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Camera lança biodiesel de marca

camera440A Camera Agroalimentos está lançando uma nova marca para o seu biodiesel: CameraQ+. A iniciativa tem o objetivo de apresentar ao mercado consumidor a preocupação da empresa com a fabricação de um biodiesel de qualidade superior. “Nosso grande desafio será trabalhar a imagem de um produto que é quase uma commodity”, informa o diretor financeiro da companhia Fábio Magdaleno.

Segundo o gerente comercial, João Artur Manjabosco, a Camera já vinha desenvolvendo esse conceito há vários meses. “Nossa ideia central é levar o que o campo tem de melhor para os biocombustíveis. Nós temos 40 anos de relacionamento com os produtores rurais, especialmente da agricultura familiar, queremos conscientizar todas as pessoas que fazem parte da nossa cadeia da importância da qualidade. Para que todos possam entender que a qualidade não só como um produto especificado, mas como algo em sentido macro”, explica.

O lançamento da marca ajudará a amarrar e a jogar um pouco mais de luz sobre os esforços que a empresa vem realizando em quatro pilares: agricultura familiar, conexão com os clientes, sustentabilidade e verticalização das operações. No fundo a ambição é tornar isso um diferencial competitivo a favor a Camera.

“Desde que concebemos nossa usina de biodiesel, já trabalhávamos com a ideia de que, em algum momento, o produtor de biodiesel passaria a ter um contato mais próximo com o cliente final”, acrescenta Fábio Magdaleno. Segundo o executivo, de certa forma, a formato do sistema de comercialização do biodiesel igualava todas as usinas de biodiesel. Isso mudou na sexta-feira passada quando o Ministério de Minas e Energia (MME) anunciou os detalhes do novo modelo de leilões de biodiesel. “Se antes praticamente todo o biodiesel era igual, a partir de agora a qualidade e fatores como relacionamento, performance e capacidade de entrega passam a ser um determinante para as vendas”, justifica o executivo.

A empresa já vinha se aproximando dos clientes finais. Há mais de um ano e meio ela se tornou a fornecedora exclusiva de biodiesel para a Viação Itaim Paulista, companhia que opera uma frota de 1.800 ônibus rodando com B20 como parte do Programa Ecofrota da Prefeitura de São Paulo.  

Manjabosco ressalta que a Camera já estudava o lançamento de uma marca bem antes do anúncio do MME. “Essa já era uma tendência que estávamos observando no mercado, a simultaneidade do lançamento da CameraQ+ com o novo modelo foi coincidência”, diz.

Na prática
Uma das implicações práticas para o lançamento de uma marca no mercado de biodiesel está em fornecer uma garantia de que todo o biodiesel da Camera será feito com óleo de soja isento de blends com sebo. Essa é uma informação relevante para distribuidores que atuam em regiões sujeitas a baixas temperaturas, onde o biodiesel feito de sebo pode apresentar dificuldades.

Há outros diferenciais importantes que a marca CameraQ+ deverá ressaltar. Um deles é que, devido a seu modelo de negócios verticalizado – que vai do fornecimento das sementes aos agricultores até o transporte do biodiesel acabado –, a rastreabilidade dos produtos se torna uma possibilidade real. Segundo Magdaleno isso permitirá que a Camera possa atestar que a soja usada para a produção de seu biodiesel atende às melhores praticas agrícolas. Informação fundamental para clientes que levem em conta a performance ambiental dos produtos que compram. “Entendemos que isso, em algum momento, vai ser interpretado pelo mercado como um diferencial”, arremata o diretor.

Por enquanto a divulgação da nova marca está focada no próprio setor de biodiesel e nas distribuidoras. Mas, a possibilidade de que os esforços de comunicação sejam levados para um público ainda maior fazem parte dos planos. “Hoje a decisão de usar biodiesel não é do cliente final porque a mistura é obrigatória, mas pode ser que essa seja uma evolução do modelo mais a frente”, afirma Magdanelo.

A Camera parece ter grandes planos para o setor. Em outubro passado, adquiriu da Vanguarda Agro a usina de Rosário do Sul e, em janeiro, finalizou a ampliação de sua unidade produtiva de Ijuí. Com isso, a empresa passou a ter capacidade para fabricar 363,6 milhões de litros de biodiesel por ano. Em março, foi anunciada uma parceria com a DuPont para a construção de uma fábrica de metilato de sódio no município de Estrela (RS). E ainda está nos planos entrar para a bolsa de valores no ano que vem.
 
Fábio Rodrigues - BiodieselBR.com

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