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Agropalma aposta em gorduras e biodiesel

A Agropalma, responsável por 75% da produção de óleo de palma no país, aposta nos mercados de biodiesel e gorduras vegetais para ampliar as vendas em 2005.

Em janeiro, o grupo vai inaugurar uma fábrica de biodiesel à base de palma e concluir a ampliação da unidade de gorduras vegetais, ambas situadas em Belém (PA) e que receberam um investimento próximo a US$ 1 milhão.

Marcello Amaral Brito, diretor comercial da Agropalma, estima para 2005 produção de cerca de 140 mil toneladas de óleo bruto, contra 125 mil estimados para este ano - volume 50% acima do registrado em 2003.

Brito disse que o crescimento foi impulsionado pelo aumento da demanda por óleos e gorduras, extraídos da polpa da palma, e óleo láurico, obtido a partir da amêndoa e que é usado como matéria-prima pelas indústrias de alimentos e cosméticos.

As exportações, que até o fim do ano devem pular de 5 mil para 25 mil toneladas, também deram impulso à produção. Brito diz que os principais destinos foram Estados Unidos, Canadá, México, Alemanha e Chile e há previsões de venda para Japão e Coréia.

O grupo prefere não informar a previsão de receita para 2004. No ano passado, o faturamento cresceu 51,4%, para R$ 283,782 milhões. Formado por seis empresas, todas sediadas em Belém, o grupo foi criado em 1982 pelo empresário Aloysio Faria, na época dono do Banco Real.

Com a compra do banco, em 1998, pelo ABN Amro, a Agropalma passou ao controle do Banco Alfa e de outras empresas do conglomerado controlado por Faria.

De acordo com Brito, a empresa lança em 2005 uma nova linha de gorduras vegetais voltada para o setor de foodservice e indústrias de alimentos. A Agropalma também pretende triplicar a produção de gorduras vegetais, com a ampliação da fábrica de Belém, que passará de 2 para 6 toneladas por hora de óleo bruto de palma.

A estratégia tem como meta alavancar as vendas da Agropalma e manter a empresa na disputa pelo mercado de gorduras vegetais do país, hoje controlado pelas multinacionais Bunge, Cargill e Louis Dreyfus (controlador da Coinbra). Há cinco anos, esse mercado era disputado por dez empresas; hoje são sete.

"Esse mercado passa por uma concentração e o objetivo é brigar com a Cargill pelo segundo lugar no mercado", disse Brito. Em julho, a americana concluiu a compra da unidade de gorduras vegetais do grupo Maeda, aumentando a sua capacidade de produção de 7 mil para 12 mil toneladas por mês, passando à segunda posição depois da Bunge. Brito negou que haja interesse da Cargill pela Agropalma.

Na área de biodiesel, o grupo planeja produzir 8 milhões de litros em 2005, sendo 3 milhões consumidos pela frota da Agropalma e o restante vendido a empresas do Pará. A unidade, que começa a operar em janeiro, terá capacidade para produzir 60 milhões de litros por ano.

"Dependendo da demanda do mercado, a Agropalma apostará em uma produção de vulto", afirmou Brito. Ele acrescenta que o grupo negocia a exportação de biodiesel para a Europa já em 2005.

Produzido a partir de ácidos graxos do óleo de palma, o biodiesel foi desenvolvido em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). No dia 24, Agropalma, Ecológica de Mato Grosso (Ecomat), Dedini e governo federal lançam o Programa Nacional de Biodiesel.

As apostas no biodiesel e na gordura vegetal têm como objetivo agregar valor à produção, diante da tendência de queda nos preços mundiais do óleo de palma, que acompanham as cotações do complexo soja.

Segundo dados da bolsa de óleo de palma da Malásia (maior produtor mundial), o óleo bruto recuou 11,5% de janeiro a setembro, ficando cotado, na média, a US$ 439 por tonelada. Há estimativas de que os estoques mundiais de passagem tenham subido no ano de 1,1 milhão para 1,4 milhão de toneladas, em função da boa safra na Malásia. "Os preços tendem a baixar em 2005 e é preciso estar preparado para suportar essa queda", disse Brito.

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