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Petrobras empregará mais de 70 mil famílias na produção de biodiesel

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quarta, 25 julho 2007 . Folha Online   
Natal - A produção de biodiesel pela Petrobras, que começará comercialmente a partir do ano que vem, deverá empregar mais de 70 mil famílias de agricultores que serão responsáveis por fornecer mamona, girassol, amendoim, algodão, dendê e outras oleaginosas. Por lei, a empresa é obrigada a comprar de 10% a 50% dos grãos da agricultura familiar, dependendo da região, para ter isenção de impostos como PIS e Cofins.

A estimativa é de que sejam necessários 315 mil hectares de área plantada para a produção das cinco usinas que a estatal pretende operar já no próximo ano. Só na região de Guamaré (RN), onde a empresa tem duas unidades experimentais de produção de biodiesel, cerca de 4 mil famílias deverão trabalhar no cultivo dos grãos.

No município de João Câmara (RN) a cerca de 120 quilômetros de Natal e 60 quilômetros das usinas, 148 famílias já trabalham em parceria com a Petrobras. No meio do semi-árido nordestino, elas colherão neste ano, pela primeira vez, sementes de girassol que serão usadas para fazer o combustível.
Divulgação

Agricultores em assentamento que planta girassol no Rio Grande do Norte

Os agricultores são antigos sem-terra que estão assentados ali há 13 anos. Moram em casas rústicas, mas todas com cisternas que foram instaladas em janeiro para guardar a água da chuva. Quase todas as casas têm também antenas parabólicas, compradas a crédito, única forma de captar o sinal da televisão.

Antes do Girassol, só o sorgo sobreviveu à falta de chuva na região. O grão era usado para alimentar os animais e vendido para mercados da região. Os agricultores tentavam plantar milho, arroz e feijão para a subsistência, mas só conseguiam colher uma em cada dez safras.

Depois de mais de uma década no lugar, é a primeira vez que o agricultor Francisco de Assis planta girassol. Ele juntou sete hectares da sua propriedade com outros sete do vizinho e plantou a flor que dará óleo. Até agora, não viu ainda o dinheiro da produção, já que a colheita é só em agosto. Mas está confiante de que, com o girassol, este ano será melhor do que os outros. "Antes, às vezes a gente tinha comida, às vezes não. Essa terra era só poeira, mas o girassol é valente. Confiando em Deus isso tudo vai dar certo", diz, apontando para a paisagem de girassol.

Cada hectare deverá render R$ 400 para o agricultor. Outros R$ 350 serão usados para pagar os custos, entre eles os recursos das máquinas e combustível adiantados pela Petrobras que se comprometeu a comprar toda a produção do assentamento.

O que sobra do Girassol --a chamada torta-- será usado para alimentar ovelhas, vacas e tilápias, criadas em um tanque artificial. A água do tanque é retirada de um poço cavado pela Petrobras no acampamento. Além disso, o projeto é usar as flores para fazer mel. Cada hectare poderá produzir até 30 quilos de mel.

Falta de grãos

O agricultor Antônio Pereira Barbosa alerta que muitas outras pessoas poderiam estar produzindo oleaginosas na região se o programa fosse estendido e se o acesso ao crédito fosse mais fácil. "Você não consegue pegar dinheiro no banco, é muita papelada, se não for casado direito não sai", reclama.

Apesar da aparente abundância de mão-de-obra, a Petrobras ainda não tem garantia de que a produção dos pequenos lavradores será suficiente para abastecer as usinas de biodiesel, o que poderá fazer com que grande parte da matéria-prima seja comprada de grande plantadores de soja.

"Ter no entorno das usinas uma produção de 50 mil toneladas de óleo vegetal não acontece da noite para o dia. Ainda não há uma tradição de cultivo de oleaginosas", pondera o gerente de Desenvolvimento Energético de Gás e Energia da Petrobras, Mozart Schmitt.

LORENNA RODRIGUES. A repórter viajou a convite da Petrobras

Revista BiodieselBR
Comentarios (6)add comment

Telmo Heinen - Formosa, Goiás :

Histórico 30 anos e Tabela:
Veja o historico de 30 safras da mamona e analise voce mesmo a conversa da noticia. Ninguém vai plantar mamona só "no Amor" porque o Lula disse que vai ser feito biodiesel. Haverá estes ingenuos sim, mas a maioria só plantará se vislumbrar uma renda neste negócio...
Ocorre porém, que os charlatães de antigamente hoje em dia são "poetas" bons de conversa, bem treinados, melhor, "capacitados" como eles mesmos dizem.
Não existe nada mais simples para considerar a produção de biodiesel, "tomando-se" o preço dos óleos vegetais NO MERCADO... (No Mercado! a maioria não entende esta linguagem) e subtraindo-se a quantidade necessária, das nossas exportações. O mundo lá de fora que se dane. O óleo é nosso e podemos fazer o que bem entendermos!
Vamos ver se a Tabela cabe neste espaço:
Mamona – Histórico dos ultimos 30 anos
Mamona – Brasil
PeríodoÁrea (mil ha)Colheita (mil t)
1976/77249,9201,5
1977/78344,0392,5
1978/79372,2345,8
1979/80439,6302,3
1980/81444,9263,8
1981/82469,3201,5
1982/83318,0189,2
1983/84415,3224,8
1984/85485,0393,0
1985/86441,4272,2
1986/87297,5115,1
1987/88267,5181,3
1988/89278,7126,3
1989/90241,5118,2
1991/91238,9133,8
1991/92180,7116,0
1992/93135,8037,5
1993/94116,7062,7
1994/95077,6044,2
1995/96121,5047,6
1996/97150,0096,4
1997/98132,6018,8
1998/99092,9031,1
1999/00195,4107,4
2000/01161,4079,9
2001/02126,1072,4
2002/03128,3086,3
2003/04166,2107,3
2004/05215,1209,8
2005/06147,9103,9
2006/07168,6108,3
Fonte: Levantamento anual da CONAB
http://www.conab.gov.br/conabweb/download/safra/MamonaSerieHist.xls

Abs, telmo heinen @yahoo.com.br
 
25.07.2007 - 22:44
Votos: +0

Mauro Carlos Lopes Souza :

Investimento em áres de risco
A petrobrás precita ter cuidado e critérios rígidos ao investir no plantio de oleoginosas para a produção de Biodiesel em terras de baixa produtividade e de risco para a colheta, por causa de regimes irregulares de chuvas e falta infraestrutura necessária. Há regiões no país onde, mesmo com irragação, o retorno financeiro não cobre as despesas totais da cultura (preparo da terra, plantio, tratos culturais, colheita, armazenamento e processamento dos graõs, etc). A Petrobrás é grande, mas, com prejuízos que vão sendo acumulados aqui e alí, pode acabar na bancarrota. Já basta sentir os calafrios quando lembramos do pesadelo da tentativa sinistra do FHC, que por muito pouco, não entregou também a Nossa Petrobrás: Orgulho do nosso país.
 
26.07.2007 - 08:44
Votos: +0

Luis Carlos Teixeira :

plantio de oleoginosas
Sou um pequeno agricultor de uma cidade do estado de São Paulo chamada Arapei, um lugar de terras ferteis
com rios que cortam toda estenção das minhas terras que são 50 hectares.
Eu tenho grande enterece em cultivar mamona ou qualquer outra oleoginosa que tenha mais rendimento por
hectar, mas não tenho recursos para fazer o cultivo das oleoginosas.
eu vejo o governo dando tanto tiro no escuro para tentar matar um coelho, enquanto temos varios agricultores que poderiam estar cultivando com muito sucesso as oleoginosas.
Nós naõ podemos contar ou sonhar com um futuro promissor sem nos calçar agora no presente, primeiro
precisamos produzir e temos terras que com pouco investimento sera possivél ter muito sucesso.
gostaria de entrar em contato com alguém que realmente estivesse intereçado em investir nas minhas terras.
 
26.07.2007 - 19:35
Votos: +0

adalberto hubner :

biodiesel a base de sebo(gordura animal)
Estamos desenvolvendo um projeto de produção de biodiesel em Alta Floresta-Mt., como o projeto inclui recuperação de áreas degradadas, damos ênfase no plantio de pinhão manso em pequenas proporções dividido por mais de 10.000 pequenos agricultores no Vale do Telles Pires. Até a produção dessas oleogenosas, pretendemos produzir biodiesel a base de sebo, do qual não temos muita informação da qualidade do produto final. Gostaria obter informações de quem produz biodiesel com sebo.
 
1.08.2007 - 22:43
Votos: +0

Telmo Heinen - Formosa, Goiás :

O melhor produto
Biodiesel BÃO mesmo é o que sai da banha de porco, banha de qualquer bicho, de baleias, grilos etc... e do sebo bovino.
O resto (todos os óleos vegetais) deveria ser consumido direto, adaptando-se o motor diesel à forma original de quando foi inventado pelo Sr. Rudolf Diesel em 1900... e pouco na base de amendoim do óleo de baleia.

Abs, telmo heinen @yahoo.com.br
 
2.08.2007 - 13:09
Votos: +0

Isabela :

Biodiesel , ocupando o lugar da agricultura de subsistência !
AUMENTANDO A FOME NO NOSSO PAÍS , USANDO TERRAS FÉRTEIS QUE COM ESSA PRODUÇÃO MORRERAM EM MENOS TEMPO !
ENQUANTO NÓS DO BRASIL COMEMOS O RESTO DOS OUTROS PAÍSES DESENVOLVIDOS , EXPORTANDO SOJA E CEREAIS PARA ELES ALIMENTAREM OS ANIMAIS DELES , SE FOR PARAR PARA PENSAR OS ANIMAIS DELES TEM UM PRATO DE COMIDA MELHOR DO QUE MUITAS PESSOAS AQUI NO BRASIL QUE SOFREM DE FOME , DE TER QUE DURMIR PARA ESQUECER O VAZIO NA BARRIGA .

PENSEM BEM .
 
8.10.2008 - 19:07
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