Debandada na ANP
A Agência Nacional do Petróleo (ANP) completa dez anos no próximo dia 14 com um desfalque em seu quadro de pessoal. Dos 382 funcionários nomeados desde novembro de 2005, ano do último concurso, 26 não tomaram posse e 84 já pediram exoneração. Foram quase 30% de baixas, segundo os dados oficiais da própria agência. Nos próximos dias, pelo menos, mais um funcionário sairá. Os técnicos abandonam a agência em troca de empregos com salários maiores e planos de carreira promissores em estatais como Petrobras e BNDES. Mesmo entrando na ANP por concurso, eles continuam estudando para outras provas.
— Esse é um problema da administração direta em geral, mas com um agravante na ANP, pois há outras boas opções de concurso na mesma cidade — comenta David Zylbersztajn, primeiro diretor-geral da agência. Ele próprio se lembra de uma ex-assessora que migrou para a Petrobras. Os salários iniciais de técnicos e especialistas da agência variam de R$ 2.122 a R$ 6.044. Os valores não chegam a ser baixos, mas o conjunto de benefícios sequer é comparável ao da estatal do petróleo, que também tem sede no Rio. A agência prepara novo concurso público para este ano.
Flávia Oliveira


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