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Eleições: Serra fala em incentivos; Dilma promete aumento de energias renováveis

A BiodieselBR fez uma pesquisa entre os documentos que registram o programa de governo dos dois presidenciáveis.
BiodieselBR.com 5 min de leitura
A BiodieselBR fez uma pesquisa entre os documentos que registram o programa de governo dos dois presidenciáveis. Há cinco dias da eleição que irá escolher o próximo presidente do Brasil, as propostas de ambos os candidatos - Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) - para o setor de biocombustíveis ainda parecem bastante genéricas.

Há cinco dias da eleição que irá escolher o próximo presidente do Brasil, as propostas de ambos os candidatos - Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) - para o setor de biocombustíveis ainda parecem bastante genéricas. A BiodieselBR fez uma pesquisa entre os documentos que registram o programa de governo dos dois presidenciáveis e não encontrou nenhuma menção direta ao biodiesel, programa nacional implantado em 2005 e que este ano irá produzir 2 bilhões de litros de combustível.

A principal proposta de José Serra para o setor de energias renováveis é a de conceder incentivos para a economia de baixo carbono, o que pode contemplar a produção de biodiesel. Já Dilma Rousseff fala em aumentar os investimentos para que a participação de fontes de energia limpa na matriz energética brasileira avance.

As propostas da candidata do PT à presidência também falam em redução das emissões de CO2 e na integração das políticas públicas com conceitos de sustentabilidade ambiental. Além disso, Dilma também promete incentivar o uso de veículos movidos a biocombustíveis além de "continuar aumentando os investimentos em pesquisas em energias alternativas, inclusive em novas tecnologias de biocombustíveis".

O tucano José Serra estipula, em suas propostas, a implantação de uma "Politica Nacional de Mudanças Climáticas, com metas compulsórias de redução de emissão de carbono e incentivos à Economia de Baixo Carbono". Ele também propõe investir em novas tecnologias para ampliar a geração de energia a partir de fontes renováveis e não poluentes. No setor da agricultura, Serra promete a reestruturação das dívidas dos agricultores familiares e a concessão de financiamentos até 20 mil reais com juro zero.

Confira abaixo as principais propostas de ambos:

José Serra

- Conceder incentivos na direção de uma economia de baixo carbono
- Explorar melhor fontes energéticas renováveis e não poluentes
- Implantar uma Politica Nacional de Mudanças Climáticas, com metas compulsórias de redução de emissão de carbono e incentivos à Economia de Baixo Carbono
- Investir em eficiência energética e novas tecnologias, ampliando a geração de energia de fontes renováveis e não poluentes.
- Antecipar o cronograma de redução do enxofre no diesel, garantindo a distribuição do óleo diesel limpo S10 nas regiões metropolitanas e do diesel S50 no interior
- Explorar de modo racional o potencial energético das nossas fontes renováveis e "limpas"
- Fortalecer o Pronaf, reduzindo a burocracia nos bancos, promovendo a reestruturação das dívidas existentes e fixar taxa zero de juros nos financiamentos até o limite de R$ 20 mil.
- Ampliar o Seguro Rural para garantir a renda do produtor, especialmente do agricultor familiar.

Dilma Rousseff

Combinar o crescimento econômico com baixo índice de emissão per capita de CO2:
- acelerar o crescimento econômico com baixo índice de emissões de CO2 per capita e preparar o País para o enfrentamento das mudanças globais do clima;
- cumprir as metas de redução das emissões de gases do efeito estufa, de 36,1% a 38,9% até o ano de 2020, conforme o Plano Nacional sobre Mudança do Clima, dando especial atenção à redução de 80% desmatamento da Amazônia. Embora o bioma Amazônia seja o eixo principal dessa política, seus princípios valem para os demais biomas;
- trabalhar pela criação de um arcabouço institucional para coordenar a implantação da Política Nacional de Mudanças Climáticas

Avançar na integração da sustentabilidade ambiental às políticas públicas:
- aprofundar a incorporação da sustentabilidade ambiental, de forma transversal e integrada, às políticas públicas, programas e atividades governamentais;
- aprimorar os critérios ambientais nas políticas de incentivos e de crédito com recursos públicos;
- continuar incentivando o investimento em pesquisa e em novas tecnologias para o desenvolvimento sustentável;
- fomentar a geração de emprego e renda por meio de negócios sustentáveis;
- fortalecer a cadeia de bens e serviços ambientais, articulada com a Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP) em áreas prioritárias como a florestal, o saneamento, a siderurgia, as energias renováveis e as construções sustentáveis.

Ampliar a matriz energética limpa e promover a eficiência energética nos transportes:
- continuar investindo na melhoria constante da matriz energética atual já considerada limpa dada à elevada participação das fontes renováveis (46%) aumentando os investimentos em oferta de energia de fontes renováveis: hidrelétrica eólica, solar e biomassa.
- continuar aumentando os investimentos em pesquisas em energias alternativas, inclusive em novas tecnologias de biocombustíveis;
- buscar a melhoria da matriz de transporte reduzindo custos e emissões de CO2 por meio do aumento da participação relativa dos modais ferroviário e hidroviário;
- priorizar, nas grandes cidades, o investimento em meios de transporte coletivos, como metrô e ônibus e formas alternativas, como ciclovias, além de incentivar o uso de automóveis movidos a biocombustíveis e a energia elétrica.

Confira aqui entrevista realizada pela BiodieselBR com a candidata Dilma Rousseff. Serra optou por não dar entrevista.

Rosiane Correia de Freitas - BiodieselBR.com
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