Produção de biodiesel reduz o crescimento em setembro
As usinas brasileiras não tiveram um desempenho dos mais memoráveis em setembro, com um recuo de 4,5% em relação a agosto.
BiodieselBR.com ··3 min de leitura
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Depois de registrarem a segunda maior produção de sua história em agosto, as usinas brasileiras de biodiesel não tiveram um desempenho dos mais memoráveis em setembro. Dados recém-divulgados pela ANP, indicam que a produção mensal do biocombustível recuou pouco mais de 4,5% na comparação com o mês anterior e fechou com 328 milhões de litros fabricados.
Depois de registrarem a segunda maior produção de sua história em agosto, as usinas brasileiras de biodiesel não tiveram um desempenho dos mais memoráveis em setembro. Dados recém-divulgados pela ANP, indicam que a produção mensal do biocombustível recuou pouco mais de 4,5% na comparação com o mês anterior e fechou com 328 milhões de litros fabricados.
Esse é um volume apenas 5% maior do que em setembro do ano passado, período em que, não custa lembrar, ainda estava valendo o B6. O avanço mais moderado do que o esperado está ligado ao desânimo no mercado de óleo diesel que vem encolhendo mês após mês. E já acumula uma retração de 3,8% em volume entre janeiro e setembro.
Até esse momento, a produção brasileira chega perto de 2,95 bilhões de litros. Isso é cerca de, 21% a mais do que os 2,43 bilhões de litros produzidos no mesmo período ano passado.
Tudo leva a crer que o setor vai registrar um crescimento de mais de dois dígitos no apurado do ano. Ainda assim, a vantagem em relação ao ano passado, que já esteve na faixa dos 30%, tem ficado mais magra nos últimos meses e deve ficar ainda menor. Principalmente porque no último bimestre as comparações passarão a ser feitas entre meses nos quais o B7 já estava valendo.
Falta
Novamente, a produção das usinas não foi suficiente para atender integralmente a demanda de diesel do mês. Considerando as vendas de diesel no mês passado, o mercado exigiria 345,1 milhões de litros.
Ou seja, ficaram faltando 17,1 milhões de litros de biodiesel para atender 100% da demanda. No ano, o mercado está deficitário em 61,6 milhões de litros, desvio de, aproximadamente, 2% em relação ao que seria a demanda de biodiesel calculada sobre a totalidade do diesel vendido no país.
Fabricantes
Em setembro, a ANP apontou produção em 34 plantas de biodiesel. Dessas, 21 reduziram o nível de produção entre agosto e setembro enquanto as outras 13 aceleraram.
A maior expansão foi da JBS de Lins que praticamente triplicou seu ritmo de fabricação chegando a 12,4 milhões de litros. A maior retração foi da Cargill cuja produção mensal caiu de 14,6 milhões de litros para apenas 2,8 milhões de litros.
A maior fabricante do mês foi a ADM de Rondonópolis que desbancou a Granol de Anápolis – 1ª colocada de agosto – ao colocou no mercado 26,2 milhões de litros. Ainda assim, a Granol manteve o título de maior produtora do país com quase 40,8 milhões de litros produzidos a partir de suas três unidades fabris.
O Rio Grande do Sul foi a principal região produtora do país com praticamente 101 milhões de litros produzidos. Mato Grosso (76,1 milhões de litros) e Goiás (54 milhões de litros) se seguem.