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Distância entre insumo e usina afeta biodiesel

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quinta, 07 agosto 2008 . Jornal A Tarde   
Revista BiodieselBR
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Da forma que está estruturada a cadeia produtiva dos biocombustíveis, com as usinas estando distantes das regiões produtoras de matéria-prima, o Brasil corre o risco de gastar uma imensa quantidade de óleo diesel para produzir biodiesel, o que seria um contra-senso econômico e ambiental. A avaliação é de Décio Gazzonni, pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e um dos palestrantes do III Congresso Brasileiro de Mamona (CBM), que está acontecendo em Salvador desde segunda e será encerrado amanhã.

"Na Bahia, a usina inaugurada pela Petrobras em Candeias, na semana passada, está numa área onde não se plantam as principais matérias-primas, como mamona, algodão e soja, cujas produções estão na região de Irecê e no oeste. Tal situação demanda o transporte desse material por caminhões à base de óleo diesel", destacou Gazzonni, salientando que o problema seria o mesmo caso a usina fosse implantada nessas regiões. "Como o mercado consumidor está no litoral, o biodiesel também teria que ser transportado para cá. O problema é de logística", disse.

Mamona
Outro problema indicado pelo pesquisador refere-se à baixa produtividade da lavoura. Segundo a Embrapa, a Bahia é o maior produtor nacional de mamona, com 141 mil hectares de área plantada dos 154 mil hectares voltados para a mamona no Brasil. "Apesar disso, hoje, a produção é de no máximo 700 quilos de mamona por hectare, quando o ideal para se garantir a rentabilidade seria de 2,5 a três 3 toneladas por hectare. "Só assim, o pequeno produtor poderia obter vantagem com a mamona e, realmente, ter condições de se inserir na cadeia produtiva", afirmou Gazzonni, ressaltando que o cenário derruba inclusive o alarde em torno da resolução da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), estabelecendo que a mamona não é indicada para ser utilizada pura na fabricação de biodiesel. "Nos parâmetros da produção atual, de modo algum seria possível suprir a indústria do biodiesel apenas com mamona", enfatizou.
Revista BiodieselBR
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Brito :

Reduzir custos dentro da porteira
Reduzir custos dentro da porteira seria uma solução inteligente. Concordo com Oliveira Pinto, quando diz:

"Todos sabem que já existe tecnologia (inclusive no Brasil) para utilizar o óleo vegetal puro como combustível. Porém, sem um "controle" central e federalizado, nenhum agricultor pagará mais os impostos e lucros absurdos das empresas petroleiras....basta produzir seu próprio combustivel na fazenda ou na cooperativa..."

Na realidade é oneroso levar o combustível para "não sei pra onde" e, depois retorná-lo para a fazenda acrescido de impostos e outras taxas.

Já pensaram quanto combustível se gasta nesse "pra lá e pra cá"?

 
9.08.2008 - 17:24
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Gilson Leite de Moura :

Queima inútil num planeta carente.
Queimar uma vela no escuro para achar outra seria um contra senso. Mas aparentemente, é isso que a implantação das grandes fábricas de biodiesel estão fazendo quando constroem suas mega indústias distante da zona produtora da oleaginosa e do consumidor. Em primeiro lugar, vamos facilitar as coisas: Oleo vegetal ou animal, sim; biodiesel, não! Afinal de contas nosso homem do campo há muito já sabe fazer o óleo. Em segundo lugar: Pequenas fábricas próximas as oleaginosas e aos consumidores do óleo; Nada mais justo, nossos agricultores produzirem seu combustível para o seu trator e para o seu caminhão e usarem esse produto da mesma maneira que já usam nas suas casas, o feijão cultivado por eles nas suas roças. Se o capitalismo e o que chamam de economia de escala começam a nos impor normas BURRAS, não podemos nos comportar como irracionais porque segundo compreendo, não foi o homem que foi feito para as leis, mas o contrário. Queimar o óleo vegetal como combustível motor no campo onde ele é gerado tem muitas vantagens e entre elas a independencia energética de quem realmente produz e separa a agricultura do pequeno, da influência maléfica do petróleo. O óleo vegetal combustível precisa ser feito e consumido na roça sem a parafernália da indústria de biodiesel que gera problemas e também sem a criação de impostos que inviabilisem idéias tão coerentes para o meio ambiente e meio rural. Se o grande quer continuar produzindo biodiesel, monte as condições para isso. O óleo seria o combustível da roça porque nasceu na roça desde que Cabral pisou aqui.
 
10.08.2008 - 18:04
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