Brasil avança no valorizado mercado de óleo de palma |
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| quarta, 23 julho 2008 . Valor Econômico | |||||
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Impulsionado pela escalada dos preços internacionais, o mercado brasileiro de óleo de palma assiste a um fortalecimento puxado por novos investimentos na expansão da produção e em unidades de beneficiamento. Com uma oferta atual pouco superior a 110 mil toneladas anuais, o país é apenas o 15º nesse ranking - historicamente dominado por Malásia e Indonésia -, mas sua área potencial para o cultivo da palma é a maior do mundo. Em parceria com a Felda, agência do governo da Malásia, a Braspalma Agroindustrial vai criar em Tefé (AM), a 525 quilômetros de Manaus, um projeto de plantio e beneficiamento de palma. O investimento informado ao governo amazonense será de R$ 200 milhões. Ao Valor, o presidente da Braspalma, Iderlon Azevedo, informou, por e-mail, que esse valor é aproximado. "Isso dependerá da nossa eficiência", afirmou. No momento, a empresa trabalha nos estudos de viabilidade técnica e econômica do projeto requeridos pelo governo do Estado. Os estudos começaram em maio. Segundo a programação inicial da Braspalma, o plantio começará em janeiro de 2009. Até meados de novembro, informou o executivo, o escritório da empresa deverá estar concluído. A área de plantio será de 20 mil hectares e deverá beneficiar três mil produtores. O desenho da parceria prevê a doação do terreno pelo governo do Amazonas, financiamento pelo Banco da Amazônica (Basa) e assistência técnica da Braspalma. Clique na imagem para ampliar A idéia da Felda é ter uma área total de plantio de 100 mil hectares, mas esse terreno adicional não será desenvolvido com a Braspalma, segundo Azevedo. "A Malásia estuda parceria com outras empresas além da Braspalma, em diversos países", afirmou. O projeto em Tefé ressuscitará uma tentativa de transformar a cidade em pólo de produção de palma. Em 1984 foi criada a Empresa Amazonense de Dendê (Emade), controlada pelo governo estadual, mas o projeto, emperrado, acabou abandonado em 1993. A área e a estrutura física que serão ocupadas pelo novo projeto da Braspalma são os mesmos da Emade. Ainda há poucas informações sobre a estrutura da parceria entre a Felda e a Braspalma Agroindustrial ou mesmo sobre a composição da empresa brasileira, que teria sido criada por um grupo da Malásia, liderado pela própria Felda. Iderlon Azevedo já atuou como representante do Conselho de Promoção do Óleo de Palma da Malásia no Brasil. A Agropalma, empresa controlada pelo Banco Alfa e maior produtora de óleo de palma do país, prepara para o fim de agosto a inauguração de sua quarta unidade de processamento, localizada em Tailândia (PA). O investimento na fábrica - que, com capacidade para 60 toneladas de cachos de frutos frescos por hora, será a maior da companhia - é de R$ 70 milhões. A empresa faturou R$ 395 milhões em 2007 e projeta para este ano receita de R$ 570 milhões. O crescimento estará fortemente ligado à valorização da palma no mercado externo, segundo Marcello Brito, diretor comercial da companhia. O aumento também deverá ocorrer com a melhora da produtividade - em 2007, a produtividade foi afetada por uma seca registrada em 2005. Nessa cultura, os efeitos das secas são sentidos dois anos depois. A valorização global da palma tem ocorrido principalmente em virtude de seu crescente uso na fabricação de biodiesel. Nos últimos dois anos, o preço da tonelada do óleo subiu, em dólares, mas de 135% na bolsa da Malásia. No Brasil, no entanto, os projetos ligados ao produtos têm como destino primordial o abastecimento da indústria de alimentos. "Fazer biodiesel no Brasil com óleo de palma, nesse nível de preço, é inviável", afirma Brito. Segundo ele, o preço do biodiesel, de cerca de R$ 2.600 por tonelada, ainda é inferior aos R$ 3 mil do óleo bruto em São Paulo, já incluídos 12% de ICMS. O óleo refinado, também em São Paulo e com ICMS incluído, é de R$ 3.700. Na Agropalma, apenas 2% do faturamento vem da venda de biodiesel - na companhia, a produção do combustível, concentrada na unidade localizada em Belém, é feita a partir da oleína, um subproduto do óleo refinado. Na Braspalma, com seu projeto amazonense, a produção de biodiesel também não está nos planos imediatos. "Biodiesel, somente no futuro", informou o presidente Iderlon Azevedo. Patrick Cruz, de São Paulo Textos Relacionados:
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Missao Tanizaki
disse:
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| Boa parte dos Ambientalistas estão corretos !!!!!!!!!!!!!! Os nossos Governantes buscam e aprovam investimentos de outros países porque tem seus motivos … Na Amazônia é comum alegarem que utilizarão apenas as Áreas Desmatadas ou Áreas Degradadas. Os Ambientalistas preocupam com os avanços dos Desmatamentos e ampliação das Áreas Degradadas. Para evitar expansão do desmatamento e mais degradação de novas áreas, o Congresso Nacional poderia incluir uma emenda na Legislação Vigente, onde passariam a exigir para implantação de projetos como o citado na matéria: os interessados devem aplicar equivalente a 1/3 (ou outro valor) do necessário para implementar o projeto de Recuperação das Áreas desmatadas ou das Áreas Degradadas, com Espécies Nativas da Região, com o devido acompanhamento e reaplicação para Áreas que não conseguirem avanços previstos, podendo dar ao interessado o direito de explorar a área recuperada após sua completa recuperação. O Brasil ganha com isso em dois sentido: 1) o Brasil passa a efetivar a Recuperação / Preservação do Meio Ambiente e Biodiversidade que o Mundo vem cobrando do Governo Brasileiro. 2) o Brasil recebe investimentos para Produção de Biomassa SUSTENTÁVEL, gerando muitos empregos dignos. . MISSAO TANIZAKI Fiscal Federal Agropecuário Bacharel em Química missao.tanizaki@agricultura.gov.br Esplanada dos Ministérios, Bloco “D”, Sala 346-B, Brasíla/DF TUDO POR UM BRASIL / MUNDO MELHOR 1
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| A cana de açúcar é a cultura por excelência com a "cadeia produtiva" bem estruturada. Os produtores / fornecedores de cana não se arriscam mudar de usina visto que a distância é fator limitante. As usinas são instaladas obedecendo a um raio limite, justamente para evitar desperdício com o transporte da matéria prima. Os produtores de Biodiesel têm muito que aprender e copiar com a cadeia produtiva da cana de açúcar. 2
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