RESUMO
Atualmente tem-se procurado desenvolver novas formas de energia com finalidade de se substituir combustíveis minerais, que não são renováveis,e a utilização de óleos vegetais tem se destacado nesta nova tendência. Seguindo essa idéia os pesquisadores procuram substituir com eficiência os de origem mineral utilizados nos motores de combustão interna.No entanto deve-se analisar se os aditivos utilizados nos lubrificantes minerais para alcançar funções necessárias também possam ser adicionados aos lubrificantes vegetais nas proporções ideais sem que ocorra nenhum dano maior aos motores.assim ao estudar a combinação destes aditivos junto aos óleos vegetais pois estes podem não se combinar impossibilitando a eficiência dos lubrificantes. Portanto o objetivo deste trabalho visa fornecer as informações de cada elemento para estes tenham a mesma ou melhor eficiência de lubrificantes de origem mineral ou sintéticos.Palavras-chave:óleos vegetais, lubrificantes, motores
Alexandre Aureliano Quintiliano ¹
Tomás de Aquino Ferreira ²
1 Acadêmico de Engenharia Agrícola da UFLA, alequinradar@hotmail.com.br
2 Adjunto DEG/UFLA, tomasaf@ufla.br
INTRODUÇÃO
As pesquisas a serem realizadas com óleos vegetais de diferentes origens deverão buscar informações para utilização destes como lubrificantes, comparando sua eficiência com outros de origem animal,e também buscar outras utilizações como a dos aditivos que tem utilidade muito diversificada e complexa.
Na seqüência são apresentadas as funções e mecanismos de ação dos aditivos de óleos lubrificantes.
RESULTADOS ESPERADOS
Os óleos deverão ser analisados entre outros em relação a viscosidade, densidade, teor de água, índice de basicidade, destilação, a insolúveis, índice de acidez, espectrometria, ponto de fluidez, ponto de fulgor,ponto de inflamação, e de combustão,congelamento,e resíduos de carbono deixados após um determinado período de tempo para que possam se enquadrar nas categorias necessárias.
Tabela 1: Aditivos de óleos lubrificantes comumente utilizados
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Aditivos |
Razões para utilização |
Mecanismo de ação |
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Antioxidante
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Evita o acumulo de verniz e borra nas partes do motor e evita a corrosão dos mancais e ligas. |
Reduz o volume de oxigênio absorvido reduzindo a formação de corpos ácidos.
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Anticorrosivos
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Evita o ataque de corrosivos nas superfícies metálicas e mancais.
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Inibe a oxidação através de formação de camada protetora nas superfícies metálicas reduzindo a oxidação catalítica |
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Detergentes
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Para evitar o depósito de borra e manter a superfície do motor limpa. |
Impedir a transformação de produtos solúveis em insolúveis. |
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Dispersantes
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Evita que a borra solúvel se deposite nas superfícies do motor |
As partículas contaminantes permanecem suspensas no óleo na forma coloidal. |
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Oleosidade
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Para reduzir o atrito e assim o desgaste
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É a formação de uma película protetora sobre as partes de contato reduzindo o atrito, evi- tando o desgaste quando uma película se rompe. |
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Preventivos
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Para evitar ferrugem nas partes de contato do motor. |
Repele a água e neutraliza os ácidos corrosivos. |
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De ativadores de metais |
Evita ou neutraliza a ação catalítica dos dos metais na oxidação |
Formação catalítica de um complexo inativo com íons metálicos solúveis ou insolúveis. |
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Agentes adesivos
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Aumento da capacidade adesiva sobre a superfície metálica formando uma camada protetora. |
Aumenta a viscosidade do lubrificante e inten- sifica suas características de adesão.
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Agentes de repulsão a água.
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Dá a propriedade de resistência a água e a graxas não saponificadas.
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Agentes de ativos que formam uma película protetora nos elementos que fornecem consis- tência as graxas ou outros componentes de lubrificantes que reduzem a afinidade pela agua |
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Emulsificantes
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Usado para emulsificar o óleos solúveis.
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Reduzem as tensões superficiais a fim de tornar o óleo disperso em água. |
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Anticépticos, bactericidas ou desinfetantes |
Usado para controlar o cheiro, espumas, manchas no metal,ruptura da emulsão nos lubrificantes tipo emulsivos. |
Usados para evitar o crescimento de bactérias que deterioram os lubrificantes.
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Redutores do ponto de fluidez |
Para baixar o ponto de fluidez dos óleos lubrificantes. |
Para evitar o crescimento e absorção de óleos sob baixa temperaturas |
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Reforçadores do Índice de viscosidade |
Para reduzir a grau de alteração de viscosi- dade dos óleo sob o efeito da temperatura. |
Aumentam a viscosidade à 210°F.
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Inibidores de espumas |
Para evitar formação de espuma estável
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Permite a desintegração da espuma rapidamen- te e desaparecer. |
CONCLUSÕES:
Os óleos vegetais apresentam grandes diferenças entre as características químicas e físicas,que deverão ser exploradas pela pesquisa, para a busca de bioalternativas para os óleos e aditivos de lubrificantes. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
SENAI- Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial -LELCO- Laboratório de Ensaios de Óleos , Lubrificantes e Combustíveis.Roman, G. TEORIA DA LUBRIFICAÇÃO vol.1 p252-253, 1967.