Subproduto do biodiesel pode virar biogás |
|
|
| terça, 01 abril 2008 . Diarionet | |||||||||||
|
Assim como já ocorre com a cana-de-açúçar, que gera, além do álcool, energia do bagaço e da palha, plantas oleaginosas e gorduras usadas como matéria-prima na produção de biodiesel vão fornecer também eletricidade. A equação é simples: cada litro de biodiesel produzido 100 mililitros de glicerina, em parte descartada, em parte usada pela indústria de cosméticos. O problema é que a necessidade de glicerina tem limite, o que provocará uma grande quantidade de rejeito, principalmente depois que o País adotar a adição de 5% de biodiesel ao diesel, em 2013. No lugar de ser descartado, o resíduo pode virar biogás, de acordo com a professor Maria de Los Angeles Palha, do Departamento de Engenharia Química da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que identificou microrganismos que se alimentam da glicerina, transformando a substância em gás. As bactérias são extraídas do esterco bovino. "Não isolamos uma bactéria. Trata-se de um consórcio bacteriano composto por várias espécies de microrganismos", informa. A transformação da glicerina é feita num biodigestor, equipamento onde ocorre a fermentação de biomassa para a obtenção do biogás. O gás produzido é o metano, o mesmo liberado pelo gado bovino após a ruminação do capim ou pelos aterros sanitários e lixões das cidades. "É um gás para ser queimado, assim como o gás natural que usamos na cozinha", diz Maria Palha. A partir de julho, quando o País começar a usar o B3 (diesel com adição de 3% de biodiesel), a estimativa é de um consumo de 1,3 bilhão de litros anuais de biodiesel. Como a cada litro gera 10% de glicerina, haverá no Brasil uma oferta de 130 milhões de litros de glicerina. "Hoje a glicerina é absorvida pela indústria cosmética como matéria-prima. Mas, quando a produção de biodiesel aumentar, haverá mais glicerina do que o mercado é capaz de absorver", adverte. Hoje, usinas de cana-de-açúcar são auto-suficientes em energia. No futuro, as usinas de biodiesel também deverão ser, sem fazer uso do seu produto principal, mas extraindo metano que pode ser usado para gerar energia elétrica da sobra de glicerina. O estudo começou em abril de 2007, com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT). A equipe, integrada por alunos de mestrado, iniciação científica e outros professores do Departamento de Engenharia Química da UFPE ainda estuda a relação ideal entre a quantidade de glicerina empregada e a de esterco no processo. "Que o consórcio de bactérias degrada a glicerina, transformando a substância em gás, nós já temos certeza. Só falta analisar o teor de glicerina e de metano envolvidos." Segundo ela, 30 graus centígrados é a melhor temperatura para obter a fermentação e o gás. E será fundamental, completa, que empresas que detêm tecnologia de captura de gases contribuam com projetos de qualidade para sequestrar o máximo do metano liberado. Um dos gases causadores do efeito estufa, fenômeno que provoca o aumento global da temperatura, o metano tem no gado seu principal emissor, equivalente à emissão anual de gás carbônico (CO2) de 36 milhões de veículos de passeio, informa a pesquisadora Mercedes Bustamante, do Departamento de Ecologia da Universidade de Brasília (UnB), segundo a assessoria do Ministério de Ciência e Tecnologia. O metano é 21 vezes mais agressivo à atmosfera no caso do efeito estufa, do que o CO2. Sua queima, em vez da liberação pura e simples, reduz esse efeito. Roberto do Nascimento Textos Relacionados:
![]() Comentarios (5)
![]()
Ananias Baracuhy
disse:
|
|||||||||||
| Grande trabalho este da Dra Maria Palha.Nesta conta eu estou um pouco confuso pois o que vinha sendo publicado até agora era que o óleo vegetal produzia 10% de glicerina na reação com o etanol...mas tudo bem,na medida que se desenvolve um trabalho deste,provoca uma diminução de custos do biodiesel e se promove um avanço e tanto na preservação do meio ambiente... São trabalhos desta categoria que nos assegura confiança cada vez maior no sucesso dos biocombustíveis... Parabens Dra.Maria Palha e sua equipe. 1
|
| Gostaria de lembrar que os restos de cultura e tudo que é orgânico podem ser colocados em bio digestores de tal maneira que se soma a produção do combustível principal que é o biodiesel, mais essa fatia de energia que poderá dar autonomia energética ao processo industrial do biodiesel como já é realidade na produção do álcool. Há alguns anos, iniciei experiências semelhantes com bons resultados, num pequeno biodigestor de batelada e os resultados foram ótimos utilizando como carga do biodigestor a casca do grão de café. Também iniciei experiências com a planta aquática conhecida como "aguapé", mas por razões que não dependeram de mim não pude dá continuidade a essa empreitada. As razões que me levaram a essa experiência é que falam muito mal dessa planta como sendo invasora e por ser a planta mais prolífera e mais teimosa do mundo e não ocupar terras, mas um espelho dágua, me despertou a atenção. Pela grande produção dessa plantinha teimosa fica como sugestão aquilo que nunca pude realizar, adiantando também que além do gás metano o subproduto da fermentação anaeróbica proposta é um adubo natural de excelente qualidade que era da natureza e volta para a natureza.O outro grande benefício é que todo o gás metano gerado na decomposição da matéria orgânica que de qualquer maneira poluiria de uma maneira mais intensa o nosso planeta, quando transformado em combustível e queimado, seu efeito poluidor será reduzido 21 vezes já que foi transformado em CO2. 2
|
| CONTINUAÇÃO Outra coisa que me faz defender o "aguapé" é que essa planta milagrosa retira das águas poluídas muitas substâncias tóxicas já tendo sido usada com êxito no tratamento de esgotos. Acho que vale a pena se aprofundar o estudo dessa planta que poderá mudar de intrusa para produtora de energia e de saúde. Todo o segredo do aguapé está no seu remanejamento, ou seja, na hora propícia de retirá-la da água para transformá-la diretamente em adubo ou em energia se o processo for demonstrado econômico, como acredito. No entanto o futuro do biodiesel no Nordeste estará mais voltado no futuro para plantas perenes e aí podíamos ter as culturas do babaçu, onde da amêndoa se tira o óleo e ração animal e do restante do fruto se faz um excelente carvão inclusive usado com sucesso em siderurgia. Não acredito na mamona (como combustível), mas acredito no dendê, na macaúba, no babaçu e em muitas palmeiras que deixam qualquer europeu com inveja e com o olho grande nas nossas terras e no nosso clima. 3
|
| O Portal e a revista Biodieselbr são de excelência em sua proposta de fortalecer o setor, informar corretamente e, sem dúvida, construindo uma consciência de "vontade política", extreemamante necessária, para um futuro tranquilo da cadeia produtiva do biodiesel. Sua visão, do " produzir ao consumir" biodisel leva os que se utilizam dos mecanismos disponibilizados, a compreender e dispor-se para uma nova etapa e conceituação de desenvolvimento.Vejo nessa postura a crteza de que " o novo nome da paz chama-se desenvolvimento susrtentável e integrado. 4
|
| PARABENS SR. GILSON LEITE DE MOURA FAÇO DE SEU COMENTARIO O MEU.... QUANDO EMPRESAS NOTAREM QUE EXISTEM TECNICAS DE 1° MUNDO, SENTIRAM NO BOLSO O MONTANTE QUE DESPERDIÇARAM EM GASTOS DESNECESSARIOS COM ENERGIA PARA BENEFICIAMENTO DO BIODIESEL. SABENDO QUE PODERIAM TER INOVADO MAIS NÃO O FIZERAM DEVIDO AOS GASTOS INICIAIS... PREFEREM PAGAR TODO MÊS ENERGIA... DO QUE INVESTIR EM EQUIPAMENTOS PARA PRODUZILA.... ESSE É NOSSO BRASIL PAÍS DE 508 ANOS DE MUITA IGNORANCIA EM PLENO SÉCULO XXI... DEVIDO AO DINHEIRO.... SEMPRE FALA MAIS ALTO, ESQUEÇENDO O AQUECIMENTO GLOBAL... RESUMINDO O FINS DOS TEMPOS LEOPOLDO HEITOR PAIM 5
|