Uma competição está estabelecida na indústria de máquinas agrícolas.
Tanto montadoras quanto fábricas de motores têm pressa em oferecer a
seus clientes propulsores que possam usar ainda mais biodiesel do que o
obrigatório por lei (2%).
Uma competição está estabelecida na indústria de máquinas agrícolas. Tanto montadoras quanto fábricas de motores têm pressa em oferecer a seus clientes propulsores que possam usar ainda mais biodiesel do que o obrigatório por lei (2%). Há empresas já buscando o motor B100, aquele que funciona com até 100% de biodiesel.
É uma demanda dos clientes brasileiros e estrangeiros - estes mais preocupados com a preservação ambiental do que os primeiros, mais focados no bolso. A Agrale, que exporta para América Latina, África e Oriente Médio, está testando equipamentos que operam com 50% de biodiesel e objetiva chegar ao B100. Esta também é a meta da Valtra, cuja totalidade de tratores sai de fábrica com propulsores B20, e que trabalha nos B100.
Na unidade Valtra da Finlândia, a totalidade dos motores fabricados é B100. E junto com a unidade Valtra de Mogi das Cruzes, o grupo AGCO comprou, em setembro passado, a Sisu Diesel, fabricante de motores B20. De 9,5 mil unidades fabricadas em 2007, a Sisu deve saltar para 14 mil este ano - só para fornecer às empresas do grupo AGCO. Em breve, disse o vice-presidente do grupo na América Latina, André Carioba, a companhia começará a fornecer os propulsores a terceiros.
O objetivo da fábrica de motores Cummins, que faz motores B5 e testa os B20, não é chegar ao B100, mas sim, pesquisar fontes diversas de óleo para o biodiesel, como o sebo animal. As pesquisas da empresa estão voltadas no momento para matérias-primas que não deixem partículas e resíduos, explicou o gerente e marketing da fábrica, Luis Chain Faraj.
Mas ainda há restrições quanto à qualidade do combustível renovável, e os fabricantes cobram normas técnicas que assegurem a qualidade do produto. Paulo Hermann, diretor da John Deere. A empresa norte-americana com fábricas em Montenegro e Horizontina trabalha com motores B5, mas tem cautela na evolução da tecnologia.
- Biodiesel pode ser feito de vários grãos e até de graxa animal. E os produtores querem, cada um, fabricar o seu combustível. Já vimos, no interior, produtores botarem óleo de soja de cozinha no motor - justificou Hermann.
O problema dos chamados produtos "piratas"são os danos que podem causar ao motor. E as fábricas não pretendem arcar com os custos da garantia.
Isabel Marchezan / Zero Hora - RS
Uma competição está estabelecida na indústria de máquinas agrícolas. Tanto montadoras quanto fábricas de motores têm pressa em oferecer a seus clientes propulsores que possam usar ainda mais biodiesel do que o obrigatório por lei (2%). Há empresas já buscando o motor B100, aquele que funciona com até 100% de biodiesel.
É uma demanda dos clientes brasileiros e estrangeiros - estes mais preocupados com a preservação ambiental do que os primeiros, mais focados no bolso. A Agrale, que exporta para América Latina, África e Oriente Médio, está testando equipamentos que operam com 50% de biodiesel e objetiva chegar ao B100. Esta também é a meta da Valtra, cuja totalidade de tratores sai de fábrica com propulsores B20, e que trabalha nos B100.
Na unidade Valtra da Finlândia, a totalidade dos motores fabricados é B100. E junto com a unidade Valtra de Mogi das Cruzes, o grupo AGCO comprou, em setembro passado, a Sisu Diesel, fabricante de motores B20. De 9,5 mil unidades fabricadas em 2007, a Sisu deve saltar para 14 mil este ano - só para fornecer às empresas do grupo AGCO. Em breve, disse o vice-presidente do grupo na América Latina, André Carioba, a companhia começará a fornecer os propulsores a terceiros.
O objetivo da fábrica de motores Cummins, que faz motores B5 e testa os B20, não é chegar ao B100, mas sim, pesquisar fontes diversas de óleo para o biodiesel, como o sebo animal. As pesquisas da empresa estão voltadas no momento para matérias-primas que não deixem partículas e resíduos, explicou o gerente e marketing da fábrica, Luis Chain Faraj.
Mas ainda há restrições quanto à qualidade do combustível renovável, e os fabricantes cobram normas técnicas que assegurem a qualidade do produto. Paulo Hermann, diretor da John Deere. A empresa norte-americana com fábricas em Montenegro e Horizontina trabalha com motores B5, mas tem cautela na evolução da tecnologia.
- Biodiesel pode ser feito de vários grãos e até de graxa animal. E os produtores querem, cada um, fabricar o seu combustível. Já vimos, no interior, produtores botarem óleo de soja de cozinha no motor - justificou Hermann.
O problema dos chamados produtos "piratas"são os danos que podem causar ao motor. E as fábricas não pretendem arcar com os custos da garantia.
Isabel Marchezan / Zero Hora - RS
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