Em documento a ANP defendeu a não inclusão do B10 para 2015 e se manifestou contra a liberação do uso do óleo vegetal em motores diesel.
A liberação do uso do óleo vegetal em motores diesel no Brasil seria uma medida precoce e potencialmente ruim para os consumidores. A opinião é da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A entidade se manifestou contrariamente a inclusão do tema no marco regulatório do setor de biocombustíveis. A opinião do órgão está registrada no relatório do Grupo de Trabalho do Senado responsável pelo projeto de lei que regulamenta o setor.
Para a ANP, “o uso de óleo vegetal, puro ou em mistura, como combustível constitui-se tema não equacionado tecnicamente”. “O produto não é especificado pela ANP, nem os motores dos veículos estão homologados para utilizá-lo. Tais fatos implicarão a perda da garantia dos motores concedida pelas montadoras”, defende o órgão. A agência diz ainda que “o controle de qualidade e a fiscalização da comercialização ficariam extremamente dificultados em caso de disseminação de uso do produto, com prejuízos para o consumidor e para o mercado”.
O artigo do projeto que menciona a possibilidade de autorização para uso do óleo vegetal em veículos diesel, no entanto, foi mantido pelos senadores, apesar da ANP e também o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom) terem se manifestado contrários à medida.
B10 para 2015
No documento a ANP também defendeu a não inclusão do B10 para 2015 no texto do projeto. “Estudos e pesquisas são impositivos antes de determinar o aumento do teor de adição de biodiesel ao diesel”, decreta a entidade. A menção a antecipação do teor de 10% de biodiesel no diesel foi retirada da redação final do projeto. A instituição também é contrária a liberação da venda direta de biocombustíveis do produtor para o revendedor.
A agência defendeu que a fiscalização da comercialização de biocombustível permaneça sob sua responsabilidade e apenas as atividades agrícolas inerentes ao setor integrem o escopo de atuação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Também solicitou que o incentivo a construção de uma estrutura dutoviária no país não exclua nenhum biocombustível.
Rosiane Correia de Freitas - BiodieselBR.com
A liberação do uso do óleo vegetal em motores diesel no Brasil seria uma medida precoce e potencialmente ruim para os consumidores. A opinião é da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A entidade se manifestou contrariamente a inclusão do tema no marco regulatório do setor de biocombustíveis. A opinião do órgão está registrada no relatório do Grupo de Trabalho do Senado responsável pelo projeto de lei que regulamenta o setor.
Para a ANP, “o uso de óleo vegetal, puro ou em mistura, como combustível constitui-se tema não equacionado tecnicamente”. “O produto não é especificado pela ANP, nem os motores dos veículos estão homologados para utilizá-lo. Tais fatos implicarão a perda da garantia dos motores concedida pelas montadoras”, defende o órgão. A agência diz ainda que “o controle de qualidade e a fiscalização da comercialização ficariam extremamente dificultados em caso de disseminação de uso do produto, com prejuízos para o consumidor e para o mercado”.
O artigo do projeto que menciona a possibilidade de autorização para uso do óleo vegetal em veículos diesel, no entanto, foi mantido pelos senadores, apesar da ANP e também o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom) terem se manifestado contrários à medida.
B10 para 2015
No documento a ANP também defendeu a não inclusão do B10 para 2015 no texto do projeto. “Estudos e pesquisas são impositivos antes de determinar o aumento do teor de adição de biodiesel ao diesel”, decreta a entidade. A menção a antecipação do teor de 10% de biodiesel no diesel foi retirada da redação final do projeto. A instituição também é contrária a liberação da venda direta de biocombustíveis do produtor para o revendedor.
A agência defendeu que a fiscalização da comercialização de biocombustível permaneça sob sua responsabilidade e apenas as atividades agrícolas inerentes ao setor integrem o escopo de atuação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Também solicitou que o incentivo a construção de uma estrutura dutoviária no país não exclua nenhum biocombustível.
Rosiane Correia de Freitas - BiodieselBR.com