Na próxima sexta-feira (9) será feito o primeiro esmagamento comercial
de pinhão-manso no Brasil, um marco importante para a cultura da
oleaginosa e para a produção de biodiesel.
Na próxima sexta-feira (9) será feito o primeiro esmagamento comercial de pinhão-manso no Brasil, um marco importante para a cultura da oleaginosa e para a produção de biodiesel. Serão processadas aproximadamente 100 toneladas de grãos e obtidos em torno de 34 toneladas de óleo bruto. O produto será extraído e semi-refinado na sede da Fusermann – Refinaria Nacional de Petróleo Vegetal, de Barbacena (MG), e enviado para os Estados Unidos para a produção de bioquerosene. Posteriormente o combustível será testado por uma empresa de aviação comercial de grande porte no Brasil.
O volume a ser processado é fruto da produção parcial das empresas Fusermann, Biojan Agro Industrial Ltda. (Janaúba - MG), Saudibras (Caseara - TO), Caramuru (Itumbiara - GO), Curcas Diesel (Jales - SP) e Bioauto (Nova Mutum - MT). Desta parceria surgiu o consórcio JatrophaBR, cujo objetivo é fortalecer o fomento do cultivo e o uso do óleo de pinhão-manso no país. O nome da companhia aérea que realizará os testes com o bioquerosene ainda não foi divulgado devido a uma cláusula de confidencialidade do contrato firmado entre os parceiros.
A solenidade de execução do primeiro esmagamento comercial da oleaginosa está programada para as 16h30 com a presença do coordenador de Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Denilson Ferreira, do secretário de Estado de Governo de Minas Gerais, Danilo de Castro e do coordenador de Agroenergia do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Marco Antônio Viana Leite.
Lavouras
A área plantada da Fusermann hoje é de 1.230 hectares, com idade média das lavouras de 2,5 anos. Parte desta área, cerca de 100 hectares, é de cultivo próprio e o restante é cultivado em parceria com a agricultura familiar de 16 municípios localizados num raio de 200 quilômetros de Barbacena (MG), com áreas médias de cinco hectares cada. “Esses cultivos estão sendo feitos de várias formas, desde o cultivo ‘solteiro’ até consorciado com pastagens, milho, feijão, amendoim, entre outras culturas. Neste ano estamos fomentando também o cultivo de amendoim entre os agricultores de nossa região”, informa Luciano Piovesan Leme, diretor-executivo da Fusermann.
Por se tratar de áreas de cultivo de diversas propriedades, existe uma variação grande de produtividade. Segundo Leme, a média da primeira colheita de 2009 ficou em 850 quilos por hectare nas lavouras com idade de 2,5 anos, que representam cerca de 20% do total cultivado. O restante, com um ano de idade, ainda está com produção muito baixa. “Por outro lado, nas lavouras das empresas parceiras do consórcio, a produtividade tem sido bem maior, demonstrando que a cultura atingirá facilmente a produtividade esperada de 4 a 5 mil kg/ha ao ano”, diz o executivo.
Já para a segunda colheita deste ano, a Fusermann estima aumentar a produtividade das lavouras mais maduras para algo em torno de 1.500 kg/ha e nas demais áreas para uma média de 500 kg/ha. Espera-se que a partir de 2011 as lavouras da empresa estejam com volume de produção em escala comercial.
O otimismo com o potencial do pinhão-manso se traduz nas metas de expansão do cultivo. A partir de 2010, a empresa planeja plantar 3 mil hectares por ano até atingir uma área de 15 mil hectares em 2015.
Reestruturação
Desde 2006 a Fusermann tem autorização da ANP para produzir biodiesel em uma pequena usina com capacidade para 4 milhões litros/ano. A unidade está inacabada e nunca chegou a vender o combustível nos leilões. Segundo o diretor-executivo da empresa, a planta industrial deverá ser concluída este ano e entrar em operação em fevereiro de 2010. Isso seria um dos resultados da mudança na estrutura societária da empresa no começo deste ano. Conforme explica Leme, desde então foi iniciada uma reestruturação administrativa e financeira, com o direcionamento dos negócios para o processamento de caroço de algodão e amendoim. A empresa está investindo na ampliação da capacidade de produção, com a compra de novos equipamentos de esmagamento, ampliação da estrutura de semi-refino de óleos, da tancagem, dos armazéns para matéria-prima e para farelos/tortas e ampliação do laboratório de análises de óleos e farelos.
Este ano serão processadas 15 mil toneladas de amendoim, sendo que 70% da produção de óleo será direcionada para Europa e Ásia e 30% para o mercado interno. Ainda serão esmagadas cerca de 5 mil toneladas de caroço de algodão para atender ao mercado interno de lubrificantes e biodiesel.
Alice Duarte - BiodieselBR.com
Na próxima sexta-feira (9) será feito o primeiro esmagamento comercial de pinhão-manso no Brasil, um marco importante para a cultura da oleaginosa e para a produção de biodiesel. Serão processadas aproximadamente 100 toneladas de grãos e obtidos em torno de 34 toneladas de óleo bruto. O produto será extraído e semi-refinado na sede da Fusermann – Refinaria Nacional de Petróleo Vegetal, de Barbacena (MG), e enviado para os Estados Unidos para a produção de bioquerosene. Posteriormente o combustível será testado por uma empresa de aviação comercial de grande porte no Brasil.
O volume a ser processado é fruto da produção parcial das empresas Fusermann, Biojan Agro Industrial Ltda. (Janaúba - MG), Saudibras (Caseara - TO), Caramuru (Itumbiara - GO), Curcas Diesel (Jales - SP) e Bioauto (Nova Mutum - MT). Desta parceria surgiu o consórcio JatrophaBR, cujo objetivo é fortalecer o fomento do cultivo e o uso do óleo de pinhão-manso no país. O nome da companhia aérea que realizará os testes com o bioquerosene ainda não foi divulgado devido a uma cláusula de confidencialidade do contrato firmado entre os parceiros.
A solenidade de execução do primeiro esmagamento comercial da oleaginosa está programada para as 16h30 com a presença do coordenador de Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Denilson Ferreira, do secretário de Estado de Governo de Minas Gerais, Danilo de Castro e do coordenador de Agroenergia do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Marco Antônio Viana Leite.
Lavouras
A área plantada da Fusermann hoje é de 1.230 hectares, com idade média das lavouras de 2,5 anos. Parte desta área, cerca de 100 hectares, é de cultivo próprio e o restante é cultivado em parceria com a agricultura familiar de 16 municípios localizados num raio de 200 quilômetros de Barbacena (MG), com áreas médias de cinco hectares cada. “Esses cultivos estão sendo feitos de várias formas, desde o cultivo ‘solteiro’ até consorciado com pastagens, milho, feijão, amendoim, entre outras culturas. Neste ano estamos fomentando também o cultivo de amendoim entre os agricultores de nossa região”, informa Luciano Piovesan Leme, diretor-executivo da Fusermann.
Por se tratar de áreas de cultivo de diversas propriedades, existe uma variação grande de produtividade. Segundo Leme, a média da primeira colheita de 2009 ficou em 850 quilos por hectare nas lavouras com idade de 2,5 anos, que representam cerca de 20% do total cultivado. O restante, com um ano de idade, ainda está com produção muito baixa. “Por outro lado, nas lavouras das empresas parceiras do consórcio, a produtividade tem sido bem maior, demonstrando que a cultura atingirá facilmente a produtividade esperada de 4 a 5 mil kg/ha ao ano”, diz o executivo.
Já para a segunda colheita deste ano, a Fusermann estima aumentar a produtividade das lavouras mais maduras para algo em torno de 1.500 kg/ha e nas demais áreas para uma média de 500 kg/ha. Espera-se que a partir de 2011 as lavouras da empresa estejam com volume de produção em escala comercial.
O otimismo com o potencial do pinhão-manso se traduz nas metas de expansão do cultivo. A partir de 2010, a empresa planeja plantar 3 mil hectares por ano até atingir uma área de 15 mil hectares em 2015.
Reestruturação
Desde 2006 a Fusermann tem autorização da ANP para produzir biodiesel em uma pequena usina com capacidade para 4 milhões litros/ano. A unidade está inacabada e nunca chegou a vender o combustível nos leilões. Segundo o diretor-executivo da empresa, a planta industrial deverá ser concluída este ano e entrar em operação em fevereiro de 2010. Isso seria um dos resultados da mudança na estrutura societária da empresa no começo deste ano. Conforme explica Leme, desde então foi iniciada uma reestruturação administrativa e financeira, com o direcionamento dos negócios para o processamento de caroço de algodão e amendoim. A empresa está investindo na ampliação da capacidade de produção, com a compra de novos equipamentos de esmagamento, ampliação da estrutura de semi-refino de óleos, da tancagem, dos armazéns para matéria-prima e para farelos/tortas e ampliação do laboratório de análises de óleos e farelos.
Este ano serão processadas 15 mil toneladas de amendoim, sendo que 70% da produção de óleo será direcionada para Europa e Ásia e 30% para o mercado interno. Ainda serão esmagadas cerca de 5 mil toneladas de caroço de algodão para atender ao mercado interno de lubrificantes e biodiesel.
Alice Duarte - BiodieselBR.com
Tags
Jatropha curcas