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O momento perfeito para o lançamento do RenovaBio

A saída dos EUA do acordo de Paris cria uma oportunidade para que o governo brasileiro assuma uma posição global de destaque com o RenovaBio.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
A saída dos EUA do acordo de Paris tem um impacto político muito forte. As críticas a posição do presidente Trump estão vindo de todos cantos do mundo. E não é por menos. Sair do acordo de Paris mostra uma obtusidade que ninguém queria acreditar que um presidente dos Estados Unidos poderia ter.

A saída dos EUA do acordo de Paris tem um impacto político muito forte. As críticas a posição do presidente Trump estão vindo de todos cantos do mundo. E não é por menos. Sair do acordo de Paris mostra uma obtusidade que ninguém queria acreditar que um presidente dos Estados Unidos poderia ter.

Para o governo brasileiro a declaração de Trump é uma oportunidade única de conseguir notícias positivas em meio ao lamaçal que escorre do governo com as denúncias da Lava Jato.

Para o presidente Michel Temer esta é uma oportunidade única para lançar o RenovaBio, um grande projeto de redução das emissões de carbono. Com a apresentação dessa iniciativa, que está sendo desenvolvida desde o ano passado, as repercussões positivas para o presidente seriam internacionais.

O projeto do RenovaBio já está em revisão pela Casa Civil e um evento na próxima semana capitalizaria a comoção da mídia nacional e mundial após o desrespeito às gerações futuras mostrada por Trump.

Em uma cerimônia para toda a imprensa e empresários do setor de biocombustíveis, o presidente Michel Temer reforçaria a posição brasileira sobre o Acordo de Paris. Ele poderia até usar parte da nota que o Ministério das Relações Exteriores e o Ministério do Meio Ambiente soltaram. Nesta nota, o governo mostrou que “o Brasil continua comprometido com o esforço global de combate à mudança do clima e com a implementação do Acordo de Paris. O combate à mudança do clima é processo irreversível, inadiável e compatível com o crescimento econômico, em que se vislumbram oportunidades para promover o desenvolvimento sustentável e para novos ganhos em setores de vanguarda tecnológica.”

O presidente poderia seguir dizendo que está lançando um programa que pretende reduzir as emissões de carbono dos combustíveis brasileiros. E mais, que essa redução proporcionada pela bioenergia cria as condições para o país ultrapassar a meta definida durante a COP21, seria assim uma forma de mitigar os impactos da saída dos EUA do acordo. E ainda conclamaria outros países a fazer o mesmo. Mostrando uma compreensão, em linha com a Agência Internacional de Energia, de que estimular os biocombustíveis traz mais ganho econômico.

Temer concluiria dizendo que o Brasil é líder no uso de energias renováveis no mundo e que o uso dessas fontes será ainda maior nas próximas décadas, porque ele e o Brasil se preocupam com as gerações futuras.

Um anúncio nessa linha, se feito logo, tem potencial para repercutir pelo mundo. A decisão do atual presidente dos EUA deve servir como um fator de pressão para que a Casa Civil e o Ministério da Fazenda agilizem sua avaliação do RenovaBio. Se o mesmo anúncio fosse feito no final do mês o destaque seria muito menor.

O Brasil tem a oportunidade de garantir o desenvolvimento de uma iniciativa capaz de trazer crescimento econômico com redução das emissões, ao mesmo tempo que reforça sua posição de destaque no cenário mundial de renováveis.

Miguel Angelo Vedana – BiodieselBR.com
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