O governo de Malauí (país vizinho a Moçambique) está facilitando a
implantação de inúmeros projetos do setor privado para estabelecer
usinas de produção de biodiesel no país, como parte de um programa
multimilionário para assegurar que o país não fique excessivamente
dependente de combustíveis fósseis como fonte de energia.
O governo de Malauí (país vizinho a Moçambique) está facilitando a implantação de inúmeros projetos do setor privado para estabelecer usinas de produção de biodiesel no país, como parte de um programa multimilionário para assegurar que o país não fique excessivamente dependente de combustíveis fósseis como fonte de energia.
O diretor do Departamento de Energia do Ministério de Minas e Energia, Charles Kafumba, diz que o significativo progresso conseguido em inúmeros projetos indica que Malauí deve começar a produzir biodiesel em 2009.
O programa de biodiesel é baseado no cultivo para fins energéticos de pinhão-manso, que leva cerca de um ano para começar a produzir frutos. Através do programa, inúmeras áreas foram destinadas à plantação de pinhão-manso. “Nós esperamos que a produção de combustível pelas usinas comece já no próximo ano", diz Kafumba.
Ele acrescenta que o governo está priorizando a produção de biodiesel de pinhão-manso porque a planta é mais bem cotada no que diz respeito à produção de óleo. Além do óleo, os resíduos podem ser processados como biomassa para gerar eletricidade.
A planta, que é resistente à seca e a pragas, também é conhecida por aumentar a fertilidade do solo, tornando-o adequado para a plantação de lavouras alimentícias nos anos subseqüentes, diz Kafumba.
Ainda segundo ele, entre as empresas em um estágio avançado no processo de iniciar a produção de biodiesel de pinhão-manso está o consórcio do holandês TNT Group com alguns investidores africanos, que de acordo com informações está se preparando para montar uma usina de produção de biodiesel de 12 milhões de dólares na capital Lilongwe.
Kafumba diz que a adoção do biodiesel como fonte maior de energia vai ajudar a empobrecida nação africana a aliviar o impacto do crescente preço do petróleo em sua economia.
Etanol
O Departamento de Ciência e Tecnologia de Malauí, em parceria com a Escola Politécnica de Lilongwe, dirigida pelo governo, está experimentando o uso de etanol de cana em vez de petróleo para mover veículos.
A primeira fase dos experimentos, cujos resultados finais são esperados para meados de 2009, usou uma velha Mitsubishi Pajero modificada para mover-se 100% à base de etanol. A Pajero foi abastecida com etanol e submetida a dois testes por uma distância total de 2.110 quilômetros, a uma velocidade média de 110 km/h.
“Os resultados provaram que a Pajero pode ser movida 100% a etanol”, diz o diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia, Henry Mbeza.
A equipe do projeto está agora trabalhando na segunda fase dos experimentos, que envolve o teste de um veículo flex-fuel importado do Brasil pela Companhia de Etanol de Malauí (Ethco), uma empresa privada.
A Ethco, que é uma grande produtora e exportadora de etanol de cana em Malauí, fornece também o etanol para o projeto. O Ford fabricado no Brasil é projetado para ser movido com 100% de etanol ou gasolina, ou ainda com uma mistura, em qualquer proporção, de etanol e gasolina em um único tanque.
Mbeza diz que na segunda fase a equipe de pesquisa vai coletar informações sobre a performance do veículo, usando os dois combustíveis separadamente ou em diferentes proporções.
A gasolina em Malauí já recebe adição de 10% de etanol em suas refinarias, e espera-se que os resultados do experimento permitam o aumento da utilização da produção local de etanol, que é em grande parte exportada.
O Malauí está entre os maiores produtores de açúcar da região e possui duas usinas de etanol em funcionamento, uma de propriedade da Ethco e outra da Press Cane, com uma capacidade combinada de 18 milhões de litros por ano.
O Brasil ofereceu assistência técnica ao Malauí e a outras nações em desenvolvimento que estejam em busca de promover o uso de biocombustíveis como fonte alternativa de energia.
“É interessante que o Brasil seja um modelo de inspiração para países como Malauí. No Brasil, alcançamos um nível em que os postos de gasolina possuem três bombas – para gasolina, diesel e etanol”, diz o embaixador brasileiro em Malauí, Raul Taunay, que compareceu à cerimônia de lançamento da segunda fase dos experimentos.
Marcel Chimwala
Engineering News
Tradução e adaptação: Fausto Tiemann BiodieselBR.com
O governo de Malauí (país vizinho a Moçambique) está facilitando a implantação de inúmeros projetos do setor privado para estabelecer usinas de produção de biodiesel no país, como parte de um programa multimilionário para assegurar que o país não fique excessivamente dependente de combustíveis fósseis como fonte de energia.
O diretor do Departamento de Energia do Ministério de Minas e Energia, Charles Kafumba, diz que o significativo progresso conseguido em inúmeros projetos indica que Malauí deve começar a produzir biodiesel em 2009.
O programa de biodiesel é baseado no cultivo para fins energéticos de pinhão-manso, que leva cerca de um ano para começar a produzir frutos. Através do programa, inúmeras áreas foram destinadas à plantação de pinhão-manso. “Nós esperamos que a produção de combustível pelas usinas comece já no próximo ano", diz Kafumba.
Ele acrescenta que o governo está priorizando a produção de biodiesel de pinhão-manso porque a planta é mais bem cotada no que diz respeito à produção de óleo. Além do óleo, os resíduos podem ser processados como biomassa para gerar eletricidade.
A planta, que é resistente à seca e a pragas, também é conhecida por aumentar a fertilidade do solo, tornando-o adequado para a plantação de lavouras alimentícias nos anos subseqüentes, diz Kafumba.
Ainda segundo ele, entre as empresas em um estágio avançado no processo de iniciar a produção de biodiesel de pinhão-manso está o consórcio do holandês TNT Group com alguns investidores africanos, que de acordo com informações está se preparando para montar uma usina de produção de biodiesel de 12 milhões de dólares na capital Lilongwe.
Kafumba diz que a adoção do biodiesel como fonte maior de energia vai ajudar a empobrecida nação africana a aliviar o impacto do crescente preço do petróleo em sua economia.
Etanol
O Departamento de Ciência e Tecnologia de Malauí, em parceria com a Escola Politécnica de Lilongwe, dirigida pelo governo, está experimentando o uso de etanol de cana em vez de petróleo para mover veículos.
A primeira fase dos experimentos, cujos resultados finais são esperados para meados de 2009, usou uma velha Mitsubishi Pajero modificada para mover-se 100% à base de etanol. A Pajero foi abastecida com etanol e submetida a dois testes por uma distância total de 2.110 quilômetros, a uma velocidade média de 110 km/h.
“Os resultados provaram que a Pajero pode ser movida 100% a etanol”, diz o diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia, Henry Mbeza.
A equipe do projeto está agora trabalhando na segunda fase dos experimentos, que envolve o teste de um veículo flex-fuel importado do Brasil pela Companhia de Etanol de Malauí (Ethco), uma empresa privada.
A Ethco, que é uma grande produtora e exportadora de etanol de cana em Malauí, fornece também o etanol para o projeto. O Ford fabricado no Brasil é projetado para ser movido com 100% de etanol ou gasolina, ou ainda com uma mistura, em qualquer proporção, de etanol e gasolina em um único tanque.
Mbeza diz que na segunda fase a equipe de pesquisa vai coletar informações sobre a performance do veículo, usando os dois combustíveis separadamente ou em diferentes proporções.
A gasolina em Malauí já recebe adição de 10% de etanol em suas refinarias, e espera-se que os resultados do experimento permitam o aumento da utilização da produção local de etanol, que é em grande parte exportada.
O Malauí está entre os maiores produtores de açúcar da região e possui duas usinas de etanol em funcionamento, uma de propriedade da Ethco e outra da Press Cane, com uma capacidade combinada de 18 milhões de litros por ano.
O Brasil ofereceu assistência técnica ao Malauí e a outras nações em desenvolvimento que estejam em busca de promover o uso de biocombustíveis como fonte alternativa de energia.
“É interessante que o Brasil seja um modelo de inspiração para países como Malauí. No Brasil, alcançamos um nível em que os postos de gasolina possuem três bombas – para gasolina, diesel e etanol”, diz o embaixador brasileiro em Malauí, Raul Taunay, que compareceu à cerimônia de lançamento da segunda fase dos experimentos.
Marcel Chimwala
Engineering News
Tradução e adaptação: Fausto Tiemann BiodieselBR.com