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Negócio

Petrobras planeja logística para atender mercados onde não terá mais refinarias


Estadão Conteúdo - 28 ago 2020 - 10:00

As discussões sobre o próximo planejamento estratégico da Petrobras já estão em andamento, e desta vez vão envolver estratégias para que a empresa continue a abastecer o mercado em regiões onde a estatal não terá mais refinarias como base para distribuição de combustíveis, informou o diretor de Comercialização e Logística da companhia, André Chiarini.

“Estamos avaliando sim investimentos em dutos, terminais portuários. A fase de preparação para essa abertura está em pleno vapor”, afirmou Chiarini em evento online promovido pela Copead/UFRJ nesta quinta-feira, 27, referindo-se à venda de refinarias pela Petrobras após acordo feito com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Segundo ele, os mercados que não contarão mais com refinarias poderão ser viabilizados também por cabotagem, dutos e até ferrovias. A Petrobras colocou oito refinarias à venda e já recebeu ofertas para a Rlam, na Bahia. As outras estão localizadas no Paraná (Repar), a próxima a ter ofertas, em Pernambuco (Rnest), Rio Grande do Sul (Refap), Minas Gerais (Regap), Amazonas (Reman), Ceará (Lubnor), e Paraná (Six).

Chiarini afirmou que a abertura do mercado de refino é bem positivo para o País, e pode tornar a Petrobras ainda mais competitiva. “Estamos incrementando nossa base de dados de inteligência artificial para captar rapidamente informações de mercado e antecipar movimentos dos nossos concorrentes”, explicou.

Ele negou, no entanto, que haja intenção da Petrobras privatizar a PB-Log e a Transpetro, subsidiárias que atuam como braços de logística. Segundo ele, a estratégia com essas duas empresas será torná-las mais competitivas, e para isso haverá uma discussão mais profunda sobre o planejamento estratégico de cada uma, incrementando, por exemplo, a prestação de serviços para terceiros.

“O que a gente está fazendo nesses dois casos é buscar desenvolver uma agenda transformadora. A gente trocou os presidentes das duas empresas, no caso da Transpetro, toda a diretoria. Queremos tornar as empresas mais competitivas, tem um espaço importante de redução de custos, e uma vez que tiver esse dever de casa avançado, aumentar a prestação de serviços para terceiros, além do que já fazem hoje”, informou.