Depois de uma boa refeição, que tal pedir ao garçom se você pode levar o óleo usado da cozinha para abastecer seu carro?
FILADÉLFIA, New York Times - Depois de uma boa refeição, que tal pedir ao garçom se você pode levar o óleo usado da cozinha para abastecer seu carro?
Na procura por alternativas sustentáveis e não poluentes para combustíveis fósseis, um pequeno grupo de pessoas ecologicamente preocupadas está usando óleo vegetal e gordura reciclada de restaurantes para rodar seus carros, caminhões e até mesmo sistemas de calefação caseiros.
Empresários, alguns apoiados por fundos de dívida pública, estão provando que carros podem rodar com materiais baratos que são uma alternativa prontamente disponível a combustíveis fósseis prejudiciais ao meio ambiente.
Um motorista, Scotsman Antony Berretti, é tão contundente na tecnologia que, de acordo com seu web site, passou três meses rodando com sua van Fiat convertida em casa pela Europa com óleo vegetal usado obtido de restaurantes.
"Rodar pela Europa numa boa de graça? Custo zero de combustível?'' é a proposição intrigante em http://www.macharsoft.co.uk/rmp/freefuel.html.
Em Easthampton, Massachusetts, Greasecar Vegetable Fuel Systems faz equipamentos de conversão para carros rodarem com óleo vegetal. A companhia vendeu aproximadamente 3.500 equipamentos durante seus nove anos em negócio, e diz que as vendas têm dobrado anualmente nos últimos anos.
Os equipamentos são estimados tipicamente entre US$ 800 e US$ 2.000 e usuários obtêm óleo vegetal usado de restaurantes locais que ficam contentes em dá-lo porque eles normalmente têm que pagar pelo descarte.
Com a popularidade crescente do óleo vegetal como um combustível, cresceu uma pequena indústria de instaladores de equipamentos de conversão, e alguns também provêem o óleo para seus clientes.
Com o custo de conversão de motor tipicamente compensado em alguns meses, os usuários podem rapidamente colher os benefícios do combustível grátis. ''Além disso, é dinheiro no seu bolso", disse Justin Carven, dono da Greasecar.
Na Filadélfia, uma pequena empresa está encontrando um uso para outro subproduto de restaurantes.
Fry-O-Diesel, da Filadélfia, converte a gordura escura e suja dos sifões de pias de restaurantes em biodiesel utilizável, de queima limpa para calefação e transporte.
O projeto promete fazer uma contribuição modesta para a redução das emissões de gás carbônico e dependência dos EUA de combustíveis fósseis, realçada por pedido recente do Presidente George W. Bush para um corte de 20 por cento no consumo de gasolina nos próximos 10 anos.
Fry-O-Diesel e North American Biocombustíveis, baseado em Long Island, Nova Iorque, são provavelmente as únicas empresas dos EUA que fazem biocombustíveis de gordura dos sifões.
Na Filadélfia, a gordura é transportada por caminhão até a usina depois de ser bombeada dos sifões que a separam da água nas cozinhas de restaurantes.
Depois de 15 meses de testes, a Fry-O-Diesel diz que provou que a idéia funciona.
"Nós sabemos que atendemos as especificações para biodiesel", disse a presidente da empresa Nadia Adawi, referindo-se a especificações do governo para o combustível.
Porém, a produção da empresa ainda não abasteceu nenhum caminhão ou aqueceu sistemas — a instalação experimental em uma antiga fábrica de calafetagem não era planejada para produção comercial.
A empresa visa prover uma alternativa comercial ao diesel de petróleo que pode ser produzido e consumido perto da fonte da gordura sem precisar transporte dos combustíveis por caminhão para um ponto distante, como com algum biodiesel de soja.
De acordo com Fry-O-Diesel, o biodiesel pode ser usado na maioria dos motores diesel sem adaptação — ao contrário do etanol, que requer veículo “flex fuel” — e pode ser misturado ao diesel de petróleo. O novo combustível diminui o desgaste do motor porque é um lubrificante melhor que o diesel comum, e é biodegradável.
Fry-O-Diesel gastou US$ 670.000 para montar a planta de testes, dos quais US$ 370.000 veio de uma concessão do estado da Pensilvânia para estimular os combustíveis alternativos. O resto veio da Energy Cooperative, uma entidade não lucrativa da Filadélfia que promove e distribui combustíveis renováveis.
Apesar do zelo de Adawi e seus sete parceiros de meio período, a gordura de restaurante nunca vai ser uma fonte de energia principal porque não é o suficiente, disse Steve Bantz, engenheiro da Union of Concerned Scientists, um grupo ambiental de Washington.
Se todos os 3,8 bilhões de libras de gordura de restaurante produzida anualmente nos EUA fosse usado, faria 495 milhões de galões de biodiesel ou combustível de calefação, equivalente a só 1 por cento do consumo de diesel do país, disse Bantz, citando números do Laboratório de Energia Renovável Nacional (National Renewable Energy Laboratory).
Enquanto óleo vegetal e gordura de restaurante nunca irão abocanhar uma fatia grande da demanda global de energia, a existência de tais empreendimentos sublinha a urgência da procura por alternativas aos combustíveis fósseis, disse Bantz.
"Nós temos que olhar debaixo de toda pedra e debaixo de todo esgoto por fontes de energia alternativas", disse ele.
Reuters - New York Times
FILADÉLFIA, New York Times - Depois de uma boa refeição, que tal pedir ao garçom se você pode levar o óleo usado da cozinha para abastecer seu carro?
Na procura por alternativas sustentáveis e não poluentes para combustíveis fósseis, um pequeno grupo de pessoas ecologicamente preocupadas está usando óleo vegetal e gordura reciclada de restaurantes para rodar seus carros, caminhões e até mesmo sistemas de calefação caseiros.
Empresários, alguns apoiados por fundos de dívida pública, estão provando que carros podem rodar com materiais baratos que são uma alternativa prontamente disponível a combustíveis fósseis prejudiciais ao meio ambiente.
Um motorista, Scotsman Antony Berretti, é tão contundente na tecnologia que, de acordo com seu web site, passou três meses rodando com sua van Fiat convertida em casa pela Europa com óleo vegetal usado obtido de restaurantes.
"Rodar pela Europa numa boa de graça? Custo zero de combustível?'' é a proposição intrigante em http://www.macharsoft.co.uk/rmp/freefuel.html.
Em Easthampton, Massachusetts, Greasecar Vegetable Fuel Systems faz equipamentos de conversão para carros rodarem com óleo vegetal. A companhia vendeu aproximadamente 3.500 equipamentos durante seus nove anos em negócio, e diz que as vendas têm dobrado anualmente nos últimos anos.
Os equipamentos são estimados tipicamente entre US$ 800 e US$ 2.000 e usuários obtêm óleo vegetal usado de restaurantes locais que ficam contentes em dá-lo porque eles normalmente têm que pagar pelo descarte.
Com a popularidade crescente do óleo vegetal como um combustível, cresceu uma pequena indústria de instaladores de equipamentos de conversão, e alguns também provêem o óleo para seus clientes.
Com o custo de conversão de motor tipicamente compensado em alguns meses, os usuários podem rapidamente colher os benefícios do combustível grátis. ''Além disso, é dinheiro no seu bolso", disse Justin Carven, dono da Greasecar.
CARBONO-NEUTRO
O consumo de óleo vegetal é semelhante ao diesel, que consegue uma milhagem 20 a 30 por cento melhor que gasolina. As emissões são muito menos tóxicas que as da gasolina, e é carbono-neutro, porque o gás carbônico absorvido pela planta da qual o óleo é derivado compensa o CO2 gerado quando é usado como combustível, disse Carven.Na Filadélfia, uma pequena empresa está encontrando um uso para outro subproduto de restaurantes.
Fry-O-Diesel, da Filadélfia, converte a gordura escura e suja dos sifões de pias de restaurantes em biodiesel utilizável, de queima limpa para calefação e transporte.
O projeto promete fazer uma contribuição modesta para a redução das emissões de gás carbônico e dependência dos EUA de combustíveis fósseis, realçada por pedido recente do Presidente George W. Bush para um corte de 20 por cento no consumo de gasolina nos próximos 10 anos.
Fry-O-Diesel e North American Biocombustíveis, baseado em Long Island, Nova Iorque, são provavelmente as únicas empresas dos EUA que fazem biocombustíveis de gordura dos sifões.
Na Filadélfia, a gordura é transportada por caminhão até a usina depois de ser bombeada dos sifões que a separam da água nas cozinhas de restaurantes.
Depois de 15 meses de testes, a Fry-O-Diesel diz que provou que a idéia funciona.
"Nós sabemos que atendemos as especificações para biodiesel", disse a presidente da empresa Nadia Adawi, referindo-se a especificações do governo para o combustível.
Porém, a produção da empresa ainda não abasteceu nenhum caminhão ou aqueceu sistemas — a instalação experimental em uma antiga fábrica de calafetagem não era planejada para produção comercial.
GORDURA DE RESTAURANTE
Isso mudará, disse Adawi, quando a companhia abrir uma planta nova para a qual atualmente está buscando investidores.A empresa visa prover uma alternativa comercial ao diesel de petróleo que pode ser produzido e consumido perto da fonte da gordura sem precisar transporte dos combustíveis por caminhão para um ponto distante, como com algum biodiesel de soja.
De acordo com Fry-O-Diesel, o biodiesel pode ser usado na maioria dos motores diesel sem adaptação — ao contrário do etanol, que requer veículo “flex fuel” — e pode ser misturado ao diesel de petróleo. O novo combustível diminui o desgaste do motor porque é um lubrificante melhor que o diesel comum, e é biodegradável.
Fry-O-Diesel gastou US$ 670.000 para montar a planta de testes, dos quais US$ 370.000 veio de uma concessão do estado da Pensilvânia para estimular os combustíveis alternativos. O resto veio da Energy Cooperative, uma entidade não lucrativa da Filadélfia que promove e distribui combustíveis renováveis.
Apesar do zelo de Adawi e seus sete parceiros de meio período, a gordura de restaurante nunca vai ser uma fonte de energia principal porque não é o suficiente, disse Steve Bantz, engenheiro da Union of Concerned Scientists, um grupo ambiental de Washington.
Se todos os 3,8 bilhões de libras de gordura de restaurante produzida anualmente nos EUA fosse usado, faria 495 milhões de galões de biodiesel ou combustível de calefação, equivalente a só 1 por cento do consumo de diesel do país, disse Bantz, citando números do Laboratório de Energia Renovável Nacional (National Renewable Energy Laboratory).
Enquanto óleo vegetal e gordura de restaurante nunca irão abocanhar uma fatia grande da demanda global de energia, a existência de tais empreendimentos sublinha a urgência da procura por alternativas aos combustíveis fósseis, disse Bantz.
"Nós temos que olhar debaixo de toda pedra e debaixo de todo esgoto por fontes de energia alternativas", disse ele.
Reuters - New York Times