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Empresa de biodiesel de algas sob suspeita

Campo de AlgasMuita pesquisa fundamental deve primeiro ser feita para tornar os sistemas algacultura competitivos e viáveis, com alguns analistas estimando que esses custos terão que...
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No longo prazo, algas podem oferecer um potencial interessante para a produção de biomassa e biocombustíveis. Mas muita pesquisa fundamental deve primeiro ser feita para tornar os sistemas algacultura competitivos e viáveis, com alguns analistas estimando que esses custos terão que

No longo prazo, algas podem oferecer um potencial interessante para a produção de biomassa e biocombustíveis. Mas muita pesquisa fundamental deve primeiro ser feita para tornar os sistemas algacultura competitivos e viáveis, com alguns analistas estimando que esses custos terão que cair 20 vezes antes que as algas possam competir com os biocombustíveis comuns. Desde que os programas de pesquisas de algas foram encerrados no início dos anos 1990, nenhuma inovação em biotecnologia ou engenharia importantes foram feitos no setor.

Porém, muitos empresários criaram depressa empresas de algas, esperando lucrar com a falação que cerca a tecnologia. Eles adquiriram o hábito questionável de divulgar press releases otimistas, mas infundados, cheios de projeções absurdas de rendimento. Muito poucas destas empresas demonstraram suas tecnologias (as que usaram fotobioreatores, que muitos pesquisadores consideraram inviável porque é muito caro). Nenhuma das empresas já demonstrou um sistema de trabalho em larga escala baseado em tanques abertos (o único sistema a ter um futuro). E com todos eles, as projeções de rendimento são até 100 vezes aquelas de resultados reais obtidos em testes de campo. Em resumo, um exagero foi criado em torno das algas que não tem a mais leve base em ciência e realidade.

Com este background em mente, não é nenhuma surpresa que os investidores da África do Sul se sentem traídos por uma empresa de algas que continua emitindo press releases com números falsos e expectativas absurdas. O colapso virtual da Beers Fuel, que prometeu à África do Sul vastas quantidades de biodiesel barato produzido de algas, deixou um mau cheiro na indústria de biocombustíveis de lá.

A empresa se juntou à GreenFuel Technology dos EUA - outra empresa de algas - cuja tecnologia licenciou. Mas no que foi um golpe para a onda das algas, o acordo de licenciamento foi encerrado devido a “não-performance” da De Beers.

A empresa de algas foi recentemente 'exposta ' por um programa investigativo como uma fraude e o jornal Engineering News agora acha que os investidores na empresa, hoje só têm papel para mostrar como dinheiro. Nenhuma planta foi construída e a empresa tem despejado números falsos sobre o potencial da tecnologia e declarações incorretas sobre seu livro de pedidos:
A quantia de dinheiro perdido pelos investidores, e o número de investidores não podiam ser determinados devido a informações contraditórias sobre o valor e número de plantas vendidas.

A De Beers Fuel comercializou o conceito sob a marca Infiniti Biodiesel. Os acionistas tinham promessas de plantas capazes de produzir dezenas de milhares de litros de biodiesel por dia, e áreas exclusivas de compensação. Estas plantas iriam processar inicialmente óleos vegetais convencionais, como óleo de girassol.

Porém, do lançamento público da empresa em diante, uma fonte mais excitante, ainda que um pouco estranha, de matéria prima alternativa era propagada - algas. A De Beers Fuel começou uma relação com a Green- Fuel Technology Corporation, dos EUA, que tem trabalhado no desenvolvimento de uma variedade de algas adequada à produção de biocombustíveis.

Um dos fundadores da GreenFuel Technology, Dr Isaac Berzin, pesquisou o uso de algas na Estação Espacial International e no Massachusetts Institute of Technology. Berzin e o diretor internacional da GreenFuel Technology Paul Rodzianko visitaram a África do Sul em novembro.

O fundador da Beers Fuel, Frik de Beer e o conselheiro da empresa, Hendy Schoon-bee, fizeram elogios às algas como uma matéria-prima para produção de biocombustíveis durante uma visita de mídia para a demonstração do bioreator de algas da empresa em Mookgopong (antes Naboomspruit), que coincidiu com visita do Berzin e Rodzianko.

Também acompanhando o grupo estava Stretch Fowler, da Green Star Products, a empresa americana contratada por De Beers para construir 90 reatores de biodiesel de alta pressão, e Matthias Wackerbauer, da MWK Biogas, da Alemanha.

Na hora da visita, a mídia foi informada sobre os planos ambiciosos da De Beers Fuel de produzir matéria-prima para entre 16 bilhões e 24 bilhões de litros de biocombustíveis por ano.

Além disso, ao proporcionar a propagação de grandes volumes de matéria-prima renovável de algas relativamente barata, a De Beers limitaria o uso de matérias primas de alimentos como girassol e soja, na produção de biocombustível local.

Além de proporcionar biocombustíveis à África do Sul, a tecnologia de algas consumiria gás carbônico, já que as algas dependem de grandes quantias de gás carbônico para seu rápido crescimento. Foram feitos planos para deslocar uma unidade de avaliação de combustível na usina Kelvin, em Johannesburg.

A tecnologia também seria testada em outros locais na África do Sul. Para provar a capacidade da De Beers, uma planta de produção era mostrada aos visitantes, que, de acordo com a De Beer, produziria 144.000 litros/dia de biodiesel e estava operando 25 dias por mês, e tinha 50 milhões de litros de diesel em seus pedidos todo mês.

Porém, em 1° de abril, o popular programa investigativo Carte Blanche 'expôs ' a empresa quando mostrou um programa sobre a De Beers Fuel. Quando questionada por Carte Blanche, a De Beer disse que a empresa só vendeu 41.000 litros de biodiesel e tem 39.000 litros em seus tanques, prontos para serem vendidos.

E enquanto investidores na De Beers e Infiniti Biodiesel recebiam a impressão de que as algas eram uma solução quase imediata para a escassez antecipada de óleos vegetais para a produção de biocombustíveis, na verdade, a produção de matéria-prima de algas é vista como uma tecnologia de terceira de geração.

Rodzianko então disse que, “em um ritmo acelerado, o mais rápido uma instalação em escala comercial estaria disponível [seria] provavelmente no final do próximo ano, para o início de 2009”.

Mesmo depois de ser exposta, a De Beers continuou a publicar em seu de site da web declarações não realistas sobre sua capacidade. A empresa também continua a assinalar sua relação com a GreenFuel Technology, que recebeu o prestigioso Prêmio Frost e Sullivan de inovação tecnológica do ano.

A GreenFuel desde então terminou o acordo de licenciamento com a De Beers Fuel devido a “não-performance”. Também solicitou que a empresa remova qualquer referência ao acordo do seu site da web.

O desenho abaixo mostra uma fazenda de algas:
Fazenda de Algas

Tradução BiodieselBR

Fontes (em Inglês):
Investors in 'fuel-from-algae' scheme left high and dry
‘Dead’ biofuel-from-algae initiative leaves a stink
GreenOptions
Biopact

Tags Algas
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