Indústrias descartam uso da mamona |
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| quarta, 13 agosto 2008 . Valor Econômico | |||||||||
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A mamona, defendida pelo governo como alternativa ideal para a inserção da agricultura familiar na cadeia de produção de biodiesel, ainda é descartada pela maioria absoluta das fabricantes do combustível. Em pesquisa apresentada ontem no Congresso Brasileiro de Agribusiness, da Associação Brasileira de Agribusiness (Abag), simplesmente nenhuma empresa declarou utilizar a matéria-prima. “Sobre a mamona, existem duas certezas: que ela não serve como alimento e que não serve para o biodiesel”, disse Marcello Brito, diretor comercial da Agropalma. “Ela pode se tornar uma boa alternativa no futuro, mas, no momento, não é. O governo é que tem insistido”. O estudo foi elaborado pela própria Agropalma como tentativa de fazer um retrato das ações de sustentabilidade no mercado de biodiesel, sobre as quais há poucas informações disponíveis, segundo Brito. O estudo acabou limitado pelo receio das companhias em revelar dados sobre suas operações. “Todos querem dados sobre o mercado, mas ninguém se dispõe a fornecê-los. Todo mundo quer ir para o céu, mas ninguém quer morrer”, diz o diretor. Das cerca de 40 empresas em operação no país, 18 dispuseram se a participar, mas foram 11 as que enviaram suas respostas. Ainda que tenha sido um levantamento “por amostragem”, diz ele, essas companhias foram responsáveis, respectivamente, por 47% e 32% do volume arrematado nos dois últimos leilões realizados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Soja e sebo animal, isoladamente ou consorciadas, representaram 73% da matéria-prima utilizada pelas fabricantes entrevistadas — no mercado, estima-se que, sozinha, a soja responda por 90% da base de produção de biodiesel. “Fala-se do biodiesel como uma oportunidade de inclusão da agricultura familiar, mas quem na agricultura familiar produz soja ou sebo?”, diz Brito. A Agropalma fabrica biodiesel a partir da palma, mas as vendas do combustível representam apenas 2% do faturamento da companhia, que foi de R$ 395 milhões em 2007. A mamona não foi excluída do mercado, mas sua baixa produtividade e produção concentrada na agricultura de pequena escala afastam as indústrias. A ANP considera a viscosidade da oleaginosa imprópria para a produção do combustível sem a adição do óleo de outras matérias-primas. Entre as empresas entrevistadas na pesquisa, 22% têm faturamento de até R$ 25 milhões. As de faturamento entre R$ 100 milhões e R$ 250 milhões representam 33% da amostra, e as de receita anual superior a R$ 500 milhões são 45% do total. Em ações de apuração da sustentabilidade das empresas, 55% informaram não ter estudos documentados sobre impacto das atividades sobre a água, o solo e as populações locais e 64% não dispõem de informações desses impactos sobre o solo ou a fauna. Patrick Cruz, de São Paulo Textos Relacionados:
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Telmo Heinen :
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Céu Todo mundo quer ir para o céu, mas quando alguém inicia a viagem, a lamúria é geral... como é que pode ? Apesar de lidar com uma cultura perene (Palma do dendê), por que o Sr. Marcello Brito não fez nenhuma referência às outras culturas perenes, fora da região amazônica ? Dois pesos e duas medidas é injusto toda a vida... Além disto fez uma abordagem tendenciosa da mamona... midiática! |
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Uma floresta não se forma por acaso Uma floresta não se forma por acaso. Existem as árvores intermediárias que vão dando suporte para o surgimento das árvores definitivas. O mesmo pode acontecer com o dendê. O senhor Telmo vem, aqui e acolá, citando a batata doce para o biodiesel. Eu não conheço nada a respeito da utilização da batata doce como matéria prima para o biodiesel. Sei apenas que na região do dendê a batata doce medra. Que tal não utilizar a batata em consórcio com o dendê no intervalo da produção do mesmo, isto é, durante a fase negativa, fase de carência do coco? Lembrem-se que não podemos levar biodiesel do Ceará para a Amazônia, tampouco trazer sal da Amazônia para Mossoró (RN). Wilson de Oliveira - wilson_jovem@yahoo.com.br PATAMUTÉ CONSULTORIA LTDA. |
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