Lula: transformar soja na matriz do biodiesel é um erro |
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| quarta, 20 agosto 2008 . Agência Estado | |||||||||
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje que a soja não deve ser a principal oleaginosa a ser utilizada na produção de biodiesel. Durante a inauguração da unidade da Petrobras Biocombustível localizada em Quixadá (Ceará), evento que foi transmitido pela internet, Lula ressaltou o risco inflacionário de construir um programa de biocombustível a partir de uma commodity (produto básico negociado em bolsas de mercadorias). "Transformar a soja na matriz principal é um erro, porque o preço é determinado no mercado internacional", afirmou. O principal mercado de negociação do grão é a Bolsa de Chicago. Na avaliação de Lula, utilizar a soja na produção de biodiesel é prudente apenas no caso de excesso de produção mundial, caracterizado por preços depreciados. "Neste caso, o uso da soja para o biodiesel pode até estimular os preços", disse. Para justificar o seu argumento, o presidente fez uma referência à recente alta da inflação, marcada por elevação no preço dos alimentos. "De repente eu vejo a inflação brasileira causada por commodities e a gente não pode fazer nada." Mamona Durante o seu discurso, o presidente rebateu as críticas ao programa de biodiesel do governo federal, que incentiva o uso da mamona como matéria-prima. "Ainda nem começamos a dar uma dimensão industrial para o biodiesel da mamona e muitos estão falando que o programa já fracassou", disse. Segundo ele, a escolha da oleaginosa mais adequada para a produção do biocombustível "pode levar de cinco a dez anos". Mais uma vez, Lula voltou a defender a produção dos biocombustíveis e a afirmar que ela não compete com os alimentos. "Temos uma grande política de produção de biocombustíveis e uma grande política de produção de alimentos", ressaltou. O programa do governo para o biodiesel prevê incentivos para que a cadeia produtiva da mamona seja formada a partir da agricultura familiar, de modo a garantir abastecimento e renda para o pequeno produtor. Durante a cerimônia, o governador do Ceará, Cid Gomes, anunciou subsídios de R$ 200 por hectare de mamona cultivada na região. Petrobras Também em discurso, o presidente da Petrobras Biocombustível, Alan Kardec, afirmou que três razões levaram a empresa a inaugurar hoje uma unidade de biodiesel: o aumento da demanda por biocombustíveis no Brasil e no mundo; a capacidade do Brasil de responder a esse movimento; e a exigência do governo de que parte da matéria-prima seja oriunda da agricultura familiar. A unidade de biodiesel da Petrobras em Quixadá tem capacidade de produção de 57 milhões de litros do biocombustível por ano, dos quais aproximadamente um terço serão destinados ao Ceará e o restante a demais Estados do Nordeste. A Petrobras investiu R$ 100 milhões no projeto. A companhia deve inaugurar em breve sua terceira usina de biodiesel, em Montes Claros, Minas Gerais. Tatiana Freitas Textos Relacionados:
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Mario :
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Biodiesel de óleo de soja Como diz um ilustre colega, o engenheiro agrônomo Roberto Rodrigues, “as pessoas em geral não têm noção do tamanho do problema”. Vejamos alguns números da Abiove: na última safra (de fevereiro de 2007 a janeiro de 2008), o Brasil produziu mais de 55 milhões de toneladas de soja. Processou cerca de 30 milhões de toneladas e exportou, na forma de grãos, 25 milhões de toneladas de soja. Consumiu internamente cerca de 10 milhões de toneladas de farelo de soja e pouco mais de 3 milhões de toneladas de óleo de soja. Exportou mais de 12 milhões de toneladas de farelo de soja e pouco mais de 2 milhões de toneladas de óleo de soja. O teor de óleo no grão de soja é de apenas 18%. Portanto, o principal produto da soja não é o óleo de soja, mas sim o farelo – insumo fundamental para a produção de aves, ovos e suínos, fontes de proteína de baixo custo e alto valor. Devemos, pois, deixar de exportar matérias primas, aumentar a nossa capacidade de processamento de soja e aumentar ainda mais a nossa capacidade de produção de aves, ovos e suínos, tanto para o mercado interno quanto para a exportação, agregando valor à nossa produção e gerando emprego e renda, tanto no campo quanto na indústria. Nesse ciclo virtuoso e em função da necessidade de uma alimentação mais saudável e balanceada, cada vez mais vai sobrar óleo: menos frituras, menos gordura vegetal hidrogenada e mais proteína! Sendo assim, creio que devemos ampliar o uso do óleo de soja na produção de biodiesel. Teríamos menos problemas de arteriosclerose e obesidade, além de um meio ambiente mais saudável. Com as nossas 55 milhões de toneladas de soja, poderíamos produzir anualmente cerca de 10 bilhões de litros de biodiesel e atender 25% do nosso consumo atual de óleo diesel. E para os gourmets, poderíamos produzir tranquilamente óleos vegetais mais finos e mais nobres que o óleo de soja, tais como o de girassol, o de canola, o de dendê, o de algodão, o de milho, etc.. Obs.: a produção nacional de mamona não atende a demanda da indústria ricino-química e não chega a 0,9 % da produção de óleo de soja. |
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soja não! Falo como quem acompanha de perto os número a produção e a escoação de soja no estado maior produtor do grão! Mato Grosso. O óleo obtido da sojá não compensa pelo baixo teor. Na vasta cadeia da soja, transforma-la em biodiesel é perder dinheiro! Existem outras alternativas, o que falta é pesquisa e persistência! Soja é um dos produtos principais nas bolsas de valores do mundo todo, imaginem a flutuação!!!!!!! |
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