Vittorio Medioli - Menos mamona e mais pinhão |
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| segunda, 06 março 2006 . 2006 Março - O Tempo - BH | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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Recebi nos últimos dias mais de cinqüenta manifestações a respeito do texto “Mamona assassina*”, publicado recentemente nessa coluna. Artigo bom! Teve até plágio, ipsis literis, da professora Adriana Flach da Universidade Federal de Roraima (!). Certo é que navegando por muitos sites o texto bateu na trave e respingou na mesa do presidente Lula que exigiu de pronto providências da sua equipe. ** A maioria dos leitores, especialmente quem estuda a produção de biodiesel, foi favorável às minhas ponderações críticas ao uso da mamona, assim como está sendo apresentada no programa lançado pelo governo. Recebi outras mensagens nitidamente contrárias e, como sempre, de dois ou três fanáticos que enxergam o mundo de cabeça para baixo. Vieram no bolo das acusações “libelo contra o biodiesel”, “desinformado”, “colunista de província”, “gringo” etc. *** No meio de tantas mensagens uma em língua espanhola me alegrou, chegando de Buenos Aires, e me certificou como um ser inteligente que não fala português, mas entende de biodiesel, e compreendeu o cerne do problema. Vejam o que ele diz, “El programa para producir biodiesel (no Brasil) es un fracaso total desde el punto de vista agrícola, político, económico y más desde el punto de vista tecnológico. Es simplesmente el sueño de uma política mal informada y populista que se quiere aprovechar de la (aparente) ignorancia dos que creen y confían em uma política que les ‘está tomando el pelo’ (em português: “tirando o couro”). Qué pena que en un país civilizado como Brasil tenha que suceder esto. Lo que está ocurriendo verdaderamente es esclavitud moderna utilizandose del trabajo sincero de campesinos nordestinos”. O leitor argentino foi sem cerimônia à jugular do assunto, mas o que ele diz coincide com uma grande parcela de pessoas que torce para o sucesso do programa, o conhece e lamenta tanto os erros “tecnológicos” como as trapalhadas eleitoreiras. Se o presidente Lula fosse bem assessorado compreenderia que o biodiesel não merece ser tratado como o seu governo o trata, ou seja, cada vez mais eleitoralmente inventando ficções já vencidas, em parte pela experiência e em outra pelos estudos. Hoje conspiram contra o biodiesel os interesses da Petrobras (que vê uma ameaça na alternativa “de fonte renovável”), da Receita Federal (interessada em manter os impostos que incidem sobre os derivados de petróleo e deverá ceder sobre os biocombustíveis), dos escroques (vendendo tecnologias furadas depois de ter perdido a freguesia de elixir de longa vida) e da Casa Civil (voltada à reeleição). Acrescente-se o enxame de políticos que em ano eleitoral precisam montar um espetáculo em seus redutos castigados pela seca. É nessa convergência de tantos interesses subalternos que vem crescendo o monstrengo chamado de “programa do biodiesel”. A mamona virou estrela no mesmo momento em que se registra uma queda vertical de sua produção no seu principal pólo! Data vênia, a via correta do biodiesel passa mesmo pelo semi-árido nordestino e pelas áreas “pobres”, suficientemente extensas e inaproveitadas, plantando oleaginosas da família do pinhão-manso. Um grupo de cientistas que pessoalmente recolhi pelo caminho à procura de uma solução limpa para abastecer caminhões, depois de três anos de pesquisa da qual participei como coordenador, chegou à conclusão que uma espécie rara de pinhão-manso (Jatropha curca) não-tóxico é a via sustentável e até rentável para dar partida à produção de um biodiesel competitivo, que possa garantir renda ao pequeno produtor. Entretanto, a Jatropha não-tóxica (e não-trangênica) será disponível em larga escala a partir de 2008 trazendo a vantagem de uma produtividade até quatro vezes superior à mamona sem precisar de replantio e permitindo a consorciação com outras espécies de culturas como feijão e milho. Apenas essa espécie gerará resíduos aptos à adubação sem riscos ao consumo alimentar. É bom deixar claro que outra oleaginosa “nobre” como a soja não sobra no mercado internacional, e caso se desvie quantidade significativa dela para produzir biodiesel passará a faltar para uso alimentar. O aumento de demanda da soja representa, ainda, um risco de mais desmatamento para dar lugar a sua cultura. O que parece recomendável e viável é incentivar a rotatividade com oleaginosas nos ciclos de produção da cana-de-açúcar aproveitando os aspectos sinérgicos das atuais usinas de álcool. Não seria uma solução definitiva, mas já representaria uma quantidade significativa para substituir diesel na região Sul. A quem me acusa de ignorância tiro o chapéu e faço reverência. “Eu sei de não saber”. Ignoro muito, estudei apenas por milhares de horas nos últimos quatro anos o assunto, rodei três continentes para ver de perto e tirar dúvidas. Ainda prefiro me sentar no banco para escutar profetas e falsos profetas. Quando estiver mais maduro publicarei minhas experiências esotéricas a título de contribuição com a humanidade não-xenófoba (os xenófobos quero que paguem seus pecados de intolerância e arrogância). Até lá não vou me calar frente aquilo que reputo exploração dos inocentes. Só isso. Para finalizar, me permito lançar uma proposta, “Jogue- se fora esse programa de biodiesel, pare-se de falar de mamona e de oferecê-la a Requião”. A mamona pode “matar”. VITTORIO MEDIOLI é colunista do jornal O Tempo de Belo Horizonte Notas BiodieselBR: * Texto publicado aqui com o nome "A farsa da mamona e os pseudofabricantes de biodiesel". ** Nós não tivemos acesso a resposta do planalto, assim solicitamos aos leitores do jornal o dia ou ao próprio planalto a reposta, para que seja publicada aqui. *** O autor possivelmente se refere a repercussão de seu artigo em nosso site. Textos Relacionados:![]() Comentarios (32)
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Paulo nolasco de Andrade
disse:
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| "No meio de tantas mensagens uma em língua espanhola me alegrou, chegando de Buenos Aires, e me certificou como um ser inteligente que não fala português..." Para mim, basta esta citação para saber, quem é este senhor e quais seus propósitos; em momento algum vi o assunto ser tratado de forma isenta, mas sempre com uma finalidade político-partidária. Assim, mais uma vez esqueçam que este Sr. existe. 1
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| Fico feliz com a reflexão de Vsa. e quando mandei críticas, estas foram pelo jeito pouco cordial de tratar um programa que acaba de nascer. Em todo mundo os biocombustiveis tiveram um processo de evolução e aqui não será diferente. Gostaria de solidarizar com a crítica a mamona e parabenizar pela divulgação do pinhao manso. Esta oleaginosa esta sendo usado em terras muito mais pobres que as nossas com sucesso (recuperação de desertos na India, China etc). Desta forma gostaria de parabenizar pela critica salutar ao programa de biodiesel brasileiro, quanto ao jogar fora e fazer uma nova versao bem discutida sem interesse da famigerada turma da Petrobras, Receita, Casa Civil, Min. Fazenda entre outros. Joel Jose Passos Belo Horizonte/MG 2
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| mamona ou pinhao manso, oleaginosas em geral, nao terao futuro sem a pesquisa no processo de transesterificaao. esta etapa e fundamental na produao do biodiesel e requer uma demanda na produ秧ao de alcool, metilico ou etilico, partindo do amido ou aucares em geral... a verdade e, nao existe biodisel, mas sim biodisselula.. 3
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| A maior crise de nosso Brasil é crise mora. Vivemos num país onde a palavra político é sinônimo de ladrão, onde uma mulher com um balaio de frutas na cabeça representa uma nação, onde um jogador de futebol é herói nacional, onde o carnaval tem mais valor que o ensino, a saúde e segurança. - Onde ficam os pesquisadores, estudiosos, trabalhadores e a família ? Só Deus sabe !!! Tudo que esse país apresenta, com objetivo de melhoramento tem que ter um mar de corrupção. - O Pró-Álcool , foi um grande projeto e uma vaca leiteira maravilhosa para usineiros e produtores de cana-de-açúcar, que tomaram empréstimos aos bancos oficiais e nunca pagaram e ainda tiveram as dividas perdoadas, apenas os usineiros e produtores de cana serio cerca de 5 % , foi quem pagaram seus empréstimos pelo simples motivo que não quiseram participar da safadeza. - Então já podemos ver que o Projeto BIODISEL, vai no mesmo caminho, de forma que os pareceres técnicos dos estudiosos e pesquisadores não tem valor de nada, mais um parecer de um político analfabeto, esse sim tem muito valor. 4
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| http://www.jatropha.de/ O link acima remete a um sítio que trata de algumas euphorbiaceas, mais especialmente da Jatropha Curcas. A vastidão de usos na África é interessantísima. A título de curiosidade por enquanto. Àqueles que mesmo depois de lerem a reportagem acima continuam apregoando o uso do óleo da mamona para tais fins, deveriam se dedicar mais a estudar as propriedades químicas e físicas de seu óleo (que é muito pesado) e os aspectos políticos (esse óleo é cotado em dollar mesmo aqui dentro). Dados numéricos que comprovam minhas afirmações podem ser facilmente encontrados no Ministério da Agricultura... A produção e extração de óleo por hectare da mamona, além de ser muito inferior à do pinhão, é mais complicada de cultivar e não é perene. É certo que a Jatropha curcas ainda necessita de mais estudos agronômicos, e se esses estudos não forem iniciados logo, tão mais tarde teremos seus resultados! Precisamos aprender a ver todos os problemas do nosso dia a dia por variados ângulos, não somente por aquele defendido por UM jornal, ou UM pesquisador, ou por UM Presidente ou Ministro... Estudem, pesquisem, folheiem, gastem tempo com isso. O futuro do Brasil e sua Autonomia está em jogo!! Tenhamos orgulho de ser brasileiros também em anos que não temos Copa do Mundo.. ________________________________ Renato Gama Dias Neto Estudante de Biologia - UniCEUB Brasília, DF 061-8468-3813 5
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| Renato Gama Dias Neto Estudante de Biologia - UniCEUB Braslia, DF ol, eu gostaria de saber se o clima do RS, ou sul do brasil propcio para o desenvolvimento do pinho manso. Obrigada 6
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| Tanto se fala em Biodiesel, inclusive produzimos, mas porque ignoram o uso de leo vegetal puro, sem processos qumicos, porque esqueceram do motor ELKO, que seria fabricado aqui em 1987? Aos estudantes, e pesquisadores de casa, experimentem, ver㭣o que funciona, o mximo dever aquecᡪ-lo, usando-se o sistema de arrefecimento do prprio veculo, ou estacion㭡rio. 7
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| O Sr. Vittorio Medioli é o Dono Da SADA (Maior empresa de cegonheiros do Brasil) e vai plantar 3.000 ha de pinhão manso em sua fazenda no Norte de Minas. O viveiro de mudas está em Sete Lagoas MG. (informação fornecida por um funcionário). Eu imagino que ele colocou em ser artigo esta frase porque ele mesmo vai produzir as tais mudas. Certo? Uma pergunta: não é perigoso para o nosso pinhão manso (onde provavelmente o Brasil é o local de origem conforme diversas literaturas) a introdução de uma espécie de outro Pais? Como que ele conseguiu trazer estas sementes? Tomara que tenha registro no Ministério da Agricultura, por que isto pode trazer sérios danos para o pinhão manso nativo. (ele pode ta trazendo doenças ou pragas que ainda não tem por aqui). 8
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| Ta descendo o pau na mamona porque ta com esta variedade nova de pinho manso. 9
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| Gostaria de saber mais sobre o motor ELKO, alguém tem mais informações? Lebro vagamente de a alguns anos ter sido apresentado acho que até no programa Fantastico um carro em que colocavam óleo usado em frituras, ao que me parece no estado do Paraná. 10
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| Há dois tipos de ciclos de motor diesel, o que é produzido em maior escala no Brasil é o ciclo Otto, ou de combustão em baixa temperatura. Por ser em baixa temperatura, o óleo vegetal puro não pode ser usado direto nesse tipo de motor, pois a glicerina não é queimada, deixando resíduos no motor. Por isso necessitamos purificá-lo, transformando-o em BioDiesel. Seria sim mais vantajoso o uso do óleo vegetal in natura se tivéssemos no Brasil motores de combustão a alta temperatura, pois nos pouparia um estágio nos BioCombustíveis. Não tendo uma frota suficientemente grande desse tipo de motores aqui no Brasil nos resta a Transesterificação ou o Craqueamento ou ainda um GRANDE investimento em produção nacional de motores diesel com combustão a alta temperatura, para podermos queimar óleo in natura sem preocupar com a glicerina que será queimada sem deixar resíduos. Renato Gama Dias Neto renatogdn@yahoo.com 11
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| Sr.Vitório, Sou um pequeno proprietário de terras do norte de Minas.Sempre achei que esse negócio da mamona meio esquisito. Mas, por instinto, penso que o pinhão pode ser uma melhor alternativa. O certo, é que,precisam testar, todas as possiveis saídas para uma região que,vergonhosamente,tem como base econômica, os velhos aposentados do INSS. E, por falar em pinhão, dá pra me arrumar um ou dois quilos de sementes da "Jatropha curcas" ? Rua Gregório Rodrigues,194 - centro - Mirabela -MG - 39420 000 12
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| Vamos ser inteligentes e coerentes, temos que ter álcool de cana e óleo vegetal (não biodíesel), temos que ter e temos motores desenvolvidos para o álcool, (não a gasolina transformado) e motores a óleo vegetal (não biodíesel), pois temos essas matérias primas e podemos produzí-las em abundãncia, mas o mais importante: temos mercado interno, podemos e devemos ter os nossos motores (muito mais eficientes) e nosso combustível adequado a determinadas regiões. Com certeza o resto do mundo vai nos acompanhar, pois a era da biomassa já começou, não podemos perder (mais) esse bonde da história. carfer210@terra.com.br 13
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| É claro que não podemos perder mais essa deixa da história. A hora do Brasil é agora, como diz o professor Bautista Vidal. Nós temos a capacidade de produzir óleo em quantidade SEIS (6) VEZES superior à quantidade que a Arábia Saudita produz de Petróleo hoje!!!! É meio utópico pensar que vamos produzir essa quantidade amanhã ou ano que vem.. Mas se quisermos nós temos a CAPACIDADE, não a necessidade. Vale então pensar que o Brasil PODE produzir seu próprio combustível, seja ele o BioDiesel ou o óleo vegetal, só que para podermos usar o óleo vegetal in natura precisamos primeiramente de motores capazes de queimar esse tipo de óleo. E depois precisamos LUTAR bravamente contra as multinacionais que não querem que o BRASIL seja independete em termos de energia (que é o que move o mundo hoje).. Então, não é fácil. Mas a gente tem que começar por algum lugar.. O Brasil é nosso país, nossa casa.. O que a gente precisa é saber lutar por ele, defender nossas idéias e ideais, nossa língua, nossa SOBERANIA!! Sou estudante em uma faculdade onde meus colegas não tem essa visão de mundo e de Brasil. Acham que os outros países são bonzinhos e querem o bem do Brasil. Mas bem sabemos que é absurdo concordar com isso, pois é natural de um país querer crescer, só que NÓS não podemos deixá-los crescer às nossas custas. PS: não achem que sou idealista, esquerdista, ou que "viajo demais", pois sou apenas um cidadão brasileiro cansado de ser explorado e ver meus concidadãos explorados por uma elite tbm brasileira mas nem um pouco nacionalista. Quero mudar e vou fazer a minha parte, espero conscientizar outros no caminho. Renato Gama. _________________________ Biologia - UniCEUB Brasília, DF renatogdn@yahoo.com 14
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| Só tenho a observar que não alcancei a lógica da argumentação do mega empresário e nobre deputado Vitório Medioli, quando, no seu primeiro artigo condena veementemente o uso do óleo de mamona para a produção de biodiesel, à principal alegação de que aquele é usado para a fabricação de produtos muitíssimo mais nobres e caros, pelo que o seu óleo alcança um preço elevadíssimo, principalmente, no mercado internacional. Penso, eu, que, em assim sendo, aí é que se deveriam plantar, abundantemente, a mamona, no nosso semi-árido pois, na hora de vender a sua semente, o nosso sortudo sertanejo a venderia para a composição do citado “wiske de doze anos” e nunca para o de “oito anos”, portanto a peso de ouro. Mas infelizmente, ao contrário da venda por esse preço alto, noticiam-se que, aqui e alí, na hora da venda, o sofrido produtor não tem conseguido por sua semente, sequer, o custo da sua produção. Mas, s.m.j., esses preços baixos e até a falta de compradores se devem à falta, ainda, das indústrias do biodiesel que só lentamente vão se instalando(mesmo que a contragosto da Petrobras), nessas regiões. Tenho quase dois mil hectares de terras aqui no Norte de Minas e, de há muito, ando esperando por uma cultura que representasse a redenção deste nosso tórrido e paupérrimo setentrião mineiro. Muitos dão loas e dizem maravilhas do pinhão manso(jotropha curcas) que se prestará à produção do biodiesel. Até parece que com esta oleaginosa é finalmente chegado este auspicioso momento de independência econômica da nossa região. Mas, tenho buscado incessantemente resposta a algumas dúvidas, sendo que primeiramente desejaria saber quantos quilos da semente do pinhão manso um trabalhador consegue colher em um dia (8:00 horas) de trabalho. Isto porque, tratando-se de uma colheita só manual, modestamente, entendo, eu, que se se conseguir colher apenas algo ao redor de 300 kgs(em oito hrs.), por certo, atrativo nenhum haverá para uma cultura empresarial, isto é, em grandes e mesmo médias propriedades rurais. Assim, ela será uma cultura voltada apenas para a agricultura familiar, o que, por si só, inegavelmente trará a benfazeja inclusão social, mas que não proporcionará aquele almejado desenvolvimento econômico que poderia nos aproximar do desenvolvimento, do fausto e da riqueza do Sul-Maravilha. Porém, se for melhorado (através dos nossos pesquisadores/ melhoristas) o nosso nativo pinhão manso (cuja produtividade chega a 1.500 l/óleo/há) e/ou se forem importadas massivamente as noticiadas e fabulosas sementes de produtividade mais de que dobrada, aí sim, “o nosso Sertão vai virar ouro”. Mas, tão cedo, o pinhão manso não se destinará à produção do óleo, pois, por alguns anos, só se terá semente para a sua própria multiplicação. E, enquanto isto, só resta ao nosso semi-árido ir se plantando, cada vez mais, a mamona para, pelo menos, transesterificar o seu óleo, Outrossim, é bom lembrar que a decantada cultura da cana-de-açucar, no nosso semi-árido, só é possível em raríssimas privilegiadas faixas de terras. E’mail: ‘parrella@nortecnet.com.br’ 15
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| Infelizmente no mundo atual as vantagens comparativas deram lugar s sandices dos polticos e charlat୵es de planto. Uso de leo vegetal puro, veja em http://www.fendel.com.br 16
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| Concordo plenamente com os comentários anteriores, com relação a uma queima incompleta, quando da utilização de óleos vegetais, no entanto o seu uso no pais tem aumentado de forma significativa. Com o Kit fornecido pela Esbelt, ou pelo Sr. Fendel, pessoa que admiro pela coragem com que defende a utilização de bioenergias, melhora-se significativamente a queima. Uma boa dica seria a utilização de turbo, nos motores que não dispõe deste dispositivo, pois, sem resfriamento do ar (interc.), pode-se aumentar a temperatura da queima, e minimizar a sedimentação de resíduos, e vale apena queimar 1 litro de querozene (R$ 2,56 em Campo Grande), de vez em quando. carloagj@hotmail.com 17
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| Quais as conseqüências da produção em grande escala de bio-combustível num país de recursos escassos em combustível fóssil como o nosso? Muitos devem achar que os impactos serão muito positivos, uma vez que economizaremos os valiosos derivados de petróleo e reduziremos a poluição atmosférica. Quem já assistiu às entrevistas do frenético Sr. Bautista Vidal, agora candidato à presidente, retém na memória os seus trejeitos entusiásticos e tende a simpatizar com a sua animação. Minha intenção não é questionar os impactos ambientais produzidos pelos bio-combustíveis, mas devido à sua importância, apresento alguns trechos de um artigo interessante: 1*( … Os missionários do biodiesel, descobri, são tão vociferantes na sua negação quanto os executivos da Exxon. Agora, estou pronto a admitir que o meu artigo anterior estava errado. Mas eles não vão gostar disto. Estava errado porque subestimei o impacto destrutivo deste combustível. ... Na realidade está se criando um mercado para a plantação mais destrutiva da Terra. ... Entre 1985 e 2000, concluía-se, o desenvolvimento das plantações de óleo de palma foi responsável por um desmatamento na Malásia estimado em 87%. Em Sumatra e no Bornéu, cerca de 4 milhões de hectares de floresta foram convertidos em plantações de palmeiras. Agora estão projetados o aniquilamento de mais 6 milhões de hectares na Malásia, e outros 16,5 milhões na Indonésia. Quase toda a floresta remanescente está em risco. Até o famoso Parque Nacional Tanjung Puting em Kalimantan está a ser devastado pelos colonos do óleo. Os incêndios florestais, que de vez em quando sufocam a região com smog, são iniciados sobretudo por plantadores de palma. Toda a região está se transformando num gigantesco campo de óleo vegetal. ... Uma vez esgotadas as terras mais secas, as plantações movem-se para as florestas de pântano, que crescem sobre turfa. Em termos de impacto quer no ambiente local quer no global, o biodiesel de palma é mais destrutivo que o petróleo bruto da Nigéria. ) Mas, sem questionar os impactos ambientais, concentremo-nos nos impactos da produção dos bio-combustíveis (bioc) sobre a nossa economia. Para que este seja viável, conforme afirma o Sr. Bautista, precisamos raciocinar em termos da ausência de todas as outras fontes de energia. Vamos supor que todos os combustíveis fósseis já tivessem se esgotado, embora todas as conquistas tecnológicas da humanidade alcançadas até o presente continuassem disponíveis, assim como todas as instalações industriais e comerciais e todos os meios de transporte continuassem em condições de uso. Contudo, lembremo-nos que mesmo um único parafuso de uma coluna de destilação foi fabricado de ligas metálicas fundidas com o calor da queima sobretudo de combustível fóssil. Estenda-se este detalhe à produção de todos os demais componentes das plantas industriais e para a produção dos insumos agrícolas. Mas, desta data em diante, a energia necessária para toda a cadeia de produção dos bioc, inclusive para a manutenção dessa cadeia, que pode também incluir energia humana, deveria ser fornecida pela sua própria queima. A diferença entre a energia útil liberada por uma tonelada e a energia gasta em toda a cadeia para se fabricar igualmente uma tonelada do bioc, nos revelaria até que ponto a sua produção é viável ou não. Vejamos o que nos revela o seguinte estudo: 2*( Converter plantas como milho, soja e girassol em combustível gasta mais energia do que o etanol ou o biodiesel fabricado, segundo um novo estudo da Universidade de Cornell e da Universidade da Califórnia (Berkeley) ... Em termos de output de energia comparado com o input, o estudo descobre que para a produção de etanol: 1. o milho exige 29% mais energia do que o combustível produzido; 2. o capim exige 45% mais energia do que o combustível produzido; 3. a biomassa da madeira exige 57% mais energia do que o combustível produzido. Em termos de output de energia comparado com o input, o estudo descobre que para a produção de energia: 1. a plantação de soja exige 27% mais energia do que o combustível produzido; e 2. a plantação de girassol exige 118% mais energia do que o combustível produzido. Na avaliação dos inputs, os investigadores consideraram fatores tais como a energia utilizada para produzir a colheita (incluindo produção de pesticidas e fertilizantes, trabalho de maquinaria agrícola e de irrigação, trituração e transporte da colheita) e na fermentação/destilação do etanol a partir da mistura aquosa. Embora se verifiquem custos adicionais, tais como subsídios federal e estadual que são transferidos para consumidores e custos associados à poluição ou degradação ambiental, estes números não foram incluídos na análise. ... O governo (americano) gasta mais de US$ 3 bilhões por ano para subsidiar a produção de etanol, enquanto esta não proporciona um balanço líquido de energia, ou ganho, não é uma fonte de energia renovável ou um combustível econômico. Além disso, a sua produção e utilização contribuem para a poluição do ar, da água e do solo e para o aquecimento global, afirma Pimentel. Ele salienta que a vasta maioria dos subsídios não vai para agricultores e sim para grandes corporações produtoras de etanol. ... A produção de etanol exige grandes inputs de energia fóssil e, portanto, ela contribui para importações de petróleo e gás natural e com o déficit americano. ) Conclui-se que na produção dos bioc, grandes quantidades de combustível fóssil estão sendo consumidas atualmente. No caso da produção do etanol, há que se considerar a energia gasta na destilação da mistura etanol/água. Qualquer um que tenha alguma experiência nesta área sabe do consumo de energia solicitado apenas neste processo. Agora, voltemos à condição de um país carente em petróleo e seus derivados como é o nosso caso (pelo menos é o que sentimos na pele como consumidores). Uma produção subsidiada e em larga escala de etanol irá consumir uma quantidade fabulosa de combustível fóssil, o que diminuirá a oferta deste último no mercado e elevará o seu preço. A elevação do preço do combustível fóssil, em retorno, eleva o preço do bioc. Quem já estudou um pouco a respeito do processamento de petróleo, sabe que é possível converter quimicamente um derivado em outro. Aliás, é possível produzir etanol a partir destes derivados, o que acredito seja um processo muito mais econômico. O consumo exagerado de um dos derivados do petróleo pode elevar o preço dos demais. O preço exorbitante da gasolina no Brasil, uma das mais caras do mundo, resulta em grande parte, com certeza, da produção dos bioc. Outra conseqüência deste delírio, a exportação de álcool aos países do primeiro mundo, a preços competitivos com a gasolina, que aliás pagam mais barato por ela do que nós, implica que o álcool está sendo vendido com prejuízo. Na realidade, trata-se da venda de nosso combustível fóssil de forma disfarçada. O preço de venda do álcool é limitado em função do preço da gasolina nos países ricos, mas o custo para a sua fabricação, não é preciso dizer quem está pagando. 1*O BIODIESEL – A PRODUÇÃO MAIS DESTRUTIVA DA TERRA – NÃO É SOLUÇÃO PARA A CRISE ENERGÉTICA George Monbiot http://www.guardian.co.uk/science/story/0,,1659469,00.html http://resistir.info/ 2*ESTUDO DEMONSTRA QUE A PRODUÇÃO DE ETANOL E BIODIESEL CONSOME MAIS ENERGIA DO QUE AQUELA PROPORCIONADA POR ESTES COMBUSTÍVEIS Susan S. Lang http://www.news.cornell.edu/stories/July05/ethanol.toocostly.ssl.html http://resistir.info/ 18
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| Boa Tarde... Há muitos anos pesquisos as questões energéticas. Atualmente, sou pesquisador na área das ciências sociais, e investigo mais profundamente projetos de mini-destilarias de álcool a partir da cana e biodigestores para pequenas propriedades rurais. realmente, já havia me deparado com o problema do combustível fóssil enqaunto desperdício energético na produção do álcool. Além disso, cortar nossa biodiversidade de árvores, seja para diretamente queimá-las, ou seja para cederem lugar para "reflorestamentos de desertos verdes", como o pinus norte-americano, ou eucalipto, acaba com o viés do "biocombustível" limpo. Uma questão que venho me centrndo é a possibilidade de utilizar-se de ´biodigestores para geração de metano e obtençao do calor necessario a destilação... como sabemos, o biodigestor doméstico tem um potencial, além de energético, sanitarista e fertilizador dos solos c/ certa eficiência, mas não permite q produza-se o gás para abastecer veículos, pois as questões de armazenagem se tornam componente encarecedor. Bem, são quastões extremamente incipientes, e gostaria de discutí-las com pessoas compromissadas como as que me parece ter encontrado aqui. jrsalbr@yahoo.com.br 19
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| O futuro nos reserva muitas alternativas. Basta ver http://www.alcoolcombustivel.com.br e http://www.raudi.com.br Abs, telmoheinen@yahoo.com.br 20
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| BIODIESEL: UMA SOLUÇÃO RUIM PARA A TERRA È pior o remédio que a doença. Brasil consome 40.000 milhões de barris de óleo Diesel ao ano, isso significa 6.400.000.000.000 litros, a planta Soyminas inaugurada pelo presidente Lula na cidade de Cassia, vai produzir 12.000.000 litros de biodiesel ao ano, jamais esse combustível poderá substituir aos derivados do petróleo. Misturado ao óleo Diesel a contaminação e quase a mesma, não representa uma solução valida (2%). O biodiesel requer o dobro de energia para ser produzido, da energia que ele produz num motor, isso o faz um combustível caro, segundo as previsões o litro custará quase 3.00 reais. “A arvore não deixa ver a montanha” Ao promover o biodiesel (tal como faz o mundo todo) poderia imaginar-se que se estava a criar um mercado para os desperdícios do óleo usados das frituras, ou para o óleo das algas do mar o das lagoas. Na realidade está a criar-se um mercado para a plantação mais destrutiva do planeta, a terra arável que de outra forma poderia ter sido utilizada para produzir alimentos, seria, ao invés disso, utilizada para produzir combustível. Fazendo exercício da memória, lembro faz alguns anos, que na Malásia e na Indonésia queimadas provocaram fumaça que impedia ate a atividade dos aeroportos de muitas cidades. Porquê? Porque eles produzem óleo de “palma”, o melhor oleaginoso do mundo, mais barato que o biodiesel produzido a partir de qualquer outra cultura. Porquê? Porque a União Européia anunciou que vai importar grandes quantidades de biodiesel, para mistura de combustíveis em todos os países (5,75% do consumo). O presidente da autoridade federal para o desenvolvimento agrícola da Malásia anunciou na semana passada que estava prestes a construir uma nova fábrica de biodiesel, era a sua nona decisão neste sentido em quatro meses. Estão a ser construídas três novas refinarias na Malásia, uma no Sarawak e duas em Roterdão (fonte: Malaysian Star). Dois consórcios estrangeiros (um alemão e outro americano) estão a montar fábricas concorrentes em Singapura. Todos eles virão a produzir biodiesel a partir da mesma fonte: óleo de palma. Em Setembro de 2005, os Amigos da Terra (Friends of the Earth) publicaram um relatório sobre o impacto da produção de óleo de palma. "Entre 1985 e 2000, concluía-se, o desenvolvimento das plantações de óleo de palma foi responsável por um desmatamento na Malásia estimado em 87%”. Em Sumatra e no Bornéu, cerca de 4 milhões de hectares de floresta foram convertidos em plantações de palmeiras, agora está projetada a liquidação de mais 6 milhões de hectares na Malásia, e outros 16,5 milhões na Indonésia. Onde estão os pseudo ambientalistas? Onde esta Greenpeace? Quase toda a floresta remanescente está em risco, até o famoso Parque Nacional Tanjung Puting, em Kalimantan, está a ser devastado pelos colonos do óleo. O orangotango provavelmente desaparecerá da floresta, os rinocerontes, os tigres, os macacos proboscideos, os tapires e milhares de outras espécies podem ter o mesmo destino. Milhares de indígenas foram expulsos das suas terras, e cerca de 500 indonésios foram torturados quando tentaram resistir. Os incêndios florestais que de vez em quando sufocam a região com fumaça são iniciados sobretudo por plantadores de palma, toda a região está a ser transformada num gigantesco campo de óleo vegetal. Aqui no Brasil esta acontecendo, as queimadas e a devastação da Amazônia, do Mato Grosso, Pará, Maranhão e outros estados do noroeste. No século passado já foram destruídas as matas de Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul, para plantar soja e cana. Hoje temos que falar que as “araucárias” estão em extinção, que muitas espécies de plantas, animais e insetos foram extintas. O pior é o esgotamento da fertilidade da terra pelo uso intensivo, você acredita que a cada ano a produção vai diminuir? Falamos do “biodiesel” como se fosse o mais moderno dos descobrimentos e ele já tem 113 anos de vida, em 1893 Rudolph Diesel utilizou óleo de amendoim para fazer funcionar seu protótipo, como podem ver ele foi um visionário da mecânica e do combustível ecológico, o que ele não imaginou foi o atentado que sofre a terra, hoje existe uma sintonia alarmante em toda a sociedade, que aprova a produção deste combustível, ninguém enxerga o perigo que representa. Isto é uma afirmação categórica: nada pode substituir os combustíveis e a matriz energética do petróleo. Veículos a GNV, a hidrogênio, pilhas de combustível, elétricos, biodiesel e álcool, hoje representam 1,5% dos veículos do mundo, a idéia de que podemos simplesmente substituir esta herança fóssil (e as extraordinárias densidades de energia que nos proporciona) por energia ambiental é coisa da ficção científica. Simplesmente não há substitutivo para o corte, mas os substitutivos estão a ser procurados por toda a parte. O hemisfério norte tem muito a se preocupar pois eles tem neve durante seis meses, e dependem do petróleo principalmente para gerar energia e aquecer suas casas. Os missionários do biodiesel, descobri, estão tão errados quanto os que acreditam que a fome vai acabar no mundo, quando acabe o petróleo tal vez os carros vão se movimentar com energia nuclear ou solar, essa e a previsão para fim de século. Escreva e me convença que estou errado, emiliogoux@hotmail.com Prof. Francisco Emilio Coutinho Goux www.jornaldamulher.org/radarnacional Fonte consultada: http://www.guardian.co.uk 21
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| Prezado Prof. Emílio, o Sr. está equivocado. Primeiro, quanto mais biodiesel for fabricado, mais comida (alimento) sobrará! - Simples: Haverá um excesso de farelos à disposição. Segundo, não são 40 milhões de barrís (159 L) de óleo diesel que o Brasil consome por ano. Atualmente são cerca de 38 bilhões de litros. A fome também não vai acabar no mundo, por uma simples razão... os que mais passam fome, residem muito longe de onde tem comida sobrando. Atualmente o mundo produz quase 400 kg de cereais para cada habitante/ano + todas as frutas + todas as verduras + todas as carnes + sal + açúcar + mel + pescados + extrativismo + mandioca + não sei o que, pode fazer as contas, ninguém consegue engolir tanta coisa ao longo do ano. Substituir florestas por plantações de palma (dendê) não parece ser tão ruim assim. Atualmente o mundo consome 84 milhões de barrís de petróleo por dia, considerando que apenas a metade se transforma em combustíveis, precisaríamos algo como 42 milhões de barrís líquidos e se tudo fosse de dendê, 305 milhões de hectares plantados seriam suficientes (3,05 milhões de km2), para comparar, o Brasil possui mais de 8 milhões de km2 - Mas tem que descontar o álcool cujo potencial para aumentar a produção é grande e todos os outros óleos vegetais produzidos ou que vierem a ser produzidos. Ainda tem o seguinte, quando o combustível ficar com preço maior, certamente surgurão veículos mais econômicos que os atuais, aliás principalmente os americanos vão ter que abrir mão das "banheiras" (Carrões beberrões) deles em troca de outros mais econômicos. Ah!, o biodiesel se torna bem econômico com o barril de petróleo a US$ 100.00 por barril e que pode ser atingido no fim do ano de 2006. Além disto, hidrogênio - esquece! Energia nuclear também. Energia eólica e solar, aí sim tem muito futuro. Outro grande futuro é na gaseificação de qualquer biomassa, desde as folhas e o bagaço da cana-de-açúcar, capim elefante etc... madeiras, restos de qualquer coisa e que se tornarão econômicos com petróleo acima de 100 dólares por barril!! Rudolf Diesel usou óleo de amendoim por volta de 1900 a 1903... e tanto ele como Henry Ford não acreditavam no petróleo, caso contrário certamente teriam sido os primeiros donos de empresas petrolíferas. De qualquer maneira fazer biodiesel é uma tolice. O correto seria fazer motores tipo ELKO para consumir qualquer óleo ou gordura, ocorre que o poder reinante não pensa assim... Veja no site http://www.fendel.com.br Sim, ainda temos 17 milhões de hectares de babaçú nativo Brasil afora, capaz de produzir 1.000 a 1.500 litros de óleo por hectare por ano... é só colher! Não colhem porque ainda é muito barato! Oiticica, macaúba, pequí e muitas outras plantas. Veja também http://www.pinhaomanso.com.br Abs, telmoheinen@yahoo.com.br 22
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| Muito se tem especulado sobre qual deveria ser o preço mínimo do barril de petróleo a fim de que a produção do biodíesel se torne atraente. Mas esta visão deriva do pressuposto de que o saldo líquido de energia da produção do biodíesel seja positivo. Não existem estudos convincentes comprovando este argumento, pelo contrário, diversos estudos sérios demonstram que o saldo energético é extremamente negativo. Recentemente, a imprensa noticiou o caso de um trabalhador rural que morreu de esgotamento após horas extras excessivas no corte de cana para a destilaria onde ganhava por produtividade. O que acontece a um indivíduo serve de alerta para a indústria do biodíesel. O trabalhador rural não levou em conta que a energia contida no seu organismo era finita e necessitava de reposição através da ingestão de alimentos e repouso. Se a energia gasta é maior que a energia absorvida, há consumo das reservas internas, e levando este déficit ao extremo chega-se a um ponto onde o organismo sucumbe. Em alguns momentos de desarranjo produtivo, às vezes resultante de uma política intencional de governos ou de oligopólios, o preço de um produto no mercado pode criar a ilusão de que sua produção sempre foi e será muito rentável. Mas, a rentabilidade para alguns pode ter como pano de fundo o prejuízo de outros. Este prejuízo tem sido pago muitas vezes pelos combustíveis fósseis que vêm sustentando nosso estilo de vida perdulário nestes últimos séculos. Aramos a terra e a fertilizamos, exterminamos as pragas, asfaltamos as estradas, produzimos alimentos em abundância e os distribuímos aos confins do planeta graças ao saldo líquido de energia proporcionado por estes combustíveis, até então abundantes, baratos e eficientes graças aos avanços tecnológicos. Por outro lado, sobressaltos mundiais fazem o preço do barril de petróleo oscilar, algumas vezes subitamente. Num determinado momento o preço ótimo do barril para que se inicie a produção em larga escala do biodíesel pode ser atingido. Na ânsia de obtermos lucros fáceis, poderíamos gastar as nossas reservas de refinados de petróleo para gerar a energia necessária à produção. Mas, o preço dos refinados também seria regulado pelo preço do barril de petróleo em elevação. Em breve, toda a cadeia produtiva do biodíesel teria o seu custo reajustado e o lucro que inicialmente parecia fácil, vai se esfumando. Com a venda do biodíesel, reporíamos apenas uma pequena fração do refinado consumido para fabricá-lo. Teríamos de refazer imediatamente nossos cálculos para o novo preço ótimo do petróleo que viabilizaria o biodíesel, usando as variáveis mais recentes ponderadas pelos reajustes. Talvez imaginemos que quando a produção mundial de petróleo começar a decair irremediavelmente e seu preço disparar, a produção do biodíesel seria rentável. Quando isto acontecer, quanto estaria custando os derivados, os insumos agrícolas, os transportes, a armazenagem, a recuperação das estradas, a energia elétrica, o GN, etc? Chegaríamos, enfim, à conclusão de que poderíamos produzir e exportar biodíesel para o mundo através de generosos subsídios governamentais pagos, de preferência, pelos contribuintes brasileiros ou de alguma outra nação sul-americana subdesenvolvida mas com alguma reserva de combustíveis fósseis. 23
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| Boa tarde !!!! Gostaria de saber informaoes e ter contato com artigos sobre o Pinhao Mano(Jatropha curcas). E-mail;pedroca_moc_83@hotmail.com 24
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| Prezados Colegas, A questão maior aqui no Brasil chama-se vontade política para não dizer outra coisa. Uma empresa Japonesa e outra americana montaram um consórcio e estão trabalhando no desenvolvimento de um motor que queima Óleo Vegetal e vamos ter que pagar muito caro porque o Brasil deixou de desenvolver a sua tecnologia, através do grupo Garavello, onde possivelemente o seu dirigente foi assassinado por interesse de um ou mais grupos que agem só em função de seus lucros. Quem conhece um pouco de combustível e de motor a combustão sabe que o Óleo Vegetal produzido como combustível pode ser queimado sem qualquer problemas. Todos utilizam combustível em seus veículos - quem não quer pagar pelo preço de um litro de óleo de cozinha (R$ 1,20 a 1,40). Só está faltando uma cobrança da sociedade brasileira !!!!!!!! Missao Tanizaki Fiscal Federal Agropecuário Bacharel em Química missao@agricultura.gov.Br Fone: 3218 26 27 / 9246 58 91 Esplanada dos Ministérios, Bloco “D” Sala340-B, Brasília/DF 25
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| ola pessoal estou com uma duvida sobre o plantio no parana, estamos entereados em plantar o pinho manso a quantidade de sementes por hectare, e a 磩poca, agradeo se for respondido. sem mais no momento marcio 26
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| Visite o site anunciado aqui mesmo! http://www.pinhaomanso.com.br Pesquise tambm em Biodiesel Tags no menu lateral esquerdo desta pgina... Abs,telmoheinen@yahoo.com.br 27
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| Biodisel e uma bobeira sem tamanho é o mesmo que transformar alcool em biogasolina. Não é mais viavel construir motores para óleo? As plantas até hoje pesquisadas não tem viabilidade econômica no ciclo completo entre agricultura, indústria e comércio. Alguém vai perder. Abraços Carlos Alves 28
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| Sr Gerardo Parrella, Muitas de suas dúvidas sobre o cultivo do Pinhão Manso podem ser respondidas aí mesmo, no Norte de Minas: procure a pesquisadora da EPAMIG, Heloísa Mattana Saturnino, em Nova Porteirinha. 29
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| Não posso acreditar que o balanço energético dos biocombustíveis seja negativo a longo prazo em função dos avanços tecnológicos e nem a curto prazo pois, a não ser que o processo de esteritificação seja o culpado deste prejuízo. Digo isto pois o custo de produção do óleo vegetal custa muito menos do que o custo de produção de qualquer combustível energético derivado do petróleo, portanto nesta conta está sendo retirado o custo da matéria prima.Portanto se o balanço fosse realmente negativo o custo de produção do óleo vegetal teria que ser maior se estivesse queimando mais energia fóssil do que ela vai gerar.Portanto a variável que fica é o próprio preço da matéria prima que no caso dos fósseis será regulado pela oferta e demanda que, como sabido, por ser finito, tenderá sempre a subir, ao contrário dos bioc que são plenamente renováveis. Sem sombra de dúvidas os "estudos" que dizem que os bioc são de balanço energético negativo só podem ser patrocinados pelas grandes forças economicas(que não são poucas) hoje estabelecidas que não querem ver seu espaço ocupado por concorrente de peso como os biocombustíveis. 30
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| Tentar determinar os custos de produção em termos financeiros é seguir por um caminho nebuloso. Fatores totalmente alheios estão atuando: os constantes subsídios governamental, isenção de impostos por um lado e impostos extorsivos por outro, a cotação internacional, a taxa cambial, efeitos climáticos, pressões lobistas, especulações, perdão de dívidas, etc. A disparidade entre os preços pagos pela grande indústria e os pagos pelos consumidores nos supermercados para um mesmo item reflete tudo isto muito bem. O custo dos "atravessadores" se apresenta tanto nos bioc quanto nos fósseis. As grandes forças econômicas petrolíferas sempre estiveram tranqüilas, pois sabem que não possuem rivais energéticos à altura. Atualmente, um de seus poucos temores talvez seja a conscientização por parte dos governos da catástrofe humanitária que se aproxima com o esgotamento das reservas. Um acordo global para a redução no consumo desfecharia um duplo golpe: reduziria a polpuda receita pela diminuição do consumo e, reduziria o preço pelo aumento da oferta, modificando a estrutura de maximização dos lucros. Infelizmente, isto nos levaria a uma recessão mundial. A esperança depositada numa fonte supostamente inesgotável como os bioc, ao mesmo tempo que relaxa as preocupações, mantém a voracidade pelos combustíveis fósseis, incluindo para a produção dos bioc. O processo lembra a bolha imobiliária americana que se arrebentou recentemente. Para quem está no topo da cadeia, não importa se num futuro próximo, uma elevação brutal no preço da energia possa levar boa parte da humanidade à extinção, seja pelo colapso econômico/social ou por guerras entre países. Portanto, não deve haver força mais empolgada com a expansão dos bioc, que a economia petrolífera. 31
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| Acompanho com interesse os vários comentários inseridos nesta seção; verifico que existem opiniões favoráveis e outras contrárias às energias derivadas da biomassa. São apresentados "estudos" realizados por "grandes universidades" que mostram uma conta impossível - a produção de biocombustível consome mais energia do que produz !!! Qual a conta que o "pesquisador" fez ? Baseado em que chegou a tais "brilhantes" conclusões ? Parece que sofismar faz parte do currículo dos "laureados" cientistas, que "demonstram" suas equações com argumentos não muito definidos... Bando de Picaretas !!! Por que não falam do automovel lançado pela industria alema, que percorre 65 km/ litro de óleo vegetal puro ? Por que não falam do automóvel produzido por um francês, movido a ar comprimido, já em fase de produção inclusive pela empresa Tata (India) ? Por que omitem fatos essenciais para o conhecimento público ? A grande vantagem da Internet é que proporciona aos interessados tomar conhecimento de novas conquistas tecnológicas quase simultaneamente, ensejando aumento de conhecimento. A época de ouro da mídia canalha, vendida, subserviente, está ultrapassada, mesmo no Brasil, onde a Telemar se encarrega de impedir o desenvolvimento da banda larga, crucial para incrementar as comunicações. A canalha que se apoderou do setor de telecomunicações no país não tem a menor intenção de modernizar o setor, nem o cretino governo do "Mulla" se manifesta, atado em compromissos anteriores articulados com a elite, garantindo os privilégios em troca de um empreguinho bem remunerado... Modificações somente ocorrerão a partir de movimentos de base, conscientização da população, palestras e reuniões onde deve-se falar claramente; pressionar nossas "lideranças" legislativas para discutir as questões básicas; e, principalmente, na hora do Jornal da TV BOBO, desligar a televisão, pois com certeza os assuntos que serão tratados no "jornal" referem-se a assuntos menores, incapazes de provocar uma mudança substancial. Somente com determinação e esclarecimento poderemos modificar o panorama atual. Fora isso, é perda de tempo discutir assuntos menores... 32
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