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Indicadores de produção e produtividade de BIOMASSA

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O consumo mundial de madeira atingiu 3,3x 109 m3/ano, em meados dos anos 90. A área florestal no mundo era de 3,4x109 ha em 1995, o que correspondeu a 27% da superfície terrestre, excluindo Groenlândia e Alasca, sendo que o Brasil detinha 16% das florestas. A área dobrou entre 1980 e 1995 (de 40,2x106 ha para 81,2x106 ha.

No Brasil, o consumo de madeira é de 300x106 m3/ano, sendo cerca de 100 x106 m3/ano de florestas plantadas para uso industrial. Em 2001, o consumo industrial foi estimado em 166 x106 m3/ano. Este total compreende 32 m3 para papel e celulose, 45 m3 para carvão vegetal; 29 m3 para lenha industrial; e 60 m3 para produtos sólidos (serrados, laminados, painéis etc).

No Brasil, a participação das florestas plantadas cresceu sensivelmente nos últimos anos. No segmento de papel e celulose, 100% da madeira provêm do reflorestamento. Para a indústria de carvão vegetal a área de florestas plantadas cresceu de 34% (1990) para 72% (2000). No setor de produtos sólidos de 28% (1990) para 44% (2000). Estima-se em 6,4x106 ha a área de florestas plantadas no Brasil, sendo 4,8 x106 ha de Eucaliptos e Pinus, com cerca de 2,6x106 ha adicionais de florestas nativas intercaladas.

Em 2000 a produtividade média de eucalipto, em São Paulo, foi de 36 m3/ ha.ano. Para 3 ciclos de 6 anos, atingiu 44,8 m3/ha.ano. Estimativas indicam médias, para o futuro próximo, de 50 - 60 m3/ha.ano.

Os custos de florestas energéticas no estado de São Paulo são de US$ 1,16/ GJ para a situação hoje (com 44,8 m3/ha.ano, e 21,4 km de média de transporte) e de US$ 1,03 no futuro (com 56 m3/ha.ano, mesma distância). Estes valores dão uma idéia das vantagens comparativas do Brasil, vez que os parâmetros de campo do Brasil, em 2000, representam o ponto futuro projetado para o hemisfério norte, no ano de 2020.

Todo o desenvolvimento na área, para celulose e papel, leva a uma condição excepcionalmente vantajosa para o Brasil na exploração também de energia de florestas. O uso energético no Brasil durante 2000 foi de 21,4 Mtep de lenha (aproximadamente 140x106 m3) com a seguinte distribuição: carvão vegetal: 36%, energia elétrica: 0,5%; doméstico: 31%; indústria: 25%; agropecuária: 7,5%.

O consumo industrial de lenha para energia concentra-se na agro-indústria localizada no meio rural, na secagem de grãos, chá ou tabaco, na produção de tijolos e na indústria cerâmica. Este uso responde por 10-20% da energia de madeira obtida na Ásia, sendo de 9,5% para a África. Na forma de carvão, existe um uso em indústrias de maior porte. No Brasil, estima-se um consumo anual de 6 milhões de toneladas de carvão vegetal, especialmente na indústria do aço e de outras ligas metálicas.

O uso extensivo da energia da madeira, incluindo o carvão, deve-se ao seu baixo custo e à sua acessibilidade, em especial nas áreas rurais. Normalmente, é um processo explorativo, em que não os custos de produção ou processamento são negligíveis. A preferência pelo carvão é explicada pela sua facilidade de transporte e de combustão.

O Brasil pode ser um dos beneficiários desta oportunidade de aproveitamento de madeira para fins energéticos, posta suas vantagens comparativas de extensão de área, clima adequado, mão de obra farta e experiência no ramo. É necessário atentar para a necessidade de investimento no desenvolvimento tecnológico, para atender a quesitos ambientais, econômicos, negociais e logísticos. Estima-se que, em 1998, 3,2 bilhões de m3 de madeiras foram produzidos em todo o mundo, mais de 50% sendo destinado à obtenção de energia. Lentamente, a extração de madeira migra das florestas nativas para as áreas reflorestadas, como é o caso de alguns países asiáticos, que amealharam fama mundial de derrubadores de florestas. Existem algumas grandes áreas de reflorestamento espalhadas pelo mundo, como é o caso da China, que estimulou projetos de reflorestamento energéticos da ordem de 13,5 milhões de hectares, com início de produção comercial prevista para 2010.


 



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