BiodieselBR
Publicidade

Demanda e matéria-prima não acompanha projetos

Se todos os projetos de usinas de biodiesel saírem do papel, vai sobrar combustível no Brasil, mesmo para a mistura de 5%, prevista para 2013.
. 3 min de leitura
Se todos os projetos de usinas de biodiesel saírem do papel, vai sobrar combustível no Brasil, mesmo para a mistura de 5%, prevista para 2013. O país poderá exportar o excedente, competindo com os produtores europeus, que dominam o setor. O que desafia o programa, no entanto, é a falta de matéria-prima.

 Se todos os projetos de usinas de biodiesel saírem do papel, vai sobrar combustível no Brasil, mesmo para a mistura de 5%, prevista para 2013. O país poderá exportar o excedente, competindo com os produtores europeus, que dominam o setor. O que desafia o programa, no entanto, é a falta de matéria-prima. Se continuarem dependentes da soja, as usinas terão sua viabilidade colocadas em xeque. E a questão não é só econômica, mas também social, uma vez que o setor pode acabar forçando aumento nos preços dos alimentos.

“Não temos mercado para a capacidade de produção instalada, de 3 bilhões de litros ao ano. É mais que o dobro do que vamos consumir a partir de julho, com o B3”, calcula o coordenador do Programa Nacional do Biodiesel Arnoldo Anacleto de Campos, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Por outro lado, um dos pontos mais difíceis do programa é organizar os arranjos produtivos que envolvem a agricultura familiar e garantem uma diversidade maior de matéria-prima.

A pressão sobre o preço dos alimentos, em sua avaliação, vai depender de como a indústria responder ao aumento da demanda por soja. “Se o setor deixar de exportar grão para produzir mais óleo para as usinas não deve haver tanta pressão nos preços”, observa. “Há três ou quatro anos, sobrava óleo de soja no mercado interno. Em certa medida, o biodiesel de soja é um subproduto, porque o óleo é menos expressivo que o farelo”, acrescenta. A concentração de óleo no grão de soja fica em torno de 20%.

As regiões produtoras de soja ou com boa estrutura de transporte são as preferidas pelas usinas. No Paraná atualmente há apenas duas usinas em funcionamento, ambas em Rolândia: a Big Frango, que tem capacidade para 12 milhões de litros/ano e produz para consumo próprio, e a Biopar, que tem autorização para 36 milhões de litros/ano e passa a produzir para a Petrobrás neste mês.

Uma terceira usina, a Biolix, também de Rolândia, foi temporariamente desativada.

Fonte: Gazeta do Povo
Compartilhar:

Artigos relacionados