A estimativa da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e
Biocombustíveis (ANP) faz da capacidade instalada de produção de
biodiesel no Brasil é equivocada.
A estimativa da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) faz da capacidade instalada de produção de biodiesel no Brasil é equivocada. Essa é a opinião é do pesquisador Luiz Augusto Horta Nogueira, da Universidade Federal de Itajubá, que participou na segunda-feira da quarta sessão do ciclo Impactos Socioambientais dos Biocombustíveis, evento organizado pelo NESA - Núcleo de Economia Socioambiental da Universidade de São Paulo (USP).
“O que o ANP faz desconsidera as particularidades do setor. Ela pega a capacidade de produção diária e multiplica por 300 dias. Não conheço nenhuma indústria agrícola que consiga trabalhar por 300 dias no ano”, criticou.
“É esse cálculo equivocado que, acredito, acabou induzindo a implantação do B3 já neste ano”, analisou. “Como a capacidade instalada das usinas é bem maior que a demanda do B3, acredito que, se houver gargalo, será na produção agrícola”, previu. E fez um pedido: “precisamos ter acesso aos dados do programa”.
O pesquisador também fez críticas ao uso da soja na produção do biodiesel. “O custo energético desse processo é enorme. Estamos falando de uma produção de 600 litros por hectare”, apontou. “Produzir biodiesel de soja é seguir o mesmo caminho equivocado do etanol de milho, de beterraba dos EUA”, destacou. Para Nogueira, o Brasil precisa investir em espécies mais produtivas. “Um material interessante é o sebo bovino, que é uma gordura de baixo custo”, sugeriu.
Rosiane Correia de Freitas - BiodieselBR.com
A estimativa da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) faz da capacidade instalada de produção de biodiesel no Brasil é equivocada. Essa é a opinião é do pesquisador Luiz Augusto Horta Nogueira, da Universidade Federal de Itajubá, que participou na segunda-feira da quarta sessão do ciclo Impactos Socioambientais dos Biocombustíveis, evento organizado pelo NESA - Núcleo de Economia Socioambiental da Universidade de São Paulo (USP).
“O que o ANP faz desconsidera as particularidades do setor. Ela pega a capacidade de produção diária e multiplica por 300 dias. Não conheço nenhuma indústria agrícola que consiga trabalhar por 300 dias no ano”, criticou.
“É esse cálculo equivocado que, acredito, acabou induzindo a implantação do B3 já neste ano”, analisou. “Como a capacidade instalada das usinas é bem maior que a demanda do B3, acredito que, se houver gargalo, será na produção agrícola”, previu. E fez um pedido: “precisamos ter acesso aos dados do programa”.
O pesquisador também fez críticas ao uso da soja na produção do biodiesel. “O custo energético desse processo é enorme. Estamos falando de uma produção de 600 litros por hectare”, apontou. “Produzir biodiesel de soja é seguir o mesmo caminho equivocado do etanol de milho, de beterraba dos EUA”, destacou. Para Nogueira, o Brasil precisa investir em espécies mais produtivas. “Um material interessante é o sebo bovino, que é uma gordura de baixo custo”, sugeriu.
Rosiane Correia de Freitas - BiodieselBR.com