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MPF desiste de recorrer à Justiça contra os acionistas da Agrenco

Antonio Iafelice: “Aqueles que nos causaram prejuízos, denegriram nossa imagem e atingiram-me na minha dignidade e caráter, sem duvida pagarão. Viverei bem e forte para ver isto”
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Antonio Iafelice: “Aqueles que nos causaram prejuízos, denegriram nossa imagem e atingiram-me na minha dignidade e caráter, sem duvida pagarão. Viverei bem e forte para ver isto”

O prazo para apresentar recurso contra a decisão judicial que inocentou os executivos da Agrenco terminou sem que o Ministério Público Federal se manifestasse. A informação foi confirmada hoje (24) pelo advogado de um dos acusados, Edward Rocha de Carvalho.

Com isso o processo judicial que pesava contra Antônio Iafelice, principal acionista da Agrenco Holding, será arquivado definitivamente. No dia 21 de setembro, a decisão da 7ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) confirmou a sentença da juíza Ana C. Kramer da Justiça Federal de Florianópolis, declarando que as provas da PF eram inválidas.

Deflagrada pela Polícia Federal em junho de 2008, a operação acusava os executivos da companhia de crimes financeiros, como sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e fraude de balanço. Como reflexo das prisões, a Agrenco Limited, recém listada na BM&F Bovespa, viu suas ações despencarem. Hoje a empresa tem dívidas de cerca de R$ 1,2 bilhão, com credores como o Credit Suisse, o Deutsche Bank, o Bank of New York e o Bradesco.

Iafelice acredita que se não tivesse acorrido a Operação Influenza, a companhia poderia ter hoje um faturamento de US$ 6 bilhões e lucros de US$ 350 milhões por ano. Diante disso, os acionistas estudam entrar com ações indenizatórias contra a União. “Aqueles que nos causaram prejuízos, denegriram nossa imagem e atingiram-me na minha dignidade e caráter, sem duvida pagarão. Viverei bem e forte para ver isto”, disse Iafelice.

Alice Duarte – BiodieselBR.com
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