Pinhão-manso atrai estrangeiros na corrida pelo biodiesel |
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| segunda, 22 setembro 2008 . Estado de Minas | |||||||||||||||||||||||||
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Na disputa mundial por novas fontes renováveis de energia, a corrida em direção à América do Sul mostra que, no mapa do tesouro, o Brasil está na linha de chegada. A busca é pela matéria-prima, espécie de ouro verde, capaz de produzir em quantidade um combustível limpo, que promete aliviar parte da dependência global do petróleo. A oleaginosa que vai responder melhor a esta demanda ainda é uma aposta em aberto. O Brasil tenta emplacar o álcool como produto internacional, enquanto caminha devagar no cultivo em escala de sementes como a mamona, palma ou pinhão-manso. O resultado científico da viabilidade econômica de espécies promissoras ainda é esperado, mas o capital estrangeiro não aguarda pelo sinal verde. Chega por aqui disposto a adquirir grandes extensões de terra, pagando para ver, numa caça ao tesouro. Minas Gerais está entre as regiões preferidas e a intenção é uma só: investir no combustível do futuro, de forma a atingir a produção em grande escala. Europeus, americanos e até vizinhos da América do Sul já começaram sua produção. Mas o Brasil, e muito menos Minas, vai ficar com a riqueza. Lembrando o século 18, o ouro verde sai do país em sua forma bruta. Em países estrangeiros, é transformado em biodiesel, ganha valor e está pronto para ser negociado conforme cotação internacional das bolsas de Rotterdam e Chicago. Ao pedir investimentos estrangeiros para financiar a produção de biodiesel na América Central e na África, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ajudou a despertar o interesse mundial. O economista japonês radicado no Norte de Minas Nagashi Tominaga foi o primeiro no Brasil a investir comercialmente na cultura do pinhão-manso. Ele está impressionado com a disposição e agilidade européia. Em Janaúba, Tominaga dirige a Biojan-MG Agroindustrial, uma empresa em parceria com o grupo espanhol CIE Automotive, que no Brasil é controlado pela Bioauto Participações (Biopar). São 105 hectares plantados de pinhão-manso para a comercialização de sementes. A intenção é crescer rapidamente, expandindo a área para 25 mil hectares nos próximos três anos. Estão previstas também unidades próprias de extração, capazes de esmagar a semente obtendo 30 mil toneladas de óleo/ano. “Todo o óleo será exportado”, diz Tominaga. Já a empresa Plant. A. Bio trabalha em Minas com capital argentino e europeu no cultivo de oleaginosas. De acordo com Luciano Murta, coordenador de projetos, investidores ingleses querem cultivar 150 mil hectares – e holandeses têm expectativas para 60 mil hectares. A Região de Araçuaí, no Norte do estado, é uma das escolhidas. Quando financiam a produção nacional, os estrangeiros se associam a empresas brasileiras capazes de organizar e administrar o investimento. “O Brasil tem terra, água e sol. O problema é ficarmos condenados a produzir matéria-prima de baixo valor agregado, utilizada no exterior para o desenvolvimento de inteligência, que certamente nos será vendida por um alto preço”, analisa Eduardo Neri, diretor da Energy Choice, especializada em desenvolvimento sustentável. FAMILIAR O investimento total em biodiesel no Brasil é inferior a R$ 2 bilhões, bem menos que os US$ 33 bilhões estimados para o etanol no período 2008-2012. O custo menor da produção de óleo e a possibilidade de trabalhar com a agricultura familiar atraiu o interesse de empresas como a Refinaria Nacional de Petróleo Vegetal. Localizada em Barbacena, na Região Central de Minas, o empreendimento conta com apoio financeiro italiano. O embarque para a Europa começa em junho do ano que vem. Serão 2,5 mil toneladas/mês. O Instituto Volta ao Campo (IVC), em Uberlândia, coordena plantio do pinhão-manso com agricultores familiares na região do Triângulo Mineiro. O apoio financeiro é da suíça Global Agriculture Reserch (GAR). O plano é saltar de 80 para 40 mil hectares em cinco anos. “Há interesse também no cultivo da mamona. A empresa só investe em culturas que não competem com a produção de alimentos”, diz o consultor do IVC, José Soares de Aquino. Marinella Castro ![]() Comentarios (6)
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Thadeu Cysneiros Galvaõ :
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Pinhão Manso. Se faz necessario que os estrangeiros cheguem para dizer aos brasileiros que o pinhão manso e que e o ideal para nosso semi arido e uma vergonha que o governo não de condições aos brasileiros de plantarem uma cultura que os vão tirar da miseria ,porque os politicos não enchergão o problema? Galvão. |
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Produtor Rural em Rondonia Eu também acredito muito no plantio do Pinhão Manso, seja porque o mundo intero, inclusive o Brasil, precisa do combustível (biodiesel) produzido por esta oleaginosa, seja para que possa se participar a redução da emissão de CO2, gas responsável do “efeito estufa”. Tenho, em Rondonia, um plantio de 100 hectares cultivado com Pinhão e estou aplicando nele toda a tecnologia possível para obtenção de sementes de ótimas qualidades e de óleo que, uma vez processado, pode se transformar em biodiesel. Na minha área estou consorciando Pinhão também com milho, bananas, etc.; Reservei uma parte da minha área para piscicultura, café e muitas arvores de frutas, alem de um pomar, suficiente para alimentar as famílias que trabalham na minha terra. O meu projeto esta visando não somente a produção deste óleo, mas também a possibilidade de produzir alimentos para a comunidade. Espero que a produção de Pinhão possa aumentar sempre mais no Estado, através de incentivos adequados, para que possa se abrir um mercado no exterior que permita a exportação deste produto e que possa dar aos produtores condições de vida melhor. Eu sou italiano e tenho esta minha propriedade em Rondonia a mais de 10 anos. Obrigado, Edoardo Russo |
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Mestrando em Bioenergia As possibilidades de culturas sem conflitos com a área a limentar nao sao muitas mas estao disponiveis, como tambem o cultivo de microalgas que podem ser criadas em fotobiorreatores sem necessitar de um unico hectar de terra, e dependendo da especie, obter um ótimo resultado na relacao biomassa gerada x Oleo extraido. Jose Coelho |
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Bonfim Crateús diz,CUSTO ALTO É ENTRAVE PARA PRODUÇÃO DO BIODIESEL. Bonfim Crateús,diz CUSTO ALTO É ENTRAVE PARA PRODUÇÃO DO BIODIESEL,terminou ontém dia 24/09, em FORTALEZA-CE,o SÉTIMO Congresso Internacional Sobre Gestão Distribuida e Energia no Meio Rural- AGRENER - 2008,Segundo o professor Luiz Augusto Horta,com o custo de R$.2 bi. ao ano é preciso Repensar o programa para que ele justifique beneficios sociais e ambientais,o alto custo do biodiesel ainda é um dos principais entraves brasileiros para a produção deste combustiveis,o Brasil tém clima,terras e um vontade para ser um grande produtor de bionergia,o problema,segundo ele tem como maior obstáculo é desinformação falam de pinhão manso e de utilização de outras plantas na fabricação de biodiesel,mais falta informação sobre a produtividade de cada uma,essa não só é uma questão técnológica,mas também econômica social,se o objetivo é renda porquê queimar a matéria prima a qualquer custo,pois não se faz um programa de energia de última hora,precisamos está preparados para quando faltar petróleo.que isso SIRVA DE EXEMPRO PARA A BRASIL ECODIESEL,QUE ESTÁ FECHANDO A PORTA POR CAUSA DE NORMAS E TÉCNICAS NO MERCADO DO BIODIESEL. BONFIM CRATEÚS HJ EM FORTALEZA - CE. |
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Que haja pinhão e milho para milhões ou bilhões Porque o uso do pinhão-manso, do milho que antes eram exclusivamente alimentos saudáveis e agora transformados em combustivel para simplesmente queimar. ONDE ESTÁ A INTELIGENCIA do Ser Humano?????? Se temos um "Astro Rei" denominado SOL, que a qualquer hora se encontra disponivel para que se use e até abuse, porque não usa-lo? Mas os malditos "magnatazinhos" do PETRÓLEO, que sugam aquilo que é o legitimo "Sangue da Terra" nem sequer se importar com o "final dos tempos" que eles proporcionam, pois aqui não mais estarão pois pertencem a laia do Século IX e XX, que composta de assassinos, deveriam sim responder pelo maior crime já cometido pelo ser humano que é "NÃO SER HUMANO" ou, simplemente despresivel destruidor(es) do Planeta TERRA. Há fome e o petroleo não mata a fome e alimenta os cofres quer público(s) ou particular(es). |
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PARCERIA.... OLA MEU NOME E DANIE GOSTARIA DE ENCONTRAR PESOAS INTERESADAS EM INVESTIR EM PINHÃO MANSO NA ZONA DA MATA DE MINAS GERAIS.....REJIÃO COM ALTO POTENCIAL PARA A CULTURA ...MEU EMAIL PARA MAIORES INFORMAÇÕES E DANIEL_GT_SOARES@HOTMAIL.COM |
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