Faça sua Assinatura
  Mapa das Usinas de biodiesel 2009
Esqueceu a Senha? Ainda nao tem uma conta? Registrar
 

O verdadeiro PORTAL do BIODIESEL

Catálogo do biodiesel 2010
Início arrow Notícias arrow Empresas querem B5 logo e apoio à exportação

Todas as usinas de biodiesel do Brasil

Acesse a ficha completa das fábricas do país. Com as informações de contato

Empresas querem B5 logo e apoio à exportação

Imprimir E-mail
segunda, 10 novembro 2008 . Gazeta Mercantil   
Catálogo do Biodiesel 2010
Comprar
A reivindicação dos produtores de biodiesel da adoção do B5 ainda no início do ano que vem poderá ser atendida. Foi o que sinalizou a empresários do setor a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, durante um simpósio sobre agroenergia semana passada, em Porto Alegre. "Há uma boa esperança", disse a ministra, ao ser questionada sobre a possibilidade de antecipação. "Eu não disse, mas poderia ter dito", emendou a ministra, referindo-se ao fato de não ter tocado no assunto em seu pronunciamento.

Originalmente programada para 2013, a mistura de 5% de biodiesel ao diesel já era considerada certa para 2010, mas o setor defende uma redução maior do prazo em virtude da elevada capacidade instalada. Conforme o presidente da União Brasileira do Biodiesel (Ubrabio), Odacir Klein, as usinas poderiam colocar hoje no mercado até 3 bilhões de litros por ano, enquanto que o B3, em vigor, demanda 1,4 bilhão de litros. "Teríamos capacidade até para atender o B6", diz.

Conforme Klein, o governo federal está avaliando a distribuição do produto durante o último trimestre deste ano para tomar uma decisão. Por prudência, a opção pode ser por adotar o B4 no início do ano e o B5 no decorrer de 2009. "Mesmo que algumas empresas tivessem problemas de fornecimento, as outras poderiam suprir", diz o presidente da Ubrabio. A mistura obrigatória de 2% teve início em janeiro deste ano e, a de B3, a partir de julho.

Para o empresário Irineu Boff, proprietário da Oleoplan, instalada em Veranópolis (RS), a próxima negociação do setor com o governo federal será a busca por condições para exportar. A Oleoplan, com uma capacidade instalada de 200 milhões de litros/ano, é a segunda maior usina do País e opera hoje com um nível de 60% do potencial. "O Brasil está desalinhado com a tributação de outros países concorrentes", lembra Boff.

Essa também é a opinião do diretor de Operações da BSBIOS, de Passo Fundo (RS), Erasmo Carlos Battistella. "Para exportar precisamos ter uma isonomia com o Mercosul", diz ele, referindo-se à concorrência com a Argentina, onde existe estímulo para exportar com valor agregado. "O mercado aqui (no Brasil) é limitado. Não queremos subsídio, mas um incentivo que pode ser tributário ou econômico para termos o mesmo nível de competitividade que a Argentina tem", entende. Para ele, o governo poderia fixar um volume de 1 bilhão de litros que teria algum tipo de incentivo para a exportação.

A BSBIOS conta com uma capacidade instalada de 133 milhões de litros/ano e, segundo ele, opera a pleno. Battistella entende ainda que a crise financeira global, que retirou do noticiário temas como o aquecimento global, uma justificativa central para a adoção dos biocombustíveis, não vai afetar a demanda por fontes de energia renováveis. "Atrapalha um pouco, mas a Europa ratificou as intenções de mistura", observa ele.

A recente eleição norte-americana e a chegada de Barak Obama à Casa Branca também trazem esperanças ao setor no Brasil. Apesar de os democratas serem considerados mais protecionistas, as lideranças brasileiras do biodiesel lembram que, durante a campanha, Obama prometeu livrar os EUA da dependência dos combustíveis fósseis. "Também não tenho dúvida de que Al Gore terá importância nos governo norte-americano", ressalta Klein.

Erros do Programa
Pensado sobre os pilares econômico, social e ambiental, o Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel precisa corrigir alguns erros, na opinião do diretor de Desenvolvimento Agrícola e Abastecimento da recém criada Petrobras Biocombustíveis, Miguel Rossetto.

Um deles seria a grande dependência da soja e o fracasso até agora da oferta de outras oleaginosas como mamona no Nordeste, dendê no Norte e pinhão manso, entre outras culturas. "Isso fragiliza o programa a médio prazo pela característica da soja como commodity mundial", avalia Rossetto. Sem uma melhor distribuição geográfica, o programa estaria deixando a desejar em uma de suas justificativas, a de ser um instrumento de inclusão social e geração de renda em regiões mais empobrecidas.

Klein ressalta que as empresas precisam ter o Selo Combustível Social, o que só conseguem se adquirirem percentual mínimo da matéria-prima da agricultura familiar, que varia de acordo com a região. Sobre a realidade do Sul, Klein lembra que os pequenos proprietários de terra têm décadas de experiência com a soja. O diretor da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag) no Rio Grande do Sul, Nestor Bonfanti, disse que o fracasso de ou1tras oleaginosas se deve à falta de conhecimento sobre manejo correto, maquinário adequado e referência de preço para os demais produtos. "O agricultor não vai produzir alguma coisa porque é bom para o meio-ambiente ou porque está na moda. O que ele quer é viabilidade econômica", ressalta.

Revista BiodieselBR
Comentarios (4)add comment

Ananias Baracuhy :

Biodiesel X B5
O agricultor tem que produzir o que é economicamente viável mas também terá que ser bom para o meio ambiente se não,será dispensável a sua participação no programa...
Eatá se procurando alternativas viáveis para se suprir energia a fim de minimizar a nossa dependência do petróleo e é inconcebível se praticar ações que redundem em desastre ecológico.
 
13.12.2008 - 18:49
Votos: +1

Ismael Gonçalves de Oliveira :

Triste Ilusão
É uma grande ilusão, achar que apenas a demanda por oleaginosa para produção de biodiesel vai desenvolver a Agricultura Familiar no nordeste. Dr Miguel Rossetto o Sr. é conhecedor de como a Agricultura Familiar foi encorajada e desenvolvida no sul do Brasil: Com a participação direta de grandes empresas como Sadia, Perdigão, etc e de grandes cooperativas como a Cotia etc,...num processo de integração agricultores/empresa e associativismo agricultores/cooperativas, associado a uma forte Assistencia técnica fornecida diretamente pelas empresas e cooperativas.
O modelo que foi vitorioso no sul do pais se estendeu para o Centro Oeste do Brasil, agora contando com a imigração dos filhos de agricultores, já com algum conhecimento e pratica adquiridos em seu local de origem. Porque não replicar este modelo no Nordeste do Brasil ? neste caso a PETROBRAS teria que fazer o papel de empresa ancora, integradora com suporte tecnologico proprio.
Como estão tentando não vão alcançar nunca bons resultados, pois os interesses dos atores em cena não levam a termos o que aconteceu no sul do brasil. Explico, o MDA está mais interessado em fazer politica partidaria do que organizar e incentovar o cultivo de oleaginosas e os orgãos de Assistencia Tecnica dos Estados estão sem pessoal qualificado, sek vontade, sem incentivo para fazer realmente uma Assistencia Técnica voltada para a produção e produtividade.
Tercerizar a ORGANIZAÇÃO e ASSISTENCIA TÉCNICA não é o caminho. Se a PETROBRAS acha que o seu papel nesta cadeia, é de apenas DISTRIBUIR SEMENTES e VERBA PARA ATER, não vamos ter desenvolvimento de Agricultura Familiar.
Entertanto, vamos ter produção de biodiesel, como estamos tendo agora, comprando óleo dos grandes grupos produtores de soja e óleo. Pessoal, basta olhar como é que estes grandes grupos estão trabalhando (integração), BUNGE, CARGIL, ADM, AMMAGGI, etc....não tem segredo e não adianta querer reiventar a roda.
 
13.12.2008 - 19:51
Votos: +2

Ismael Gonçalves de Oliveira :

Outra sugestão : Começar pelo menos difícil
Em tudo devemos ter desafios e enfrentar para termos bons resultados. Entretanto, algumas empreitadas devem ser melhor programadas para que os erros iniciais não torne inviavel a continuidade do projeto.
Do que estamos falando? Estamos querendo mostrar que a PETROBRAS começou colocando um desafio muito grande em local errado, onde os resultados iniciais poderão marcar de morte o sucesso futuro. Refiro-me a colocar estas plantas em locais onde não teremos nem em longo prazo bons resultados para produção agricola familiar: QUIXADA.
Quem conhece, e não precisa conhecer muito, sabe que NÃO VAMOS TER PRODUÇÃO (50%) DE MAMONA PARA ABASTECER A USINA DE QUIXADA, VINDA DE DENTRO DO ESTADO DO CEARÁ. MUITO MENOS DE GIRASSOL.
Porque começar pelo mais difícil? angu quente se come pelas bordas.
 
13.12.2008 - 20:06
Votos: +2

Francisco Figueiredo Neto :

Cai na real Ismael Gonçalves
Quanta ingenuidade do Ismael Gonçalves, achar que a Petrobras vai se envolver, ainda mais, com esta barca furada de produção de oleaginosas através da agricultura familiar. A Petrobrás está nesta do biodiesel por exigência e ordem do Presidente Lula. Veja bem, se as coisas mudarem em 2010 a Petrobrás vai mudar totalmente sua atuação em relação à produção de biodiesel.
Caro Ismael, converse mais com o pessoal da Petrobrás e você vai ver que eles estão neste negócio do biodiesel a contragosto. Pela vontade dos gerentões da empresa, biocombustiveis seria focado na produção de etanol para exportação.
O Rossetto e a agricultura familiar, para produção de biodiesel, vão durar enquanto o Lula durar. 2010? ninguem sabe. A própria Dilma, caso venha a ganhar a eleição, só daria continuidade a este programa de biodiesel, como esta, por pura gratidão ao Presidente Lula. Lembre-se, gratidão dura pouco tempo.
 
14.12.2008 - 01:17
Votos: +0

Escreva seu Comentario
menor | maior

busy
 



Mapa do Biodiesel

Guia do Biodiesel

Análises Semanais

Comentários

Herzlich willkommen in Brazil !!!  Das bedeutet ARBEIT fur Brazilien ! Ausgezeichnet ...
Finalmente !!! alguém mais  que desconfia de nossa indevassável caixa de Pan...
poderosa  De onde será que esta vindo tanto biodiesel? Se r...
sentimento  Caro amigo Quando se fala em energia não se esque...
Quem diria.....  Será que meu bisavô um dia imaginou que uma pess...
 o desfexo final de um evento de pesquisa no Brasil...
Mais comentários...