Macaúba pode ser matéria-prima alternativa para biodiesel |
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| segunda, 25 setembro 2006 . Gazeta Mercantil | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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Seduzidos pelos encantos de Veneza, os 150 participantes da conferência "Perspectivas para o Agronegócio: um panorama para os próximos cinco anos", promovida pelo grupo Agrenco na histórica cidade italiana, foram surpreendidos com a informação de que a macaúba, uma planta desprezada e pouco conhecida até mesmo pelos brasileiros poderá nos próximos anos se tornar uma alternativa para a produção de biocombustível. Ao fazer essa revelação na sexta-feira de manhã como participante do encontro, o engenheiro agrônomo e pesquisador da Embrapa Soja, Décio Luiz Gozzoni, levou em conta algumas necessidades ainda pouco consideradas pela maioria dos envolvidos com a cadeia dos bicombustíveis.
A primeira delas é que diante da expectativa de uma demanda cada vez maior provocada pelas crescentes dificuldades de exploração dos combustíveis fósseis e também por sua utilização como arma política, um programa para os biocombustíveis terá cada vez mais que levar em conta a utilização de plantas de alta produtividade como matéria-prima. Outra consideração é que assim como as fontes energéticas, a questão da água também adquire importância cada vez maior, lembrando vários indicadores preocupantes de problemas climáticos e escassez de água, entre eles um bem recente que foi a forte estiagem que afetou os rios da Amazônia no ano passado. A terceira premissa mencionada por Gozzoni é a necessidade de frear as correntes migratórias internas, garantindo emprego às populações em suas regiões de origem. A macaúba, de acordo com o pesquisador, atende essas três condições com vantagens sobre outras plantas culturas que ocupam hoje posição de destaque no Brasil na produção de biodiesel, como a soja e o dendê. Embora com um potencial menor que da soja para produzir óleo, a macaúba ganha pelo volume que pode passar de 30 toneladas de biomassa por hectare, enquanto no caso da soja é de apenas 4%, o que resultaria em cerca de 5 mil litros e um mil litros de biodiesel por hectare, respectivamente. Além disso, a macaúba, uma palmeira rústica, necessita de muito pouca água, concorrendo, nesse caso, também com a palma ou dendê. "Toda política pública vai ter que levar em conta a importância do agronegócio na formação do PIB", afirma Gozzoni, ao ressaltar, nesse caso, a necessidade da contenção das correntes migratórias internas - como acontece, por exemplo, todo ano com os trabalhadores nordestinos que se deslocam para o Sudeste, especialmente o interior paulista, para a safra da cana-de-açúcar - e evitar que a solução do problema energético gere outro, que é o inchaço das cidades das regiões produtoras. Como diz o pesquisador, a macaúba atende plenamente também esse objetivo, já que exigirá trabalho manual contribuindo para garantir a fixação das famílias à terra. "Um dia, alguém vai inventar uma máquina de colher macaúba, mas isso vai demorar", diz ele. Demanda potencial Elogiando a utilização da mamona como política de agricultura familiar para a produção de biodiesel, Gozzoni alerta que também nesse caso a macaúba surge como uma alternativa atraente. "E se, uma vez consolidada como cultura das pequenas propriedades, a mamona for vítima de alguma nova praga?", indaga ao lembrar da necessidade de uma segunda cultura fixadora da mão-de-obra. Guzzoni leva em consideração a demanda potencial do biodiesel para 2020 que, de acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE), em apenas oito países, saltará de 34,7 milhões de toneladas em 2010 para 133,8 milhões em 2020, com um incremento próximo de 300%. Os Estados Unidos se manterão como o principal consumidor, saltando de 14,8 milhões para 51,5 milhões de toneladas, mas percentualmente o grande incremento será mostrado pelo Brasil cujo potencial de consumo será de 20 milhões de toneladas em 2020, cerca de 900% acima dos dois milhões de toneladas de 2010. É dentro dessa perspectiva de mercado que Gozzoni insere a macaúba, cuja vocação para produzir óleo foi pesquisado pela Embrapa com bons resultados na década de 80, quando a palavra biodiesel, assim como a macaúba hoje, era desconhecida da grande maioria das pessoas. Gabriel de Salles ![]() Comentarios (26)
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Telmo Heinen - Formosa, Goiás :
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Qual e o oleo mais barato? Melhor jeito é tomar os preços no mercado. Veja no artigo "Quanto custa produzir biodiesel?"elaborado pelo CEPEA e a Dedini, disponível em: http://www.biodieselbr.com/des...iesel.htm Lembre-se: Ninguém é tão eficiente pra extrair o óleo que nem as Tradings e ainda por cima ter o domínio do mercado de farelo... Quer fazer biodiesel? Compre o óleo vegetal mais barato e deixe o resto para os outros... Macaúba? Quantos anos ela leva para frutificar? Abs, telmo heinen @yahoo.com.br |
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macauba Viabilidade Econômica do Bioleo para Biodiesel Já se falou muito sobre Biocombustível, mas ainda não chegou a um consenso sobre a sua viabilidade econômica. Conforme nossas pesquisas que já duram dois anos, só encontramos uma oleaginosa com potencial e produtividade que satisfaz todas exigências. É uma palmeira chamada macaúba só que ainda não tem plantações comercial, isto deve ao desconhecimento dos homens de negócios, que não têm disposição para investir em longo prazo inclusive o próprio governo que tanto fala em biodiesel. Esta palmeira conforme pesquisador da IPAMIG começa frutificar aos 05 anos e tem uma vida útil de 100 anos ou mais. Ela nativa sem quaisquer cuidado ou tratos culturais dá 04 a 06 cachos pé ano com peso que varia entre 30 a 60 kilos por cacho. Segundo pesquisadores 22% do peso é óleo e seu farelo pode fazer ração animal ou farinha para alimentação humana e ainda sobra um resíduo para carvão de alta qualidade com aproveitamento de 100% sem quaisquer resíduos tóxicos. Conforme nossos estudos sua copa mede aproximadamente 04 metros, respeitando sua copa chegamos à conclusão que podemos fazer plantio no espaçamento de 04mx05m, com isso podemos colocar 500 plantas por hectare. Com todos tratos culturais e adubações chegamos à conclusão que um hectare de plantas adultas têm potencial para produzir até 20.000 litros de óleo, 20.000 kilos de farelo e 5.000 kilos de carvão o restante seria água. Uma das limitações é sua poupa que é muita aderida ao caroço, mas já temos um protótipo de uma despoupadeira continua que despolpa tanto ela verde, madura ou seca com muita eficiência. Com todos estes conhecimentos nos falta capital para investimento. Carlos Alves E-mail: logset@sti.com.br |
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Biodiesel X Macaúba Muito boa noptícia esta da Macaúba,planta de muita produtividade,além de ser perene e de uma longevidade icrível....100 anos....Outra notícia muito boa é a do Carlos Alves de Souza que já tem trabalhos de pesquisas feitas pela IPAMIG e já tem máquina despopadora para extração de óleo.Nós,estamos cada vez mais descobrindo o tamanho de nosso potencial para desenvolvermos a produção de bioenergia. Temos que trabalhar rápido para podermos juntar cada vez mais plantas oleoginosas na nossa matriz de produção para viabilizarmos o biodiesel em bases competitivas... |
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uso da macaúba para produção do biodiesel Estou desenvolvendo um trabalho de monografia, e gostaria de receber informações sobre uso da macaúba para produção do biodiesel,como; se é viável o cultivo da macaúba, o custo para a produção, enfim todos os assuntos que se referem desde o cultivo até a produção do biodiesel. |
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Pinhão Manso. Sr Carlos Alves de Souza; pode nos explicar a direrença do pinhão manso e a macaúba? 1) tamanho da árvore: 2) Produção - volume 3) como colher (qual a forma de colheita). 4) tipos de doença 5) qual o aproveitamento /ha 6) como secar o fruto e armazenar Gostaria de debater os pontos positivos e negativos de cada um deles baseado em seu conhecimento e experiência. Sr Lev Severino pode nos informar o resultado de sua pesquisa e quais as doenças possiveis para uma lavoura de pinhão e como combater?. Qual o periodo em que a planta (pinhão) fica mais vuneravel a doenças? |
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Pinhão Manso. Obrigado a todos . Augusto vc tem razão. Questionei o Carlos Alves para puxá-lo a um debate franco e produtivo. Já havia pesquisado. Acho que quem já viu um pé de macaúba e um pé de pinhão manso sabe diferenciar os dois quanto a mão de obra para a colheita. A macaúba esta em estudo na Embrapa. Não existe possibilidade de escala até o momento por ser alta (20metros e conter espinho)embora a especie em estudo pode dar origem a uma macauba baixa e sem espinho. |
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... Gente, vocês deveriam ver que biodiesel a macaúba dá, espetáculo. Precisa ver que acidez baixa ela apresenta. E nem se deteriora com o tempo. Seus frutos são espetacularmente duráveis para armazenamento. E ela nem demora pra chegar ao estádio produtivo. Deixem de lado o Pinhão-manso. Os americanos e europeus vão fazer biodiesel de Macaúba também, e extrair óleo de mamona. |
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Pesquisador macaúba Estimados señores, estoy pesquisando el mbokajá, nombre de la macaúba en Paraguay, me gustaría contactar con las personas de la zona de Minas Gerais (EPAMIG y universidades mineiras) que están pesquisando allí la macaúba. La potencialidad de esta cultura es realmente enorme, pero aun faltan realizar muchas investigaciones en el área agropecuaria. Existe experiencia industrial en procesamiento de frutos de más de 60 años en Paraguay y también se comprobó que puede fabricarse biodiesel de ambos óleos (pulpa y almendra), no se está haciendo biodiesel de macauba en Paraguay hoy día porque el volumen producido es muy bajo. Estoy apoyando la investigación científica en universidades de Paraguay y me gustaría contactar con gente de otras universidades que hacen lo mismo en Brasil. Las principales barreras para el cultivo son: dificultad en romper dormencia de las semillas y cómo financiar los 4 o 5 años de espera hasta que empieza a fructificar la palma. Saludos. |
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Roteiro da macauba Antes que alguém comente erroneamente ou denegri a imagem de nossa planta nativa (macaúba), terá que fazer um roteiro, que eu vou sugerir: Sai de onde estiver segue para a cidade de jequitibá depois até a fazenda monte verdes. Vai encontrar um Sr. por nome Cinéias, simpático e muito bem humorado, tenho certeza que será bem recebido. Aproveite e passe uma tarde com ele, provavelmente ele mostrará como colher os frutos e como extrair o óleo na sua fábrica bastante rudimentar, mas que ele a utiliza praticamente 60 anos, em quanto isso tenho certeza que sua maravilhosa esposa vai fazer um café com um delicioso bolo de fubá de milho. Senhor Cinéias que é muito hospitaleiro com certeza não vai deixar a visita ir, sem tomar este café. Ao sair não esqueça de compra alguns pedaços de sabão, pois é o melhor sabão que já conheci, também compre uma lembrança artesanal de seu filho que deficiente, mas muito inteligente. Se for o caso pernoite e no dia seguinte siga para Montes Claro, quando chegar procure Cooperativa Grande Sertão, fale com o gerente que é muito atencioso, provavelmente ele encaminhará para uma comunidade distante onde tem alojamento aproveite este lugar para descansar, colher macaúbas e processá-las. Saindo de lá, vá para Abaeté e conheça a fábrica de óleo chamada Cocal do Brasil, aí verá todos os produtos e subprodutos do coco da macaúba. Já que esta em Minas Gerais chegue em Uberaba e encontre Dra. Maria Eugênia na EPAMIG, pois ela, pode dar informações sobre a germinação in vitro e sobre o plantio comercial em 2 hectares conduzido por ela. Se ainda não estiver satisfeito, vai para o estado de São Paulo, seguindo para São José do Rio Pardo no último pedágio do lado direito de quem vai, verá um grande aglomerado de macaúbas adultas, que parece ser uma plantação comercial, depois siga para São João da Boa Vista e tome um delicioso sorvete de macaúba, para não perder tempo, enquanto estiver tomando o seu sorvete, ligue para José de Castro ou Francisco de Assis Lopes pesquisadores da macaúba da Universidade Federal de Viçosas e fale sobre o assunto. Carlos Alves de Souza logset@sti.com.br |
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... Sr. Carlos Alves, muy agradecido por sus indicaciones, yo sabía que en la zona de Minas existen poblaciones de macaúba e incluso aprovechamiento de sus frutos, iré a visitar esa región cuando pueda. En realidad Acrocomia spp. existe en toda Sudamérica en forma silvestre, aprovechada en mayor o menor medida de región a región. Aquí en Paraguay es más abundante en los alrededores de Asunción, donde hay varias fábricas que procesan los frutos. Conozco de poblaciones de Acrocomia en la región de Corrientes, Argentina y más al sur todavía, la variedad de Paraguay, el mbokajá (Acrocomia totai) es un poco más pequeña que la macaúba (A. sclerocarpa) mas es totalmente resistente a heladas. Sincero saludo. |
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macaúba Macauba, brejaúba, bocaiúva, coco de espinho, macaíba e tantos outros nomes dados a acrocomia acuelata, de acordo com as viagens e literatura já encontrei macaúba em quase todas regiões do Brasil (exceto região sul) e também outros países como Paraguai e Bolivia. É uma planta nativa com um potencial enorme de produção de varios produtos como:oleo da polpa,farelo da polpa,oleo da amendoa, farelo da amendoa,carvaõ do endocarpo,alcatrão no proceso de carbonização, farinha e tantos outros produtos que podemos obter e aproveitarmos para alimentação humana e animal , geração de energia e industria de cosméticos.A dificuldade principal é a germinação demorada ( até 24 meses) e sua porcetagem de geminação inferior a 10% , mas isto já foi solucionada com pesquisas realizadas aqui na UFV com a Equipe do Prof: Sérgio Motoike. Um abraço a todos. contato F.assis@ufv.br |
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macaúba Vejam só uma pesquisa importamte feita pela Gessy Lever em agosto de 1985( Flávio Aurélio Wandeck) onde está citado sobre o aproveitamento industrial da macaúba, no processamento de 1.000 Kg de fruto conseguimos: 224 kg de oleo da polpa e 356 kg de torta , 35 kg de oleo de amendoa e 38 kg de torta da amendoa, 120kg de carvão e 60 kg de alcatrão. Todas estas características indicam que precisamos de muitas pesquisas envolvendo pesquisadores,agricultores empresários e todas as pessoas que acreditam que esta planta terá um futuro promissor. um abraço. |
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Conceição de Macabu, a origem do nome tem a ver com a macauba. Resido em uma cidade no norte do estado do rio de janeiro que seu nome originou-se desta palmeira que e nativa aqui na região, sem ninguem da muita importancia. Hoje fico muito feliz em saber que esta planta é uma oleaginosa de grande potencial em produção de oleo, estamos iniciando um projeto de plantio da especie com o objetivo de recuperar area degradada ao mesmo tempo podendo ser uma grande agregadora de valor, dentro do programa do biodiesel. Bom seria que os orgaos de pesquisa comessasse a pesquisar melhora genetica para aumentar a produção do ponto de vista agronomico. |
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Amor à Natureza Fico feliz de saber sobre a importância que vcs tem dado as nossas queridas Palmeiras. Creio que nessa crise mundial temos que nos voltar à valorização ,conhecimento,amor,a nossas terras e nossa rica vegetação.Creio que nós brasileiros necessitamos fazer o caminho de volta em alguns aspectos e creio que a pesquisa e a valorização do que é nosso por direito adquirido é uma delas. Basta que a consciência,unida ao bom senso,sem ganância,lembrando que todos os seres do planeta tem a sua função e o porque de ter nascido em seus respectivos lugares ,compreensão que vamos alcançando quando se trabalha com amor na nossa terra.Aí sim a abundância e a fartura passa ter neste lugar o seu referencial .Gostaria de receber se possivel no meu e-mail informações atuais sobre a macauba.Agroecologista... |
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processamento e germinação de macaúba ola, estou começando um viveiro de mudas e pretendo germinar macaúbas junto a outras palmeiras, gostria de saber como faço o processamento do frutos (limpeza de polpa, fibras,...) e a germinação própriamente dita, germinação aliás vou tentar o método convencional com areia 100%, umidade contante e exposição controlada ao sol (sombrite 50%), aguardo resposta, abraço a todos! |
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