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Produção de biodiesel em setembro cresce 6,2%

Volume fabricado pelas usinas brasileiras desacelerou em setembro encerrando rebote que havia se iniciado depois de abril

BiodieselBR.com 4 min de leitura

A atividade do setor de biodiesel perdeu vigor em setembro. Segundo dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a produção das usinas no mês passado ficou em 592,8 mil m³. O resultado está quase 5% abaixo do recorde registrado um mês antes.

Depois de ter levado um tombo bastante expressivo – queda de quase 20,2% – em abril passado, logo após a chegada do coronavírus ao país, a produção das usinas iniciou um rebote bastante vigoroso ao longo do qual a produção mensal se expandiu mais de 42,2%. Esse movimento parece estar perdendo gás agora.

A perda de embalo não significa que o setor tenha tido um mês particularmente ruim. Setembro teve a terceira maior produção de biodiesel em toda história, perdendo justamente para os dois meses imediatamente anteriores – agosto com 623,2 mil m³ e julho com 602 mil m³.

A atividade do setor de biodiesel perdeu vigor em setembro. Segundo dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a produção das usinas no mês passado ficou em 592,8 mil m³. O resultado está quase 5% abaixo do recorde registrado um mês antes.

Depois de ter levado um tombo bastante expressivo – queda de quase 20,2% – em abril passado, logo após a chegada do coronavírus ao país, a produção das usinas iniciou um rebote bastante vigoroso ao longo do qual a produção mensal se expandiu mais de 42,2%. Esse movimento parece estar perdendo gás agora.

A perda de embalo não significa que o setor tenha tido um mês particularmente ruim. Setembro teve a terceira maior produção de biodiesel em toda história, perdendo justamente para os dois meses imediatamente anteriores – agosto com 623,2 mil m³ e julho com 602 mil m³.

Em relação ao mesmo mês do ano passado, a produção se expandiu 6,2%. Isso mesmo com a mistura obrigatória reduzida. Setembro de 2019 foi justamente o mês de estreia do B11. Por determinação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no quinto bimestre de 2020 voltamos ao B10.

O maior consumo de diesel ajudou a compensar a perda. No mês passado, o Brasil consumiu um pouco menos que 5.238,3 milhares de m³ de diesel B. Um ano antes, a demanda foi de 4.891,1 mil m³.

Saldo positivo 

Apesar dessa alta, a produção de biodiesel foi bem superior à demanda. Sem levar em conta o volume de diesel marítimo vendido – que costuma corresponder a 1,3% das vendas – o mercado teria exigido cerca de 523,8 mil m³ de biodiesel puro.

Isso deixa o mercado com um saldo positivo maior que 69 mil m³ do biocombustível. Apesar disso, a produção das usinas brasileiras ainda está deficitária em 41,5 mil m³ neste ano. De janeiro até julho, a produção de biodiesel foi deficitária em relação à demanda.

Maiores do mês

Em setembro, a Oleoplan de manteve a liderança do mercado com 34,9 mil m³ de biodiesel fabricados – queda de 4,4% em relação ao mês anterior. Esse é o segundo mês seguido que o fabricante gaúcho ocupa a liderança do mercado.

Em julho, o mercado era liderado pela unidade de Marialva (PR) da BSBios.

O Rio Grande do Sul fabricou 167,5 mil m³ de biodiesel, 8,5% menos que em agosto. Já o estado do Mato Grosso elevou a produção em 5,4% para 116,9 mil m³.

Agosto ainda melhor

Além dos dados de setembro, a ANP também revisou – para cima – os números de agosto. Ao invés de 618,7 milhares de m³, a produção do mês passado foi de 623,2 mil m³.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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