. "Recebemos um aporte significativo de recursos dentro do Programa de Aceleramento do Crescimento (PAC), mas a verba está, em parte, contingenciada", informou.
Para o pesquisador Luiz Augusto Horta Nogueira, da Universidade Federal de Itajubá, o foco de atuação da Petrobras está equivocado. Ele comparou os investimentos em produção de biodiesel a partir de mamona com projetos da estatal na década de 1980 que pretendiam produzir etanol a partir da mandioca e outras matérias-primas que se mostraram inviáveis. Horta defende investimentos em pesquisas sobre a utilização de palmáceas na produção do biocombustível. "O Brasil é a terra das palmeiras", declarou.
"Fazer biodiesel de óleo de mamona é como fazer carvão de pau-brasil", ironizou. Para Horta, a mamona produz um óleo nobre demais para o setor de combustíveis.
Pinhão-manso
Miranda, da Embrapa, definiu o horizonte de desenvolvimento e viabilização do pinhão-manso em sete anos. "Na melhor das hipóteses teremos como lançar o pinhão-manso como espécie para produção de biodiesel nesse período. Mas é possível que demore mais, de 10 a 15 anos", avaliou o pesquisador.
Rosiane Correia de Freitas