Brasil lidera mercado de créditos de carbono |
|
|
| quarta, 31 maio 2006 . CONPET | |
Em destaqueO Brasil continua à frente no mercado de créditos de carbono. Em abril existiam 207 projetos de seqüestro de carbono registrados na ONU, dos quais 45 estão no Brasil. Entre os que já podem emitir os Certificados de Emissões Reduzidas (CERs), mais conhecidos como créditos de carbono, estão os aterros sanitários NovaGerar (RJ) e Bandeirantes (SP) e mais recentemente a Sadia, cujo Instituto de Sustentabilidade acaba de assinar um contrato de venda de créditos com o projeto do Biodigestor, que engloba 3,5 mil pequenos criadores de Santa Catarina e Paraná. As empresas não revelam os valores das negociações feitas e por essa razão o mercado de créditos de carbono apresenta dados diferentes sobre investimentos. De acordo com a Econergy, empresa que desenvolve metodologias para implementação destes projetos, em 2005 os países ricos que possuem metas de redução investiram mais de US$ 21 bilhões em projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) em países em desenvolvimento. Para o ABN-Amro, esse valor foi consideravelmente menor, US$ 4 bilhões. Apesar da diferença, os números representam um crescimento vertiginoso em relação ao ano de 2004, em conseqüência da entrada em vigor do Protocolo de Quioto. De acordo com estimativas do Banco Mundial, somente no primeiro trimestre de 2006 o investimento superou US$ 1 bilhão. Grandes acordos Entre os benefícios gerados com a implementação de MDL estão a redução de emissão de gases de efeito estufa, como a captação do metano nos aterros sanitários e a geração de energia limpa. Um exemplo deste último é o projeto da Econergy na planta de geração de energia eólica Ventos do Sul S/A (Osório, RS), que iniciou a instalação do maior parque eólico do país. A previsão é que a planta gere 150MW. O Brasil ainda é o responsável pelos maiores acordos para a venda de créditos de carbono no mundo. Em abril o Aterro Bandeirantes assinou um contrato com o Banco de Desenvolvimento da Alemanha (KFW). A instituição financeira européia comprará o equivalente a 1 milhão de toneladas de dióxido de carbono e repassará a seus clientes os CERs. Outro projeto de grande porte é o do Instituto Sadia de Sustentabilidade que formalizou sua primeira venda de créditos de carbono. No final de maio a empresa assinou o primeiro contrato de venda com o European Carbon Fund (ECF) um fundo de investimento formado por dois bancos do velho continente. De acordo com a Sadia, o contrato firma a comercialização de 2,7 milhões de toneladas de CO2 em um período de dez anos e os recursos recebidos serão repassados aos produtores para o pagamento dos biodigestores construídos para a captação do metano originado dos dejetos suínos. Os valores dos CERs variam conforme o tipo de projeto, demanda de mercado, tecnologia empregada no seqüestro do carbono e outros. De acordo com a Econergy, o preço da tonelada pode variar entre US$ 7 e US$ 12 mas esse valor já alcançou EUR 31 o equivalente a pouco mais de US$ 35 em março deste ano. Saiba mais sobre o projeto da sadia no portal conpet ![]() Comentarios (0)
![]() Escreva seu Comentario
|