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Laboratórios são importantes na produção de biodiesel

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quarta, 20 agosto 2008 . BiodieselBR.com   
Revista BiodieselBR
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O laboratório de biodiesel do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) foi um dos primeiros a ser implantado no Brasil. Ao lado do Instituto Nacional de Tecnologia (INT) e do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), a instituição começou a investir no setor em 2003. “No início atendíamos muitas usinas em todo o país, mas com o aumento do número de empresas com laboratórios próprios, isso mudou”, conta o técnico da divisão de biocombustíveis Wellington Wagner Dias Vechiatto.

A instituição possui estrutura para realizar todos os ensaios de qualidade necessários para o biodiesel. “Só não temos equipamento para medir o número de cetano do combustível, que é um ensaio que precisa ser feito a cada trimestre civil”, diz Vechiatto.

Quem participar da Conferência BiodieselBR em Curitiba no próximo dia 29 de agosto poderá conhecer pessoalmente a estrutura do Tecpar. “Vamos apresentar nossos equipamentos desde as análises mais simples até as mais complexas e também a usina de biodiesel na qual realizamos pesquisas de uso de diversos tipos de oleaginosas e óleo de cozinha reaproveitado”, adianta.

Análises
Antes do biodiesel chegar ao usuário final ele precisa passar por mais de 20 testes de laboratório. Esses testes, como regra, não devem ser feitos dentro das próprias usinas produtoras. O motivo é fácil de entender: a confiabilidade é sempre maior quando uma terceira pessoa analisa o produto, ao invés do próprio fabricante. Por isso, embora as usinas possam ter equipamentos de testagem em suas instalações, não são eles que vão dar a palavra final sobre a produção de cada dia. É preciso procurar um agente externo de certificação.

"Fazemos algumas análises mais simples, tais como índice de acidez e índice de iodo. Estamos para adquirir equipamentos para podermos realizar mais análises", afirma Nivaldo Tomazella, diretor industrial da Biopar, uma usina com sede em Rolândia, na região Norte do estado do Paraná. "É nosso objetivo manter um laboratório na usina. Só estamos estudando quais equipamentos serão imprescindíveis termos, e quais serão terceirizados", diz ele.

Os industriais da área ainda não consideram os testes como um peso a mais nas finanças – nem acreditam que os testes sejam, pelo menos por enquanto, um fator que venha a modificar significativamente o preço final do combustível para os consumidores. Pelo contrário. A impressão é de que os exames podem inclusive trazer economia para a fábrica. "Achamos que a principal economia é quanto à rapidez de respostas na correção de parâmetros do processo, tendo com isso diminuição de gastos de re-processamentos", opina Tomazella.

Para mais informações sobre a visita ao laboratório do Instituto de Tecnologia do Paraná acesse a página abaixo:
http://conferencia.biodieselbr.com/curitiba.htm

Rosiane Correia de Freitas - Texto extraído da Revista BiodieselBR

Revista BiodieselBR
Comentarios (4)add comment

Richard Fontana :

BioD x Laboratório : Controle de Qualidde
Artigo: BioD x Laboratório CQ.
Uma pequena e até mesmo uma média usina biodieselizadora, no volume de investimentos que irá ter para a sua implantação e também de custos de operacionalidade, teria que optar por ter e apenas testes mais simplificados, tanto da matéria prima (óleo vegetal ou gordura animal) como do produto principal - o biodiesel - e dos residuais - glicerol, álcool a ser recuperado, e água como efluente -.
Um laboratório completo e para que se possa ter condições de CQ quase que totais em cima dos itens e parâmetros de controle indicados, irá exigir um volume de investimentos, sendo estes recursos financeiros, de manutenção, operacionalidade neste setor e de pessoal especializado, que julgamos que somente os grandes empreendimentos podem viabilizar.
Assim sendo, louvável a atitude e a disponibilização no caso paranaense, que o TECPAR - Instituto de Tecnologia do Paraná, faz. A centralização e volume de serviços cria condições para que os custos sejam reduzidos, e desta forma é possivel então a instituição pública possuir contratos ou convênios e com isto atender as condições necessárias de controle.
Salienta-se ainda que a estrutura média e superior de ensino no Brasil, e especificamente no Estado do Paraná possui abrangência considerável, e quase toda ela possui laboratórios que se não puderem oferecer condições de atendimento total no CQ do setor industrial, acreditamos que pelo menos nos parâmetros mais importantes possam efetuar este atendimento. Assim sendo, o setor de ensino e pesquisa não deve ser descartado no contexto de controle de qualidade e de produção. É apenas uma questão de procura e conjugação de interesses.
Londrina, 21de Agosto de 2008 - 09:26 horas.
Richard Fontana
Diretor de Tecnologia
AustenBio Tecnologia em Biodiesel
Fone (43) 3328 7000
fontana@austenbio.com.br

 
21.08.2008 - 09:26
Votos: +0

Evandro Peclat Otz :

Custo da análise de biodiesel é elevado sim
Para realizar ensaios de controle de qualidade no biodiesel com todas as especificações propostas pela ANP o produtor deve ter ciência de que o preço e o custo de manutenção dos equipamentos é elevadíssimo. Soma-se a isto a mão de obra especializada para o seu manuseio. Vamos exemplificar: para determinar teores de mono-di-tri glicerídeos devemos utilizar um cromatógrafo ou RMN. Imagina um sistema de produção em batelada, onde a cada batelada é realizada todas as análise. Então, fica evidente o aumento no custo do produto final.
 
21.08.2008 - 14:21
Votos: +0

José Carlos Bastos :

A especificação deverá ser atendida para liberação do produto ou não?
Como diz o Arnaldo a regra é clara:

A ANP conceitua:

VI – batelada – quantidade segregada de produto em um único tanque que possa ser caracterizada por um "Certificado da Qualidade".

O Cerificado Mensal de Análise solicita que se registre o tamanho da batelada.

Portanto, cada batelada deverá ser analisada, no mínimo nos itens solicitados pelo Cerificado Mensal, antes de ser liberada para venda, não é mesmo?

 
21.08.2008 - 18:11
Votos: +0

Evandro Peclat Otz :

BATELADA
Bateladas grandes X Bateladas pequenas

Acho importante a definição de batelada, mas a questão é: qual o mais viável a, a batelada grande ou a pequena? caso se escolha a pequena, as inconformidades do produto poderam ser corrigidas e o produto pode ser reprocessado sem maiores dificuldades - o problema é que o custo analítico claro que ficará maior. Já com a batelada sendo de grande volume, caso seja detectada uma inconformidade, grandes volumes de biodiesel deveram ser reprocessados para colocar a baltelada dentro das especificações - o custo analítico será menor. Na dúvida prefiro um acompanhamento com bateladas menores.

Evandro Peclat Otz - Doutorando
IME- Instituto Militar de Engenharia - RJ
peclat@pop.com.br
 
3.09.2008 - 19:05
Votos: +0

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Comentários

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