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As usinas de biodiesel do Brasil

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Queima direta de biomassa: ciclos a vapor

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Revista BiodieselBR
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Os sistemas utilizados no Brasil são predominantemente ciclos a vapor (queima direta) operando em co-geração nas indústrias de cana e papel/celulose. A produção de energia elétrica da biomassa foi 10 TWh (1999; 3% do total de energia elétrica) sendo 4,1TWh no setor de cana de açúcar (cogeração); 2,9TWh na indústria de papel/celulose; 0,7TWh (lenha), 2,1 TWh de resíduos agrícolas. O setor de cana -de-açúcar passa hoje por uma transição, evoluindo de sistemas a vapor de baixa pressão (até 20 bar) para sistemas a alta pressão (até 80 bar), permitindo sair da auto-suficiência em energia elétrica para a geração de alguns GW excedentes.

A utilização destas tecnologias, com os custos atuais, é economicamente viável em comparação com custos comerciais da energia (o investimento estimado na indústria de açúcar é de R$ 725-1100/kW adicional, excedente, para sistemas em baixa pressão e alta pressão, 2,2-8,0 Mpa, respectivamente). Há um grande aumento na implantação destes sistemas, nos últimos 12 meses, sendo que investimentos até R$ 1350/KW são viáveis (38), no caso de usinas de açúcar.

Na indústria de cana de açúcar, sistemas de queima direta poderão gerar adicionais de até 2,4-2,7 GW (base anual) se usarem cerca de 25% da palha em adição ao bagaço (ou até 3,4 GW, com 40% de palha).

O setor de papel e celulose gera para consumo próprio, usando a lixívia negra, cavacos e cascas de madeira. Em 1999 a capacidade instalada era 718 MW cobrindo 50% das necessidades de energia; seria possível complementar com madeira, em co-geração pura, atingindo 79% das necessidades (450 MW adicionais).

Dos outros resíduos agrícolas, apenas os referentes a arroz e trigo são aproveitáveis hoje; se implementados, atingiriam até 450 MW. Resíduos de produção madeireira são utilizáveis em unidades relativamente pequenas, com potência estimada de 400- 800 MW.

É muito importante avaliar o potencial para plantações energéticas (em particular, eucalipto); como exemplo, um estudo da CHESF (42) indica potenciais para a produção de eucalipto no Nordeste em 50 milhões de ha (levando a pelo menos 85 GW) a custo médio de biomassa de US$ 1,36/GJ.