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Baixo custo favorece sebo na produção de biodiesel

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segunda, 30 abril 2007 . Valor Econômico   
O sebo bovino é a matéria-prima mais barata dentre as disponíveis atualmente para a produção de biodiesel no Brasil. Enquanto a mamona, cujo uso o governo tenta estimular - sobretudo na região Nordeste -, custa R$ 2.950 por tonelada, o preço do sebo bovino é da ordem de R$ 1.150 por tonelada no mercado, de acordo com dados da empresa Aboissa Óleos Vegetais apresentados por Linneu da Costa Lima , secretário de produção e agroenergia do Ministério da Agricultura, na sexta-feira no Congresso Internacional da Carne, na capital paulista.

O girassol, outra matéria-prima que vem sendo utilizada na produção do biocombustível, custa R$ 1.750 por tonelada no mercado; o dendê (óleo de palma bruto), chega a R$ 2.000, enquanto a soja sai por R$ 1.600.

"Das matérias-primas para o biodiesel, a de menor custo é o sebo bovino", disse Costa Lima. De acordo com ele, com o avanço da produção de carne no Brasil, o país tem quantidade suficiente para trabalhar com essa matéria-prima. E essa oferta é positiva, acredita o secretário.

A razão é que se o país quiser exportar biodiesel para a Europa terá de produzir um biocombustível usando 30% de sebo bovino. Costa Lima explicou que as especificações técnicas do biodiesel consumido na Europa exigem essa quantidade de sebo como matéria-prima. Mas, conforme Costa Lima, as desvantagens na produção de biodiesel com sebo bovino é que esse mercado ainda é incipiente e há irregularidade na produção.

Outras matérias-primas também apresentam gargalos, afirmou. Da soja, por exemplo, se extrai 18% a 21% de óleo, ou 600 quilos por hectare. Da mamona se extrai 45% a 50%, ou 1.200 quilos por hectare e do pinhão-manso, 40% a 50%, ou 2.500 quilos por hectare. "Mas as duas não têm colheita uniforme", disse.(AAR)

Revista BiodieselBR
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