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Comando da Ecodiesel não sabe se demissão de executivos foi discutida anteriormente

Na semana passada a Brasil Ecodiesel informou a exoneração de dois dos principais executivos da empresa. A decisão repentina pegou de surpresa o mercado. O atual presidente da empresa, Eduardo de Come, falou em primeira mão à BiodieselBR
BiodieselBR.com 4 min de leitura
Na semana passada a Brasil Ecodiesel informou a exoneração de dois dos principais executivos da empresa. A decisão repentina pegou de surpresa o mercado. O atual presidente da empresa, Eduardo de Come, falou em primeira mão à BiodieselBR

 Na semana passada a Brasil Ecodiesel informou a exoneração de dois dos principais executivos da empresa. A decisão repentina pegou de surpresa o mercado. O atual presidente da empresa, Eduardo de Come, falou em primeira mão à BiodieselBR e informou não saber se a saída dos executivos chegou a ser discutida antes pelo conselho.

A saída de Mauro Cerchiari, diretor presidente da empresa, e Charles Mann de Toledo, diretor de Relações com Investidores, foi informada no final do dia da última quinta-feira em comunicado ao mercado. O atual diretor administrativo-financeiro da companhia, Eduardo de Come, vai acumular interinamente as funções de Cerchiari e Mann.

Cerchiari e Mann de Toledo participaram ativamente do processo de redirecionamento estratégico da companhia adotado desde junho do ano passado. Come diz não saber se a saída dos executivos chegou a ser discutida antes pelo conselho e que não havia nada que indicava a saída deles no curto prazo.  “Não existe um fato pontual e não houve divergência explícita. O que motivou o conselho a tomar a decisão foi a necessidade de dar uma velocidade maior às ações e fazer alguns ajustes na condução do processo de redirecionamento estratégico”. Come afirmou que o conselho vai dar continuidade ao planejamento estratégico atualmente em curso e que não haverá mudanças de rota.

Ainda não há nomes para substituir os cargos deixados pelos antigos executivos. “O conselho de administração vai buscar nomes no mercado, mas ainda não há prazo para isso”, diz, afirmando que não haverá substituição no cargo de diretor de Relacionamento com Investidores. Por hora, na prática, diz Come, as decisões serão compartilhadas entre ele e Guilherme Raposo, diretor executivo de operações.

O executivo acrescenta que até o final do ano a empresa vai tomar medidas para aumentar a eficiência tecnológica, reduzindo custos industriais e o consumo de matéria-prima. A companhia vai deslocar os ativos improdutivos (as usinas de Crateús e Floriano, desativadas no final de 2009) e vender fazendas que estão sem produção. “Isso vai reduzir nossos custos e melhorar nossa competitividade”. Ele também acrescenta que não tem preocupação com a manutenção do selo social das usinas e que em 2011 serão iniciados novos projetos para inserir a agricultura familiar no fornecimento de matéria-prima e recuperar o selo das usinas de Itaqui (MA) e Iraquara (BA).

Apesar de ao longo dos anos a empresa estar perdendo participação no mercado e ter um custo de produção de biodiesel superior ao preço médio do último leilão, o atual presidente diz que a empresa continuará no mercado. “Nós temos vocação para sermos grandes produtores de biodiesel. Não temos intenção de sair desse mercado, seja ele com leilões ou livre comercialização”.

Sobre o resultado do último pregão ele justifica que a empresa reduziu o volume de venda no leilão porque os preços estavam muito baixos e não remuneravam adequadamente os custos de produção. “Hoje temos um caixa confortável. Não vamos queimar esse caixa vendendo biodiesel por preços tão baixos”, diz.

Para Come a saída dos dois diretores não teve relação com o último leilão. “O mercado de biodiesel é novo e tem um prazo longo de maturação dos investimentos, principalmente na parte agrícola. Não dá para alterar os rumos por causa de um leilão que dura só três meses”, diz Come.

Alice Duarte – BiodieselBR.com
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