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Produção de biodiesel cai 1,3% em agosto

Volume de biodiesel fabricado pelas usinas brasileiras no mês de agosto caiu cerca de 1,3% na comparação anual

BiodieselBR.com 4 min de leitura

O setor de biodiesel encolheu em agosto. Segundo dados divulgados na tarde de ontem pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) as usinas brasileiras colocaram no mercado um pouco mais de 460,9 milhões de litros do biocombustível no mês de junho. Apesar de um crescimento de 2,8% sobre o número de maio, o resultado ficou cerca de 1,3% abaixo que havia sido registrado durante o mesmo período de 2018.

O setor de biodiesel encolheu em agosto. Segundo dados divulgados na tarde de ontem pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) as usinas brasileiras colocaram no mercado um pouco mais de 460,9 milhões de litros do biocombustível no mês de junho. Apesar de um crescimento de 2,8% sobre o número de maio, o resultado ficou cerca de 1,3% abaixo que havia sido registrado durante o mesmo período de 2018.

 

 

Esse foi o primeiro resultado mensal negativo – numa comparação anual – apresentado pela indústria de biodiesel desde abril de 2017. Naquela época, o mercado nacional de combustíveis ainda tentava virar a página da prolongada crise o atingiu em cheio entre nos anos de 2015 e 2016.

Até hoje, o mercado ainda não se recuperou completamente. O volume de diesel consumido pelo Brasil no ano passado foi de 55,6 bilhões de litros, cerca de 7,3% abaixo da demanda apresentada em 2014. No período mais agudo da crise, em 2016, a demanda ficou 9,6% abaixo dos níveis anteriores.

Desaceleração

Nos últimos meses, o setor vinha apresentando índices de crescimento turbinado pelo último aumento da mistura obrigatória – de 8% para 10% – ocorrido em março do ano passado. Comparando os somatórios do período entre março de 2018 até fevereiro de 2019 com os 12 meses anteriores, a produção das usinas brasileiras avançou 24,3%.

Embora esse seja um resultado bastante robusto, ele ainda está um pouco abaixo do que seria de se esperar somente com base no aumento da mistura obrigatória.

Desde que a comparação passou a ser feita entre meses em que o B10 já estava em vigor os índices caíram consideravelmente, mas se mantiveram positivos. Foram 2,1% de crescimento em março, 4,2% em abril e, em maio, quase 17% – índice que foi alavancado pela greve de caminhoneiros.

 

 

Apesar da contração em junho, o resultado do primeiro semestre de 2019 ainda é positivo. Houve crescimento de 11,2% em relação ao acumulado da produção nos primeiros seis meses de 2018.

Distribuição

A contração da produção de biodiesel não afetou o país de forma homogênea. As usinas gaúchas foram as que mais reduziram a oferta com uma produção 10,8 milhões de litros menor – 8% – em junho do que no mesmo mês de 2018. Ainda assim, o estado segue o maior produtor do país com 128,1 milhões de litros.

Proporcionalmente, no entanto, São Paulo foi o estado mais afetado, com um corte de 21,4% na produção. As usinas paulistas foram de 20,4 para 16 milhões de litros fabricados.

Na contramão do mercado, a Bahia aumentou a oferta em 30%. De 29,5 para 38,3 milhões de litros de biodiesel.

Líderes

A maior fabricante do mês foi a Granol de Anápolis, com 27,8 milhões de litros fabricados, aumento de 2,2% sobre o volume fabricado em maio, quando ocupou a terceira posição do ranking.

Já a Potencial, que liderou a produção em maio com mais de 30,4 milhões de litros, caiu para o segundo lugar com uma desaceleração de quase 19,2% em seu nível de atividade.

Em junho, 35 usinas reportaram produção à ANP, uma a menos do que em maio. A usina da Bio Vida, que vinha fabricando biodiesel regularmente desde dezembro passado, voltou a ficar inativa.

Um ano atrás, 38 usinas estavam ativas. A Granol de Cachoeira do Sul, a Bio Óleo e a Cooperfeliz pararam de produzir ao longo dos últimos 12 meses. Já a Minerva voltou ao mercado.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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