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''É hora dos EUA serem líderes novamente'' em energias renováveis, diz Obama

A preocupação de Obama com o desenvolvimento da indústria da energia limpa no país também tem ligação com a principal meta estabelecida por ele para 2010
BiodieselBR.com 3 min de leitura
A preocupação de Obama com o desenvolvimento da indústria da energia limpa no país também tem ligação com a principal meta estabelecida por ele para 2010

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, declarou ontem que o país quer dominar o uso de energia limpa e renovável e que não irá aceitar que os empregos da ''indústria do amanhã'' sejam gerados no exterior. As declarações são parte do discurso ''State of the Union'' (Estado da União) feito nessa quarta-feira, dia 27, ao Congresso americano e que marca o início do ano legislativo nos EUA e a linha de trabalho da presidência para 2010.

A preocupação de Obama com o desenvolvimento da indústria da energia limpa no país também tem ligação com a principal meta estabelecida por ele para 2010: a geração de empregos. Nos últimos dois anos os EUA perderam sete milhões de vagas de emprego.

''É hora dos EUA serem líderes novamente'', disse. ''Para realmente transformar nossa economia, proteger nossa segurança e salvar nosso planeta das consequências do aquecimento global precisamos que a energia limpa, renovável seja lucrativa'', defendeu. Para Obama, mesmo quem não acredita nos dados sobre mudanças climáticas causadas pelo aquecimento global deve investir em energia limpa porque ''é a coisa certa a ser feita''.

O presidente americano prometeu US$ 15 bilhões por ano para a pesquisa de novas tecnologias em energia eólica, solar, biocombustíveis, termoelétricas limpas e carros mais eficientes. ''Inventamos a energia solar, mas países como a Alemanha e o Japão nos ultrapassaram no uso dela'', disse.

Apesar da atenção dada por Obama às energias renováveis, especialistas do setor apontam que ele não anunciou nenhum grande plano para a área.

Com o início dos trabalhos legislativos em Washington, produtores de biodiesel americanos aguardam a prorrogação de benefícios fiscais concedidos ao setor que permite um crédito de US$ 1 por galão de combustível renovável produzido. O crédito fiscal acabou no dia 31 de dezembro de 2009 ainda sem que sua prorrogação fosse analisada pelo Congresso.

Para os produtores, o benefício é fundamental para a manutenção da produção de 500 milhões de galões de biodiesel por ano e de 23 mil empregos gerados pela indústria no país. O subsídio foi criado em 2004 e tem sido prorrogado desde então. ''Sem a prorrogação desse crédito todos os produtores de biodiesel dos EUA podem parar'', alerta o senador Charles Grassley, do Iowa.

Rosiane Correia de Freitas - BiodieselBR.com

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