MPX deve utilizar as algas para diminuir emissões de CO2 |
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| quinta, 22 janeiro 2009 . Valor Econômico | |||||||||||||||||||||
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A MPX Energia, do empresário carioca Eike Batista, dará início no segundo semestre deste ano a um projeto inédito no setor elétrico brasileiro de captura de carbono através de microalgas. A experiência será realizada na termelétrica de Pecém I, no Ceará. Em fase de obras, a usina tem previsão para entrar em operação a partir de 2011 e deverá consumir 1,5 milhão de toneladas por ano de carvão mineral, importado da Colômbia. Esse montante de carvão, quando queimado, jogará por ano na atmosfera o equivalente a cerca de 800 mil toneladas de dióxido de carbono (CO)— o principal gás associado ao superaquecimento global. Na tentativa de minimizar o dano ambiental, a MPX fechou uma parceria com a Universidade Federal do Ceará para desenvolver a técnica de seqüestro de gases com microalgas. A empresa conta também com a consultoria do especialista israelense Ami Ben Amotz, ex-professor da Universidade de Haifa e hoje vinculado à universidade cearense. Pela técnica, o CO emitido no processo de geração elétrica é canalizado e redirecionado da chaminé da usina para um tanque com algas, que se alimentarão do gás para crescer e se multiplicar. “A emissão de carbono é um problema que não se restringe às termelétricas. Vários setores, como o petroquímico, têm o desafio de controlá-lo”, disse Eduardo Karrer, presidente da MPX Energia, em entrevista ao . Valor Nos países desenvolvidos, o setor elétrico é considerado o maior emissor de gases de efeito estufa. No Brasil, o problema ainda é concentrado no desmatamento, mas a gradual diversificação da matriz energética para fontes sujas preocupa ambientalistas. “Estamos nos antecipando para que quando a usina comece a operar ela já tenha esse problema equacionado”, afirma Karrer. No primeiro ano, a MPX lançará mão de um hectare de área para a produção de algas. Neste período, serão analisadas quais cepas são mais propícias para a absorção do carbono, dadas as condições específicas de uma termelétrica. “Estamos falando de um efluente sujo, que tem um PH muito ácido”, diz Osvaldo Bezerra Carioca, pesquisador da universidade federal cearense que desenvolve o projeto na MPX. Se a experiência progredir, a empresa planeja trabalhar com lâminas d’água de 25 hectares já no segundo ano e 100 hectares no início de operação de Pecém I. O projeto-piloto demandará investimentos de R$ 6 milhões. Segundo Paulo Monteiro, diretor de Operações de Novos Negócios e Meio Ambiente da MPX, a absorção de 10% do CO já justificaria a implantação do projeto. Segundo o executivo, dificilmente chega-se a uma absorção total dos gases emitidos e medidas complementares, como o reflorestamento, são necessárias. Com US$ 1,2 bilhão de investimento total, a termelétrica de Pecém I irá gerar 720 MW médios e é fruto da parceria com a portuguesa EDP Energias do Brasil. A obra chegou a ser embargada no ano passado sob alegação do Ministério Público Federal do Ceará de que o órgão ambiental do Estado não tinha competência para fazer o licenciamento ambiental da usina e que sua continuidade só seria possível com um estudo ambiental integrado do complexo industrial do Porto de Pecém. A liminar foi derrubada. Textos Relacionados:
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Paulo Gonçalves :
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Estamos regredindo e o governo finge que não vê uma aberração destas! Enquanto bradamos contra a queima de carvão nos países nos quais não há outras opções, deixamos que uma usina termoelétrica se instale num local do Ceará, onde somente existe a poluição do lixo dos turistas. Ainda mais quando se sabe que alga não faz milagre! Tenho números para provar que esta história de absorção de CO2 é quase balela tanto teorica quanto praticamente. Ainda alertados de que aquela região é uma das poucas do Brasil a serem consideradas como favoráveis à instalação de geradores eólicos, os quais já estão em atividade. Quem será que assessora nossos governantes? Ou a coisa é feita na base do empurra pra ver se cabe? |
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Ainda enchem a boca para divulgar que lançarão anualmente na atmosfera, OITOCENTAS MIL TONELADAS de DIÓXIDO DE CARBONO !!! São os famosos "Direitos de emissão negociáveis" ... Cearenses, protejam-se!! Ou terão de enviar seus turistas para Angra dos Reis, onde provavelmente o ar vai ser melhor respirável ! Quem sobreviver, verá... |
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ESQUEÇAMOS KYOTO ! Baseado nos dados apresentados à imprensa, e comparando-se com uma usina já em operação nos Estados Unidos teceremos algumas considerações superficiais para as quais aceitaremos contestação: No comunicado à imprensa, não se especifica o objetivo da criação de microalgas, se para biocombustível, ou para obtenção de biomassa sólida. Se a justificativa for simplesmente a absorção de CO², a área destinada é pelo menos trinta vezes inferior à necessária. Como é que a empresa MPX anuncia que em 2011 o problema já terá sido equacionado? Equacionado talvez; mas não resolvido o problema, pois segundo o comunicado, aproximadamente 720.000 toneladas por ano do principal gás responsável ( 60%) pelo efeito estufa, terá ido para a atmosfera cearense! Na usina americana, para geração de 750 MW (semelhante à brasileira) o cultivo de algas é através de fotobioreatores, pois a eficiência de absorção de CO² é de 40%, quando comparada à usina brasileira, que anunciou rendimento de apenas 10%. A área total da fazenda de algas é de 3.370 Ha, contra ridículos 100 Ha para a usina da MPX, quando em operação no caso do Pecém. O consumo de carvão da usina americana é de 7.041 toneladas diárias, considerando-se 346 dias por ano. Pelo número anunciado pela MPX, o consumo em condições semelhantes, será de 4.335 toneladas por dia. Ou a estimativa de consumo está sub-avaliada em pelo menos 60% ou o número de dias de operação previstos é pouco mais de um semestre por ano. A produção de algas no caso americano, é de 1.141.987 t/ano as quais capturam aproximadamente 637 toneladas de CO²/ Ha.ano para uma eficiência de 40%. Considerando-se uma eficiência de apenas 10%, conforme anunciado pela MPX, 80.000 ÷ 100 = 800 toneladas de CO²/ Ha.ano, número este totalmente irreal para um sistema aberto de cultivo, cujo número médio numa eficiência fotossintética de 5% da incidência solar cearense seria de 150 toneladas/ Ha.ano. Não nos esqueçamos da ressalva feita no comunicado: “Se a experiência prosseguir”... E se não prosseguir? A usina será desativada? Quem sobreviver, verá... |
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algumas contas para se compreender melhor CO2 x Al Em média, cada tonelada produzida de microalga pode absorver 2 toneladas de C02. A produção por hectare/Mês, dependendo da especie pode chegar a 18/toneladas/hectare/mês. Uma área de 185 hectares de tanques, produziria aproximadamente 3.330 toneladas de massa de microalga/mês; Sabemos que não existe a possibilidade de se ter 100% de aproveitamento(absorção) do C02 pelas algas, conheço de perto este assunto, a questão principal não é apenas fazer piscinas e produzir algas, e sim, que mecanismo e procedimento sera utilizado para que o C02 ofertado possa ser absorvido pela microalga com a maior eficiência possivel, caso contrário o aproveitamento do mesmo não irá ultrapassar os 3%. Outra questão a ser considerada, quanto maior a temperatura da agua menor a capacidade de diluição do C02 no meio, e consequentemente menor a oferta de C02 para as microalga. Percebe-se claramente que 100hectares é tecnicamente insuficiente para se absorver o C02 liberado pela MPX, o que não impede da mesma ampliar sua área(tanques) para atingir esta meta e o processo de queima de carvão não libera apenas C02, a pergunta é o que será feito com os outros gases. |
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Falar, até papagaio fala... escrever... o papel aceita tudo. Criar algas é uma atividade muito antiga, quando se objetiva produzi-las para finalidades alimentícias ou dietéticas. Não existem muitos segredos, e podemos deixar esta tarefa para os biólogos e assemelhados. O crítico é descobrir um método que viabilize energeticamente o cultivo, a produção, a extração e purificação do óleo visando a obtençao de um biodiesel de preço competitivo. |
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