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H-Bio parece uma boa idéia, mas não é!

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segunda, 12 junho 2006 . Junho 2006   
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O governo federal acaba de anunciar um programa de grande porte para salvar a agroindústria da soja.  O plano é adicionar óleos vegetais in natura ao diesel, submetendo a mistura a um processo de hidrogenação.  Com isso, seriam evitados os custos da transesterificação, processamento necessário quando o óleo vegetal é adicionado ao diesel sem posterior hidrogenação.

Dessa forma, evitam-se os custos operacionais e de investimentos para equipamentos de transesterificação.  Parece, portanto, uma excelente idéia.  Mas não é.  Vejamos por quê.

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Comentarios (12)add comment

valdirbrandao disse:

  Acabo de ler um artigo assinado pelo professor Rogérioe tambem êle não cita o Pinhão manso e Girassol com oleaginosas.Acho que estas pessoas que têm a imprensa como veículo deveriam promover estas opções, ja não basta nosso presidente que só fala de momona ??.
1

14.06.2006 - 08:03

Telmo Heinen - Formosa (GO) disse:

  Número para jornalistas, são sempre uma "Má temática" - Só já não escrevi um e-mail para este "Professor" porque não sei o e-mail dele...
São nossos formadores de opinião pública, já começo errado quando diz que o H-Bio é uma mistura de óleos vegetais naturais ao óleo diesel, submetendo a mistura a um processo de hidrogenação - O H-Bio será oriundo do refino de petróleo contendo óleo vegetal misturado (10 a 18%)...
Abs, telmoheinen@yahoo.com.br
2

14.06.2006 - 10:20

Carlos Eduardo disse:

  Caro Telmo, acompanho sempre os comentários deste site e vejo o senhor se dirigir com frequência a pessoas desconhecidas, de maneira bastante deselegante. Embora sempre tendo a concordar com seus comentários, os mesmos frequentemente tem ataques pessoais desnecessários.

Com relação a este texto discordo do senhor, Telmo, pois o autor do texto não começou errado e sim colocou de maneira diferente a mesma coisa.

Achei o texto muito interessante, principalmente quando fala sobre a produtividade e o lobby do setor nos EUA. E discordo do autor, pois o ganho ambiental em detrimento do financeiro já é suficiente.

E o autor do texto não é jornalista e sim físico, como dito ao final do texto. Por sinal, bastante respeitado pelas suas idéias.
3

14.06.2006 - 13:35

Telmo Heinen disse:

  Começou errado sim ao dizer literalmente que o plano é adicionar óleos vegetais ao diesel, submetendo a mistura a um processo de hidrogenação. O H-Bio é oriundo da adição de óleos vetegais ao petróleo, antes do refinamento...
Dane-se! Ele é membro do Conselho Editorial da Folha de São Paulo e estes caras enfiam suas mentiras guela abaixo nos nos leitores incautos.
Abs, telmoheinen@yahoo.com.br
4

15.06.2006 - 21:12

Jos Henrique disse:

  E por causa disso vc chamou o cara de ignbil?! E ainda por causa dessa introdu㧣o ele est tentando enfiar guela abaixo mentiras... aaah fala srio! Mais respeito.
5

16.06.2006 - 00:47

Marcelo disse:

  Esse pessoal da folha de So Paulo so todos bitolados, por isso n㣢o d para acreditar neles
6

19.06.2006 - 16:07

hirlan iglesias disse:

  Valeu Telmo!Vc está certo em suas afirmações.Esse pessoal da folha nôs engana a todo momento.Mas essa eles não ganharam.
7

20.06.2006 - 14:46

Telmo Heinen - Formosa (GO) disse:

  Estou ficando cansado de plantar insumos intelectuais neste latifúndio (improdutivo) que é a internet... Eu sei que comunicação não é apenas o que se fala mas sim o que os outros entendem.
Aceito críticas de qualquer um mas que tenha pelo menos coragem de deixar o seu e-mail para replicar-lhe.
Estou convicto e não abro mão, para jornalistas números são um "Má temática" e mormente os jornalistas ditos "economistas" são especializados em dizer hoje, por quê "não deu certo" aquilo que previram ontem... analise e comprove!
Mas estou conformado, tudo ocorre mais ou menos que nem as Novelas da Globo: O tempo todo o mal fica vencendo o bem... e no dia que o bem vence, a novela acaba! É isto que a população quer ouvir por isto eles se comunicam tão bem.
Obrigado aos que me tem dado a sua solidariedade.
Abs, telmoheinen@yahoo.com.br
8

20.06.2006 - 15:22

Surfaquim disse:

  Não li o texto e nem quero saber o porque de tanta discussão. Meu negócio aqui é pra falar o que eu sei sobre o processo pois vejo que algumas interpretações estão erradas... O processo consiste em adicionar uma certa quantidade de óleo vegetal ao diesel com alto teor de enxofre (comum no Brasil pelas características do petróleo) antes dele ser hidrotratado. Nesse processo, adiciona-se hidrogênio às moléculas do óleo. Inicialmente servia apenas para remover os heteroátomos da cadeia (Enxofre, Nitrogênio e oxigênio). Aí está a grande jogada que ninguém tinha pensado antes (?...) injetando-se óleo vegetal nessa unidade, ocorre: a remoção dos heteroátomos (nitrogênio e oxigênio), a saturação das duplas ligações (que promoviam a rápida oxidação do óleo vegetal), e o bum! a quebra das moléculas que formavam estes óleos. Que passam de moléculas com 40 a 50 carbonos para 17 ou 18. Ou seja nada além de Diesel, tá certo que forma um pouco de propano mais isso não faz mal a ninguém...

surfaquim@bol.com.br
9

20.06.2006 - 21:05

Paulo Csar disse:

  A grande especulação hoje é que o H-bio e o Biodiesel serão programas complementares na utilização de uma matriz energética vegetal para o país. O fato é que a idéia inicial do H-bio, era a elaboração de um projeto que utilizasse uma fonte vegetal, da mesma forma que o Biodiesel, economicamente mais viável para a Petrobrás. Surgiu então o H-bio. A produção do Biodiesel é um processo de transesterificaçao de óleos vegetais (converção dos triglicérides em outros ésteres craqueados) em que seriam formados ésteres com cerca de 16 a 17 carbonos, dependendo do óleo vegetal utilizado. Ou seja, ésteres excelentes em número de cetano. O grande pesar na produção do Biodiesel por transesterificaçao é o subproduto chamado glicerina! A imprensa diz: além de produzir Biodiesel será produzido a glicerina que pode ser vendida para a produção de sabão. Se o Biodiesel for implantado para a demanda de consumo nacional a oferta da glicerina seria tanta, que não haveria mercado para ela, gerando lixo. Outro fator, muito mais importante é como ocorrerá a separação da glicerina. Especificações internacionais determinam um teor muito baixo de glicerina no diesel, cerca de 10 ppm em massa, e como glicerina e ésteres tem afinidade, o processo de refino do Biodiesel sairia caro, para a Petrobrás e para o consumidor final. O H-bio é grande solução proposta pela a Petrobrás. As unidades de hidrotratamento (UHDT) já estão prontas em algumas refinarias e em pleno vapor, já que as UHDT\'s existem para melhorar a qualidade do Diesel reduzindo enxofre, nitrogênio, instaurações e outros. Hidrotratar (hidrogenar) óleos vegetais significa formar n-parafínas (melhores do os ésteres do Biodiesel pois n-parafina com 16 carbonos é o ideal em números de cetanos) e n-propano (ao invés da terrível glicerina). Ou seja, hidrogenar óleo vegetal é praticamente produzir o próprio Diesel. O Biodiesel é lindo, mais sua produção e logística não é viável. O Biodiesel será vendido como B2, B5, já o H-bio, com todo a sua estrutura já pronta será produzido com carga de 10 a 15% em massa de óleos vegetais de qualquer natureza!25
10

6.07.2006 - 01:17

JOAQUIM CAMPOS disse:

  No ano de 2004 e agora mais recentemente em 2006 foi realizada no interior da Bahia, na cidade de Irecê, com apoio do Governo do Estado da Bahia e suas secretarias uma feira voltada para a Agricultura Familiar, denominada AGRIFAMBAHIA. Hoje podemos considerar o maior evento de agricultura familiar do Estado da Bahia e também do Brasil, já que seus números ultrapassam a edição paulista da AGRIFAM que será realizada em agosto na cidade de Agudos, próximo de Bauru. Minha impressão é que falta um canal importante de esclarecimento aos produtores sobre benefícios no cultivo de mamona, por exemplo. Se a resposta ao investimento deste pequeno agricultor não for imediata, ele com certeza deixará de cultivar mamona para cultivar feijão. E mais importante, o seu depoimento será desfavorável a qualquer nova promessa realizada por entidades governamentais ou outras. Isso representa o dobro de esforço para uma nova concientização no plantio. Estamos esquecendo a ponta do processo. Precisamos unir esforços para otimizar iniciativas como as da AGRIFAM com a discussão do Biodiesel. Proponho um tema para discussão: Estamos preparados para atender a esta demanda proposta de H-Bio na sua produção, distribuição (logística/transporte) e beneficiamento.? Obrigado. Diferente dos demais minha área é comunicação e relacionamento institucional.
11

19.07.2006 - 12:49

Ananias Baracuhy Néto disse:

  No meu entender,H Bio só dá para começar o processo de introduzir óleos vegetais na queima de motores a diesel.A tecnologia deverá em curto prazo,são meus votos,achar o refino adequado do óleo vegetal e dar destino a parafina em algum uso industrial.
Nenhum combustível merece elogio se a sua base continua a ser o petróleo e é aí que o H Bio empanca.Temos mais é que continuar pesquisando que estamos já chegando lá.Eu mesmo acredito que o problema está mais em arranjar emprego para a parafina do que ter o biodiesel que já temos.Neste aspecto,o desafio jé estar bem menor...
12

10.07.2007 - 18:44

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