Esse ano não está começando de uma forma das mais positivas para as usinas de biodiesel. Segundo dados recém-divulgados pela ANP, a produção no mês janeiro foi de decepcionantes 255,3 milhões de litros. A contração chega a 5,9% quando se compara o nível de produção do janeiro de 2017 com o do mesmo mês em 2016.
Esse ano não está começando de uma forma das mais positivas para as usinas de biodiesel. Segundo dados recém-divulgados pela ANP, a produção no mês janeiro foi de decepcionantes 255,3 milhões de litros. A contração beira os 6% quando se compara o nível de produção do janeiro de 2017 com o do mesmo mês em 2016.
Esse foi o pior resultado mensal desde que a mistura obrigatória avançou para o B6, em julho de 2014. O mau momento da economia brasileira que vem puxando para baixo o consumo de óleo diesel de forma consistente – as vendas do derivado caíram 5,1% ao longo de todo o ano passado –afetando, consequentemente, a produção do biocombustível.
No ano passado, foi registrada a primeira queda no volume fabricado desde o lançamento do Programa Nacional de Produção e Consumo de Biodiesel (PNPB).
Em janeiro, tivemos 27 usinas ativas. São duas a menos que em dezembro de 2016. No balanço entre esses dois meses, temos quatro usinas que aparecem nas estatísticas da ANP como se tivessem parado a produção completamente sendo que outras duas retomaram atividade. No começo de 2016, o mercado contou com 33 usinas ativas.
Zeradas
Pode ser que o quadro não seja tão desalentador quanto parece. Três das usinas que aparecem “zeradas” em janeiro registraram vendas no Leilão 52 – certame que arrematou o biodiesel para o primeiro bimestre – e, portanto, deveriam estar produzindo ao menos para garantir suas entregas. Estão nessa situação a Minerva, a BSBios de Passo Fundo e a Bianchini.
Em todos esses três casos, no entanto, tivemos vendas relativamente fracas o que pode sinalizar que essas usinas estejam desovando biodiesel estocado sem a necessidade de produção nova.
Além das usinas que paralisaram completamente a produção, entre dezembro e janeiro tivemos outras 21 usinas pisando no freio. Juntas, elas encolheram a produção do setor em 74 milhões de litros. A maior redução foi justamente das Bianchini que representa 16,9 milhões de litros desse total.
Outras dez plantas, no entanto, aumentaram a produção e colocaram praticamente 33,3 milhões de litros no mercado. O maior aumento veio da Cofco que depois de passar dezembro com a produção zerada fabricou 10,4 milhões de litros em janeiro.
Maiores
No apanhado geral do mês, a usina que mais fabricou biodiesel foi a ADM de Rondonópolis com pouco menos de 24,5 milhões de litros fabricados – 8,3% menos que em dezembro.
Neste mês, o estado que mais fabricou biodiesel foi o Mato Grosso. Foram 58,1 milhões de litros contra 47,9 milhões de litros de seu tradicional rival, o Rio Grande do Sul.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Esse ano não está começando de uma forma das mais positivas para as usinas de biodiesel. Segundo dados recém-divulgados pela ANP, a produção no mês janeiro foi de decepcionantes 255,3 milhões de litros. A contração beira os 6% quando se compara o nível de produção do janeiro de 2017 com o do mesmo mês em 2016.
Esse foi o pior resultado mensal desde que a mistura obrigatória avançou para o B6, em julho de 2014. O mau momento da economia brasileira que vem puxando para baixo o consumo de óleo diesel de forma consistente – as vendas do derivado caíram 5,1% ao longo de todo o ano passado –afetando, consequentemente, a produção do biocombustível.
No ano passado, foi registrada a primeira queda no volume fabricado desde o lançamento do Programa Nacional de Produção e Consumo de Biodiesel (PNPB).
Em janeiro, tivemos 27 usinas ativas. São duas a menos que em dezembro de 2016. No balanço entre esses dois meses, temos quatro usinas que aparecem nas estatísticas da ANP como se tivessem parado a produção completamente sendo que outras duas retomaram atividade. No começo de 2016, o mercado contou com 33 usinas ativas.
Zeradas
Pode ser que o quadro não seja tão desalentador quanto parece. Três das usinas que aparecem “zeradas” em janeiro registraram vendas no Leilão 52 – certame que arrematou o biodiesel para o primeiro bimestre – e, portanto, deveriam estar produzindo ao menos para garantir suas entregas. Estão nessa situação a Minerva, a BSBios de Passo Fundo e a Bianchini.
Em todos esses três casos, no entanto, tivemos vendas relativamente fracas o que pode sinalizar que essas usinas estejam desovando biodiesel estocado sem a necessidade de produção nova.
Além das usinas que paralisaram completamente a produção, entre dezembro e janeiro tivemos outras 21 usinas pisando no freio. Juntas, elas encolheram a produção do setor em 74 milhões de litros. A maior redução foi justamente das Bianchini que representa 16,9 milhões de litros desse total.
Outras dez plantas, no entanto, aumentaram a produção e colocaram praticamente 33,3 milhões de litros no mercado. O maior aumento veio da Cofco que depois de passar dezembro com a produção zerada fabricou 10,4 milhões de litros em janeiro.
Maiores
No apanhado geral do mês, a usina que mais fabricou biodiesel foi a ADM de Rondonópolis com pouco menos de 24,5 milhões de litros fabricados – 8,3% menos que em dezembro.
Neste mês, o estado que mais fabricou biodiesel foi o Mato Grosso. Foram 58,1 milhões de litros contra 47,9 milhões de litros de seu tradicional rival, o Rio Grande do Sul.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com