Ainda pouco conhecido no país, o crambe tem grande teor de óleo e se tornou uma boa opção na produção de biodiesel.
Agricultores de Mato Grosso do Sul estão colhendo a safra de crambe. O grão, ainda pouco conhecido no país, tem grande teor de óleo e se tornou uma boa opção na produção de biodiesel.
O desempenho do trator está bem melhor. O veículo é usado para testes. O abastecimento feito com óleo in natura de crambe gera uma economia de 1,5 litro de combustível por hora quando comparado ao diesel. Este óleo é resultado do esmagamento e da filtragem das sementes da planta.
“Ele precisa sofrer modificações para funcionar corretamente”, explicou Helton José Erbes, técnico agrícola da Fundação MS.
O crambe tem origem na região do mediterrâneo. A Fundação MS, de Mato Grosso do Sul, desenvolve pesquisas com a planta desde 1995. E já prepara sementes para os produtores rurais. O crambe se comporta bem como cultura de outono inverno. Tem ciclo de desenvolvimento de 90 dias e é muito tolerante a seca.
O custo para se produzir um hectare com crambe é de R$ 350 em média. E a produção de uma área pode resultar em 1,5 mil quilos de semente, que, processada, chega a 600 litros de óleo. É o dobro do que o produzido pela soja, por exemplo. Isso porque o crambe tem teor de óleo de 38%.
A semente de crambe não é usada para alimentação. A sua principal vantagem é mesmo a produção de óleo.
Um processo mecanizado. No campo a colheitadeira usada em outras culturas tira da terra um novo produto. A planta não exige tratos culturais específicos.
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Nesta safra de inverno a fundação cultivou três mil hectares em conjunto com agricultores da região de Maracaju, a 150 quilômetros de campo grande. Grãos vão servir de semente. A boa produtividade deve proporcionar o plantio de cem mil hectares no próximo ano.
“Nós estimamos que em torno de 20% da área normalmente cultivada com o crambe é suficiente para o produtor ser auto-suficiente em combustível para a condução de sua propriedade”, falou Carlos Pitol, agrônomo da Fundação MS.
De acordo com as pesquisas da fundação, a saca de 60 quilos do crambe poderia ser comercializada este ano a uma média de R$ 30.
Globo Rural
Agricultores de Mato Grosso do Sul estão colhendo a safra de crambe. O grão, ainda pouco conhecido no país, tem grande teor de óleo e se tornou uma boa opção na produção de biodiesel.
O desempenho do trator está bem melhor. O veículo é usado para testes. O abastecimento feito com óleo in natura de crambe gera uma economia de 1,5 litro de combustível por hora quando comparado ao diesel. Este óleo é resultado do esmagamento e da filtragem das sementes da planta.
“Ele precisa sofrer modificações para funcionar corretamente”, explicou Helton José Erbes, técnico agrícola da Fundação MS.
O crambe tem origem na região do mediterrâneo. A Fundação MS, de Mato Grosso do Sul, desenvolve pesquisas com a planta desde 1995. E já prepara sementes para os produtores rurais. O crambe se comporta bem como cultura de outono inverno. Tem ciclo de desenvolvimento de 90 dias e é muito tolerante a seca.
O custo para se produzir um hectare com crambe é de R$ 350 em média. E a produção de uma área pode resultar em 1,5 mil quilos de semente, que, processada, chega a 600 litros de óleo. É o dobro do que o produzido pela soja, por exemplo. Isso porque o crambe tem teor de óleo de 38%.
A semente de crambe não é usada para alimentação. A sua principal vantagem é mesmo a produção de óleo.
Um processo mecanizado. No campo a colheitadeira usada em outras culturas tira da terra um novo produto. A planta não exige tratos culturais específicos.
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Nesta safra de inverno a fundação cultivou três mil hectares em conjunto com agricultores da região de Maracaju, a 150 quilômetros de campo grande. Grãos vão servir de semente. A boa produtividade deve proporcionar o plantio de cem mil hectares no próximo ano.
“Nós estimamos que em torno de 20% da área normalmente cultivada com o crambe é suficiente para o produtor ser auto-suficiente em combustível para a condução de sua propriedade”, falou Carlos Pitol, agrônomo da Fundação MS.
De acordo com as pesquisas da fundação, a saca de 60 quilos do crambe poderia ser comercializada este ano a uma média de R$ 30.
Globo Rural
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